sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Coronel Tadeu dá ‘aula’ sobre importância do Senado e lembra sabatina de Mendonça: ‘jogo de força’


O deputado federal Coronel Tadeu, em live transmitida pelas redes sociais, explicou a importância da escolha de senadores nas eleições deste ano. O deputado explicou como funciona a escolha de senadores, e que, neste ano, haverá a escolha de um terço do Senado. Coronel Tadeu enfatizou a importância de eleger senadores afinados ao presidente. 

O deputado destacou uma das missões do Senado Federal, a de processar e julgar o Presidente da República, o Vice-Presidente, os ministros, os Chefes das Forças Armadas e os ministros das Cortes Superiores. Ele explicou: “eleger o presidente Bolsonaro e não dar a ele uma base política dentro do Senado e dentro da Câmara complica a vida dele”. 

Coronel Tadeu prosseguiu: “é importante você saber que não basta votar no Bolsonaro, tem que votar em senadores e deputados que estão com ele, para que ele possa trabalhar com tranquilidade, o que não tem acontecido”. 

O deputado lembrou ainda que é o Senado que aprova os nomes indicados pelo presidente da República para o Supremo Tribunal Federal. Coronel Tadeu questionou: “vocês lembram o que aconteceu com o atual ministro do STF, André Mendonça?”. Ele apontou que, em 2023, haverá duas vagas no Supremo Tribunal Federal e disse: “olha quanto tempo ficou para ser marcada a sabatina do André Mendonça. Jogo de força. Jogo de empurra”. Coronel Tadeu concluiu: “o voto tem consequência. O voto tem que ser dado com responsabilidade”. 

No caso mencionado pelo deputado, a Comissão de Constituição e Justiça devia realizar a sabatina do indicado pelo presidente, mas a sabatina simplesmente não foi marcada por quase 5 meses, porque o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, senador Davi Alcolumbre, não queria marcar. Para impor sua vontade, o senador chegou a travar os trabalhos da Comissão, que ficou ainda impedida de votar outros projetos. 

A concentração de poderes nas mãos de poucos senadores vem levantando questões sobre a representatividade do Senado, já que o colegiado pode ser ignorado pela vontade de um único senador, como ocorreu na Comissão de Constituição e Justiça e como ocorre com os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Embora a apreciação dos pedidos seja responsabilidade do Senado Federal, os presidentes vêm impedindo qualquer apreciação pelo colegiado, empilhando os pedidos em suas gavetas. 

Sem controle externo, alguns ministros do Supremo agem ao arrepio da Constituição. Em inquéritos secretos, o ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, promove uma perseguição a adversários políticos. Em um desses inquéritos, a Folha Política teve sua sede invadida e todos os seus equipamentos apreendidos, inclusive celulares e tablets dos sócios e seus filhos. O inquérito foi arquivado por falta de indícios de crimes, mas os dados sigilosos foram compartilhados com outros inquéritos e com a CPI da pandemia, que compartilha dados sigilosos com a velha imprensa. 

Em outra ocasião, o ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, confiscou toda a renda da Folha Política e de outros sites e canais conservadores, para impedir suas atividades. A decisão teve o aplauso e respaldo do ministro Luís Roberto Barroso, do STF e do TSE. 

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