domingo, 16 de janeiro de 2022

Dono da Havan, Luciano Hang alerta para 'guerra final' e ministro de Bolsonaro contesta Lula


O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, publicou um artigo em um jornal da velha imprensa, convidando os brasileiros a imaginarem como seria o dia seguinte de uma eleição do ex-presidente Lula. Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, compartilhou uma screenshot do texto publicado em O Globo e advertiu: “Não existe um salvador da Pátria e sim um povo unido lutando pelo nosso Brasil. Esta eleição será a guerra final onde as consequências e o futuro da sua família estão em jogo. Você é peça fundamental para o bem ou  para o caos. A escolha é sua. Leia, por favor”. O empresário acrescentou: “O FUTURO ESTÁ EM CIMA DO FUTURO E NÃO DEBAIXO DO PASSADO. Esta frase diz muito sobre as eleições de 2022. Jamais poderemos pensar em ter um futuro que volte ao pior do passado.”

No texto, o ministro Ciro Nogueira apontou: “Há um clima de deslumbramento no ar. Euforia, sensação de vitória inevitável, uma certa soberba. Como se o eleitor fosse apenas... um detalhe”.

O ministro analisou algumas declarações que vêm sendo dadas por Lula e por membros de seu partido, e disse: “a questão que cada vez mais vai pesar é: na economia, haverá um dia seguinte! Como será? Se o dia seguinte fosse com o PT, faríamos uma guinada para a Venezuela, para a Argentina ou para a Bolívia — regimes e governos que o PT apoia”.

Ciro Nogueira apontou que a proposta de revogar a reforma trabalhista equivale a dar “um verdadeiro cavalo de pau”, e ponderou: “numa economia global cada vez mais competitiva, temos, sim, de proteger os nossos trabalhadores, mas a primeira proteção aos trabalhadores é criar empregos. Não é voltando ao tempo da CLT, de quase um século atrás, que daremos uma resposta para o país”.

O ministro também denunciou a desonestidade intelectual em criticar o governo Bolsonaro como se não houvesse uma pandemia afetando o mundo todo. Ele disse: 

“Não é possível um debate intelectualmente sério sem considerar que o governo Bolsonaro enfrentou a maior pandemia da História da humanidade. E comparar o desempenho econômico do Brasil ou de qualquer país do mundo com o próprio Brasil fora dessa circunstância é desonesto”. 

Outrossim, Nogueira enalteceu os feitos do Governo Bolsonaro e advertiu para os danos econômicos causados por Lula: “Isso nos coloca a questão central da eleição: qual será o dia seguinte? O dia seguinte de um governo que continuará com a compreensão correta de que não podemos ter um Estado inchado, com estatais que funcionam para seus comissários e não para a população? De um governo que fez o maior programa assistencial da História do país (13 anos do Bolsa Família em apenas um... aceitem, que dói menos) sem aumentar o endividamento?

Um governo que diminuiu a taxa de juros e praticou a menor de todos os tempos da História recente do país? Que aumentou o acesso ao sistema financeiro por meio das fintechs e dos bancos digitais? Que criou um mecanismo como o Pix e transferiu renda diretamente, na veia, para o usuário, o povão, que deixou de pagar altas tarifas bancárias? Um governo que mais do que duplicou o valor do antigo Bolsa Família, agora Auxílio Brasil? Tudo isso sem pedaladas fiscais, sem uso das estatais para cargos políticos?”.

O ministro questionou: “Qual Brasil teremos no dia seguinte à eleição? O velho Brasil ou um Brasil novo, que foi atropelado por uma pandemia, mas que é tão melhor na sua essência, que ainda assim resistiu e agora tem condições de despontar em todo o seu potencial nos próximos quatro anos?”. 

O ministro também rebateu a “surrada campanha do ‘medo’” utilizada com frequência pelo PT. Ele perguntou: “Quem está provocando medo não é o PT? Somos nós que apoiamos regimes antidemocráticos, regulações contra a mídia, guinadas na economia?”. 

Ciro Nogueira afirmou: “O dia seguinte do governo Bolsonaro será o teto de gastos, o equilíbrio fiscal, as reformas que ele já provou ser capaz de fazer e endossa, a liberdade econômica, as privatizações, um governo há três anos sem corrupção e um Banco Central independente. Tudo isso é o que o PT já disse querer destruir”.

O ministro afirmou que um segundo governo Bolsonaro aprofundará as transformações, e ironizou: “Bolsonaro já provou que tem um forte apoio no Congresso. A propósito, o PT teria? Com sua pauta-bomba econômica?”

Ciro Nogueira alfinetou: “O PT usa agora uma “contabilidade criativa” até sobre si mesmo. Quando no poder, Dilma tinha sido a “mãe do PAC”, no Lula 1 e no Lula 2, e presidente no Dilma 1 e no Dilma 2. Ou seja, eram quatro governos Dilma. Agora, Dilma desaparece. Não houve Dilma. O PT é de... Geraldo Alckmin!”. 

A Constituição Brasileira, em seu primeiro artigo, afirma que os fundamentos da República são: a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, e o pluralismo político. No entanto, para um grupo de pessoas, no qual o empresário Luciano Hang foi incluído, esses fundamentos parecem ser relativizados. 

O empresário foi investigado em um dos inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, tendo tido seus sigilos quebrados e até mesmo sofrido busca e apreensão, com base unicamente em uma reportagem que jamais apresentou qualquer comprovação de suas alegações. O empresário processou a repórter e o jornal, e, quando o caso foi analisado por um juiz de direito, reconheceu-se que a reportagem não atendeu ao menor dever de cuidado em averiguar os fatos. 

A Folha Política também foi alvo de inquéritos do ministro Alexandre de Moraes, sofreu busca e apreensão de todos os seus equipamentos, e teve seus sigilos quebrados. Assim como no caso de Hang, os inquéritos se baseiam em “relatórios” e “reportagens” que são tomados como verdadeiros, embora produzidos pela concorrência e sem qualquer compromisso com fatos. 

Com base no mesmo tipo de informação produzida por fontes suspeitas, o ex-corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, mandou confiscar toda a renda da Folha Política e de outros sites e canais conservadores, com o apoio e elogios do ministro do STF Luís Roberto Barroso, presidente do TSE. 

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