segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Presidente da Câmara rebate governadores sobre ICMS dos combustíveis e alfineta: ‘cobranças, dirijam-se ao Senado’


O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, rebateu acusações e queixas de governadores de estados relativas ao ICMS sobre combustíveis. Lira lembrou que a Câmara já tratou do assunto, que agora caberia ao Senado, e alfinetou os governadores, lembrando que criticaram os deputados e agora querem agir com fins eleitoreiros. 

Arthur Lira disse: 

A Câmara tratou do projeto de lei que mitigava os efeitos dos aumentos dos combustíveis.  Enviado para o Senado, virou patinho feio e Geni da turma do mercado.

Diziam que era intervencionista e eleitoreira. Agora, no início de um ano eleitoral, governadores, com Wellington Dias à frente, cobram soluções do Congresso. Com os cofres dos Estados abarrotados de tanta arrecadação e mirando em outubro, decidiram que é hora de reduzir o preço.

Podiam ter pressionado ainda ano passado. Por isso, lembro  aqui a resistência dos governadores em reduzir o ICMS na ocasião. Registro também que fizemos nossa parte. Cobranças, dirijam-se ao Senado.

O presidente da Câmara acrescentou: 

Os governadores acusam Congresso e Executivo apenas para fazer uma cortina de fumaça. Resolveram acabar com o congelamento do ICMS nos combustíveis quando Petrobras, União e Congresso avançavam em negociações definitivas. E precisam achar um bode na sala.

Se esquecem que o ICMS responde por quase 1/3 do preço do combustível nas bombas. É arrecadação fácil e na veia para engordar a arrecadação em ano de eleição. Dizem que não aumentaram as alíquotas, mas não precisava.

O barril subiu de menos de US$ 30 para mais US$ 80. Ou seja, mantendo a alíquota arrecadaram quase três vezes mais. É matemática simples.

Não aceito demagogia eleitoreira. Há um projeto na mesa e se eles discordam, tem força política pra sentar na mesa e discutir alternativas. Mas já é 2022 e tem gente que só pensa em outubro.

Muitos brasileiros estão vivendo sob o jugo de uma ditadura, em que seus direitos e garantias fundamentais estão sendo desrespeitados. O país tem presos políticos e pessoas, jornais e sites censurados. A totalidade da renda da Folha Política, e também de outros canais e sites conservadores, está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em uma decisão que recebeu o respaldo do presidente da corte, Luís Roberto Barroso, que é também ministro do STF.

Se você apoia o trabalho da Folha Política, que há quase 10 anos mostra os fatos da política brasileira, e pode ajudar o jornal a permanecer em funcionamento, doe qualquer valor através do Pix, usando o QR Code que aparece na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.


Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...