domingo, 27 de fevereiro de 2022

Bolsonaro reage a Moraes, do STF, e alerta para risco de vazamentos: ‘crime de lesa-pátria!’


Durante entrevista coletiva a repórteres da velha imprensa sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, o presidente Jair Bolsonaro fez referência a uma ação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro estava explicando aos repórteres que alguns dos assuntos tratados entre chefes de Estado são reservados e não podem ser tornados públicos. 

O presidente, então, afirmou: “até lamento quando um ministro do Supremo quebrou o sigilo de um ajudante de ordens meu. Entendo que é um crime”. O presidente acrescentou: “Se vazar qualquer coisa, isso para mim é algo lamentável, e configura um crime de lesa-pátria”. 

Em resposta a uma pergunta sobre se uma possível extensão do conflito poderia afetar as eleições brasileiras, Bolsonaro disse: “já que você perguntou, as Forças Armadas estão ultimando seu trabalho”. O presidente lembrou que o Tribunal Superior Eleitoral convidou as Forças Armadas a participarem do processo eleitoral, e que as Forças Armadas enviaram questionamentos ao tribunal. O presidente disse: “pode ser que o Barroso tenha razão. Se não tiver, as FFAA vão apresentar seu relatório e vão sugerir alterações”. 

O ministro Alexandre de Moraes e o Tribunal Superior Eleitoral têm sido muito ativos em censurar políticos, parlamentares, cidadãos e empresas que se manifestem sobre o processo eleitoral, e até mesmo em censurar jornais que veiculem o debate. Investigações seletivas se tornaram comuns no País. No Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes conduz inquéritos sigilosos contra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Em um desses inquéritos, a sede da Folha Política foi invadida e todos os equipamentos do jornal foram apreendidos. Após a Polícia Federal atestar que não havia motivos para qualquer indiciamento, o inquérito foi arquivado a pedido do Ministério Público, mas o ministro abriu outro inquérito de ofício e compartilhou os dados do inquérito arquivado. Atualmente, a renda do jornal, e de vários outros sites e canais conservadores, está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em atitude que foi elogiada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, então presidente do TSE. 

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