quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Bolsonaro retruca pergunta capciosa de jornalista na Rússia, dá lição de moral e ressalta defesa da paz


O presidente Jair Bolsonaro falou a jornalistas da velha imprensa em Moscou, após encontro com o presidente Vladimir Putin e também com membros do parlamento russo. Bolsonaro afirmou que teve o sentimento de um “casamento perfeito” entre os dois países, e acrescentou: “senti também, em especial com o presidente Putin, que é esse o sentimento que ele tem, também, do Brasil”. 

Os jornalistas presentes não se interessaram pelo resultado das reuniões e questionaram o presidente sobre a situação da Ucrânia, ao que o presidente apontou que o Brasil é um país pacifista e o mundo todo tem seus problemas regionais. Bolsonaro disse: “aqui há um problema e somos solidários a todos os países, desde que o caminho seja pacífico”. O presidente disse ainda que Putin é um líder que busca a paz, que não havia motivos para modificar a agenda previamente acordada e acrescentou: “o caminho para a solução pacífica se apresenta no momento para a Rússia e a Ucrânia”. 

O presidente se irritou e chegou a encerrar a entrevista quando um repórter perguntou se os russos haviam modificado seus pedidos relativos aos testes contra a covid, mas voltou a falar para comentar a catástrofe em Petrópolis. Bolsonaro disse que, na viagem de volta, pretende ir diretamente ao estado do Rio de Janeiro e então sobrevoará a região, na companhia do ministro Rogério Marinho.

Bolsonaro voltou a se irritar quando um repórter o questionou sobre a segurança das eleições. O presidente disse: “isso não é assunto para falar fora do Brasil. Se alguém faz qualquer ilação nesse sentido, está extrapolando a sua atividade”. 

No Brasil, questionamentos sobre a segurança das eleições estão formalmente proibidos. Pessoas que se atreveram a propor aperfeiçoamentos ao sistema e jornais que simplesmente noticiaram um debate sofrem perseguição política. A Folha Política, que já teve todos os seus equipamentos apreendidos a mando de Alexandre de Moraes, atualmente tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em decisão aplaudida pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, presidente do TSE. Segundo a velha imprensa, que participa ativamente dos inquéritos, a intenção é impedir o funcionamento da empresa, privando-a de sua fonte de renda. 

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