quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Eduardo Bolsonaro aponta ‘jogo sujo’ da velha imprensa para eleições de 2022 e reage: ‘sisteminha não dá ponto sem nó’


O deputado federal Eduardo Bolsonaro respondeu, da tribuna da Câmara, a matéria do jornal Folha de São Paulo, que afirmou que “integrantes da cúpula do Tribunal Superior Eleitoral” teriam comemorado o relatório elaborado pela delegada que toca os inquéritos políticos do ministro Alexandre de Moraes. Segundo o deputado, o jornal “faz parte de um sisteminha” que tenta criar uma narrativa para culpar o presidente Jair Bolsonaro. 

O deputado apontou: “Primeiro de tudo, este inquérito, ao qual a Folha [de São Paulo] faz referência, não era sigiloso. (...) Tanto não era sigiloso que só veio a ser decretado, após a live do Presidente, junto com o Deputado Filipe Barros, o sigilo desse inquérito. Então, quem fala que o inquérito era sigiloso está fora da realidade”. 

O deputado prosseguiu, lembrando que o inquérito que agora é apontado como sigiloso foi amplamente divulgado pela velha imprensa, que publicou inclusive uma longa entrevista com o hacker, onde ele detalhou os sistemas do TSE. Não houve qualquer acusação contra a velha imprensa por divulgar essas informações, nem tampouco qualquer jornal sofreu qualquer sanção, como ocorre com veículos conservadores. Os veículos que divulgaram o inquérito não tiveram seus equipamentos nem sua renda apreendidos. 

Eduardo Bolsonaro disse:  “voltando à matéria da Folha de São Paulo, o que me causa estranheza, Sr. Presidente, é que a Folha de São Paulo faz parte de um sisteminha cujo pessoal, se ligarmos os pontos, não trabalha em vão, não dá um ponto sem nó. E eles querem o quê? Eles querem formar uma narrativa segundo a qual eles ignoram que em 2018 o hacker deu entrevista para a revista TecMundo falando que invadiu os sistemas do TSE. Eles têm que ignorar isso daí para dizer que o Presidente Bolsonaro vazou o inquérito e, com base nisso, dizer que o Presidente Bolsonaro, caso venha se falar que em 2022, no futuro, houve uma invasão das urnas ou fraude nas urnas, dizer que "olhem, realmente teve, mas quem foi o culpado por essa invasão adivinhem quem é? Foi o Presidente Bolsonaro!". Então, essa é a narrativa que tenta ser costurada. Na verdade, é uma verdadeira casa de caboclo!”.

Com o pretexto de evitar “desinformação”, mas sem justificativa jurídica, o ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, decidiu confiscar a renda de sites e canais conservadores, para destruir empresas privadas das quais discorda. A decisão, que incluiu a Folha Política, confisca todos os rendimentos da empresa, e teve o apoio e aplauso do presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, que é também ministro do STF. “Marcar” pessoas e fechar empresas por motivações políticas são atitudes que já foram observadas na História, mas nunca em democracias. 

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