terça-feira, 29 de março de 2022

Bolsonaro reencontra colegas de farda da época em que serviu em Nioaque e alerta para guerra por segurança alimentar


O presidente Jair Bolsonaro discursou durante cerimônia de entrega de títulos de propriedade rural em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, que foi também uma despedida da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que deixa o cargo para se candidatar às próximas eleições. 

No início do discurso, o presidente reencontrou seus companheiros de farda da época em que serviu no estado, na cidade de Nioaque. O presidente relembrou os tempos do Exército e as atividades que desenvolviam na região. Bolsonaro disse: “entendo que é uma missão de Deus ser presidente da República. O prefeito bem sabe as dificuldades do Executivo municipal, imagine o Executivo federal. Mas, em Brasília, eu tenho um ministério que nos ajuda a vencer obstáculos”. 

O presidente lembrou a importância do contexto geopolítico e disse: “não podemos deixar que ocorra, no Brasil e no mundo, uma guerra pela segurança alimentar”. O presidente enfatizou que a entrega de títulos beneficia todo o Brasil, além de ser uma libertação para os assentados. 

Bolsonaro lembrou que há pessoas que aguardam por seus títulos há mais de 20 anos e que, com a entrega, passam a ter plena cidadania. Ele disse: “hoje, o homem é proprietário de sua terra. Não é mais usado por aquele partido que dizia defender vocês, mas, na verdade, usava vocês para atingir seu objetivo, que era o poder.  Eles perderam força”. 

O direito à propriedade e o respeito à livre iniciativa têm sido relativizados no Brasil. Para uma “classe” de cidadãos, caracterizados pela velha imprensa como “bolsonaristas”, as garantias e direitos fundamentais estão suspensos. Em CPIs e em inquéritos conduzidos nas cortes superiores, cidadãos e empresas ficam sujeitos a quebras de sigilo, devassas, prisões políticas, buscas e apreensões, e confiscos. As investigações se originam de “relatórios”, “matérias” e “reportagens” produzidos pela concorrência, que são tomados como verdadeiros sem questionamento, assim como depoimentos de testemunhas suspeitas. 

Toda a renda da Folha Política, assim como de outras pessoas e empresas conservadoras, está sendo confiscada, a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em decisão monocrática em um inquérito administrativo. Segundo a velha imprensa, que participa ativamente dos inquéritos e CPIs, a intenção é impedir o funcionamento das empresas ao privá-las de suas fontes de renda. A decisão de Salomão foi elogiada pelo então presidente da corte, Luís Roberto Barroso, que é ministro do STF. 

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