terça-feira, 22 de março de 2022

Coronel Tadeu convoca cidadãos ao explicar como reagir a arbitrariedades do STF e detona Lula


Em pronunciamento ao vivo, o deputado federal Coronel Tadeu ressaltou a importância de os cidadãos concentrarem esforços, neste ano, na renovação do Senado Federal. O parlamentar, que é aliado do presidente Jair Bolsonaro, salientou como bons nomes no Congresso Nacional poderão reagir a decisões deletérias do STF, fiscalizando a Suprema Corte e atuando, em especial no caso do Senado, como um “órgão corregedor”.

O militar encetou: “Nós temos um Senado que tem 81 senadores, onde cada estado está representado por três senadores. Neste momento, São Paulo é representado por José Serra, que se elegeu em 2014 e está cumprindo seus últimos dias. Os outros são Alexandre Giordano, que substituiu o senador Major Olímpio, e a senadora Mara Gabrilli.  Ela foi eleita com o Major Olímpio em 2018. Elegemos um em 2014 e dois em 2018, é assim que acontece. Nas eleições deste ano, vamos trocar apenas um senador. Vamos fazer a renovação de um terço do Senado”.

Dessa maneira, o político mencionou o caso de Renan Calheiros como exemplo a ser repudiado: “Hoje, temos aproximadamente 50 senadores com pendências na Justiça, processos de diversas ordens. Corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e por aí vai. Não dá para admitir que um político com mandato tenha processos na Justiça. O cara deveria se tocar e dizer ‘deixa eu resolver primeiro essa pendência’, já que ele é inocente. A safadeza é tamanha, a cara de pau é tamanha que ele se inscreve, vai para a eleição, coloca o nome dele na urna. Olha aí o Renan Calheiros. Tem 11, ou 17, ou 18 processos no STF, e é senador eleito em 2018. Alagoas elegeu Renan senador mesmo com esses pepinos. Isso que a gente precisa divulgar. Não podemos eleger um sujeito assim, isso desmoraliza”.

Outrossim, o congressista frisou o seu descontentamento diante de decisões do STF no que concerne a Lula e ao PT: “Quem é honesto acaba pagando por quem não é honesto. Mais de 250 deputados têm problemas na Justiça. Para aprovar uma lei, bastam 257 votos. Eles vão votar as leis favoráveis a eles. Temos que começar essa mudança no solo, na terra, com todos vocês. Não votem em quem tem processos (...). Enquanto estivermos elegendo bandidos, não vamos ter as mudanças necessárias. Voltando ao Senado: todo mundo reclama do Supremo. O STF não precisa decidir de acordo com a minha vontade, mas tem algumas decisões que foram absurdas, erradas, completamente esdrúxulas, deu na cara do povo brasileiro. Uma delas é o emblemático ‘Nine’, Lula da Silva. Condenado duas vezes em duas instâncias, inclusive com pena aumentada pelo TRF-4”.

Nesta toada, ele propôs: “O Senado Federal é o órgão corregedor do STF, e vice-versa. O Supremo é o corregedor do Senado. É o cachorro correndo atrás do rabo, jogo de compadres. Não mexe aqui e não mexo ali. Precisamos ter isenção. Precisam ter idoneidade, ser transparentes, não ter conchavos. Como pode? Eu te julgo, você me julga, vai para um cantinho e ninguém faz nada com ninguém. Processos do Renan parados. Não tem prazo. O sujeito senta em cima do processo. É a farra da impunidade. Feito para não funcionar. Como vai mudar isso? Com deputados e senadores bons, ou essa roda vai ficar assim por anos e teremos de conviver com essa impunidade”. 

Segundo a Constituição Federal, o controle dos atos de ministros do Supremo Tribunal Federal é realizado pelo Senado, que pode promover o impeachment dos ministros em caso de crime de responsabilidade. No entanto, os presidentes da Casa vêm barrando a tramitação dos pedidos, sem consulta ao colegiado. Sem controle externo, alguns ministros do Supremo agem ao arrepio da Constituição. 

Em inquéritos secretos, o ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, promove uma perseguição a adversários políticos. Em um desses inquéritos, a Folha Política teve sua sede invadida e todos os seus equipamentos apreendidos, inclusive celulares e tablets dos sócios e seus filhos. O inquérito foi arquivado por falta de indícios de crimes, mas os dados sigilosos foram compartilhados com outros inquéritos e com a CPI da pandemia, que compartilha dados sigilosos com a velha imprensa. 

Sem justificativa jurídica, o ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, confiscou toda a renda da Folha Política e de outros sites e canais conservadores, para impedir suas atividades. A decisão teve o aplauso e respaldo do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, ex-presidente do TSE. 

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