sexta-feira, 25 de março de 2022

Deputada Bia Kicis mostra campanha contra Bolsonaro e alerta: ‘já estamos vivendo um sistema que não pode ser chamado de democracia’


Em discurso da tribuna da Câmara, a deputada federal Bia Kicis relatou que apresentou uma representação eleitoral em Pernambuco, em virtude da emissão de identidades estudantis com propaganda eleitoral negativa contra o presidente Jair Bolsonaro. A deputada comparou com um caso em Rondônia, onde a Justiça Eleitoral ordenou a retirada de outdoors com manifestações contra um pré-candidato. 

A deputada apontou ainda que um perfil da própria Justiça Eleitoral “curtiu” posts com propaganda negativa contra o presidente, e disse: “nós estamos vendo uma campanha absolutamente desigual, o que já coloca o sistema eleitoral em risco”. A deputada acrescentou: “eu estou falando da desigualdade de tratamento e de oportunidade, porque numa democracia é preciso que haja o livre debate”. 

A deputada Bia Kicis explicou: “se só um lado pode falar, se só um lado pode elogiar, se só um lado pode xingar, se só um lado pode propagar as suas ideias, inclusive mentiras, e não sofre nenhuma punição por isso, nós já estamos vivendo um sistema que não pode ser chamado de democracia”.

No Brasil atual, a liberdade de manifestação não é reconhecida de forma igual para todos. As manifestações promovidas por partidos de esquerda, sindicatos e coletivos, divulgadas pela velha imprensa e por sites e canais de internet, não estão sujeitas a qualquer investigação sobre seu financiamento ou qualquer questionamento sobre se as ideias que defendem seriam “democráticas” ou “antidemocráticas”. Mesmo quando há cartazes pedindo ditadura, depredação de patrimônio público e privado, ou agressões a políticos convidados a participar, nada disso é considerado um “ato antidemocrático”.

No dia 7 de setembro, milhões de pessoas foram às ruas para pedir liberdade e respeito à Constituição, incluindo a liberdade de expressão, a liberdade de culto, a liberdade de ir e vir, entre outras. Essas manifestações pacíficas tornam-se alvo de inquéritos sigilosos, alimentados por “notícias” da velha imprensa, nos quais manifestantes e jornalistas que cobrem as manifestações são perseguidos, presos, censurados, e têm seus bens apreendidos. 

A renda da Folha Política está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do TSE, com respaldo e apoio de Luís Roberto Barroso, ministro do STF e ex-presidente do TSE. A decisão confisca, de forma indiscriminada, todas as receitas advindas do Youtube, indicando claramente que a intenção não é a de excluir conteúdos específicos, mas sim de calar o canal e eliminar a empresa. 

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