sexta-feira, 11 de março de 2022

Janaína Paschoal reage a Arthur 'Mamãefalei', apoia CPI para investigar MBL, pede cassação e rebate desinformação


Em participação na Tribuna Virtual da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, a deputada estadual e jurista Janaína Paschoal explicou a representação que apresentou à Comissão de Ética da Alesp contra o deputado estadual Arthur do Val, o Mamãe Falei. A deputada explicou que, em seu entender, a representação contra Do Val não deve se limitar aos áudios divulgados, devendo levar ainda em consideração outros elementos relacionados à viagem alegadamente humanitária. 

Janaína Paschoal disse: “aponto os áudios não como objeto central, mas como prova - forte, inclusive - de que a finalidade humanitária da viagem nunca existiu”. A deputada lembrou que a prestação de contas sobre a viagem só foi feita após muitos pedidos públicos e após várias representações terem sido apresentadas à Comissão de Ética. Quando foi feita, a prestação de contas apresentou diversas incoerências. 

A deputada disse: “entendo importante que a casa faça uma apuração um pouco mais detalhada, primeiro para que não haja uma vitimização do colega, em dizer que está sendo perseguido pelo que falou. Na verdade, a fala do colega apenas descortinou a inexistência da alardeada finalidade humanitária”.

A deputada Janaína Paschoal lembrou que o deputado Gil Diniz apresentou um pedido de CPI para investigar o Movimento Brasil Livre. Ela disse: “o deputado Gil Diniz apresentou o pedido de CPI, talvez por vislumbrar que a Comissão de Ética não vai analisar o caso em detalhe, ele pediu uma CPI para apurar essas muitas vaquinhas, essas muitas doações que o MBL vem fazendo ao longo do tempo, para apurar a relação de funcionários lotados aqui na casa com o movimento”. Ela afirmou: “Eu e outros colegas apoiamos esse pedido de CPI”. 

A deputada rebateu ainda alegações do movimento de que ela teria sido derrotada em uma ação contra Do Val. Ela explicou que apresentou os fatos ao Ministério Público, que não apresentou denúncia, não havendo, portanto, qualquer processo que pudesse ter sido “vencido”. Ela disse: “o deputado e seu advogado vereador criaram a ficção de que houve processo e que ele teria ganhado esse processo. Só quero deixar bem claro que, uma vez mais, eles falseiam a verdade, atribuem falácias aos outros e fogem de prestar as contas que precisam prestar, agredindo, ofendendo, tentando intimidar as pessoas. Mas a verdade é maior e ela se impõe”.

No contexto atual do Brasil, muitas pessoas estão sendo tratadas como sub-cidadãos, pelo simples motivo de terem manifestado apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Por expressarem suas opiniões, são alvo de CPIs, de inquéritos secretos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, ou são vítimas de medidas arbitrárias como prisões políticas, apreensão de bens, e exposição indevida de dados, entre outras. Para essas pessoas, não existe devido processo legal. 

A totalidade da renda da Folha Política, assim como de outros canais e sites conservadores, está sendo confiscada a mando do ex-corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, com o apoio e aplauso do presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso, que é também ministro do STF. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode nos ajudar a continuar nosso trabalho, doe qualquer valor através do Pix, usando o QR Code que está visível na tela, ou com o código ajude@folhapolitica.org

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