quinta-feira, 24 de março de 2022

Senador Eduardo Girão denuncia ‘blindagem’ feita pela CPI a governadores e prefeitos: ‘esquemas explícitos de corrupção’


Da tribuna do Senado, o senador Eduardo Girão relatou que participou da entrega ao Procurador-Geral da República do relatório da CPI do Consórcio Nordeste, realizada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, e acrescentou que entregou também seu voto em separado da CPI da Pandemia realizada no Senado, que se recusou a investigar os indícios de corrupção nos estados com os recursos enviados pelo governo federal. 

O senador lembrou que, entre diversos escândalos de corrupção, um se destacou, que foi o pagamento adiantado por respiradores que nunca foram entregues. O senador disse: “Está lá essa mancha e o povo nordestino quer saber como é que a coisa vai terminar. A maioria dos membros da CPI do Senado preferiu, naquele momento, não investigar. No meu modo de entender, foi uma blindagem a Governadores, a Prefeitos e a outras autoridades, impedindo essa apuração que, certamente, desvendaria um flagrante sistema de corrupção perpetrado por verdadeiros criminosos travestidos de agentes públicos. O importante é que, ontem, nós entregamos, de forma oficial, à PGR, essa detalhada, como eu falei, documentação robusta de esquemas explícitos de corrupção ativa e passiva”.

O senador Girão destacou que, embora já tenha entregado os documentos à Procuradoria-Geral da República, esperaria que o Senado também cumprisse seu papel. Girão disse: “Então, fica aqui o meu pedido de providências imediatas, que já fiz ao Procurador. Fizemos, ontem, juntos nessa Comissão e esperamos que possamos dar seguimento a um anseio legítimo da sociedade. Espero que a gente possa, de alguma forma, dar uma resposta à sociedade, sedenta para que a verdade venha à tona”.


A CPI da pandemia realizada pelo Senado ignorou indícios consistentes de corrupção nos estados e municípios,  mas não poupou esforços em humilhar pessoas e empresas que manifestaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro. As cenas grotescas vistas na CPI contra cidadãos são parte de um assédio a um grupo de pessoas, tratadas como sub-humanos e cidadãos com menos direitos, por manifestarem suas opiniões livremente e por apoiarem o presidente Jair Bolsonaro. Medidas arbitrárias são tomadas contra essas pessoas, que têm seus direitos e garantias fundamentais desrespeitados. 

Além de ter tido a sede invadida e todos os seus equipamentos apreendidos, no âmbito de um inquérito do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que foi posteriormente arquivado por falta de indícios de crime, a Folha Política, atualmente, tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, com o apoio e o louvor do ex-presidente daquela corte, Luís Roberto Barroso, ministro do STF. 

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