quarta-feira, 23 de março de 2022

Senadores Eduardo Girão e Marcos Rogério entregam relatório da CPI que investigou Consórcio Nordeste: ‘os culpados serão punidos’


Os senadores Eduardo Girão e Marcos Rogério foram à Procuradoria-Geral da República para, juntamente com o deputado estadual Kelps Lima, do Rio Grande do Norte, entregar o relatório da CPI da Pandemia conduzida pela Assembleia Legislativa daquele estado. Diferentemente da CPI conduzida no Senado, a CPI do Rio Grande do Norte investigou os contratos realizados pelo Consórcio Nordeste, onde milhões foram pagos adiantado por respiradores que nunca foram entregues. 

O senador Girão agradeceu ao deputado Kelps Lima pela dedicação e senso de justiça, e apontou: “a gente tentou muito fazer o que vocês fizeram, mas, infelizmente, a gente não conseguiu. Foi uma blindagem política que aconteceu. Mas o senado se sente representado pelo trabalho da CPI do RN, e eu acho que vai ter desdobramentos, porque o bem, a verdade e a justiça vão prevalecer. 

O senador Marcos Rogério elogiou a condução técnica do deputado Kelps Lima. Marcos Rogério disse: “Não quis fazer daquilo um trampolim político, a espetacularização, a guerra das narrativas. Você investigou de verdade. (...) O Brasil te agradece, e nós reconhecemos seu trabalho”. 

O deputado Kelps Lima disse: “a Justiça será feita, os culpados serão punidos e o dinheiro será recuperado”. 

Enquanto se recusou a investigar indícios de corrupção com os recursos enviados pelo governo federal para os estados e municípios, a CPI não poupou esforços em humilhar pessoas e empresas que manifestaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro, além de quebrar sigilos sem qualquer fundamentação, vazar dados sigilosos para a imprensa e ameaçar pessoas de prisão. 

O procedimento é o mesmo observado em inquéritos conduzidos em cortes superiores: matérias da velha imprensa atribuem um “rótulo” ou “marca” a um grupo de pessoas, e isso é tido como suficiente para quebras de sigilos, interrogatórios, buscas e apreensões, prisões e confiscos. Após promover uma devassa nas pessoas e empresas, no que é conhecido como “fishing expedition”, os dados são vazados para a velha imprensa, que então promove um assassi* de reputações que dá causa a novas medidas abusivas. Conforme vários senadores já notaram, os procedimentos são, comumente, dirigidos aos veículos de imprensa independentes, em evidente tentativa de eliminar a concorrência, controlar a informação e manipular a população brasileira. 

Em um inquérito administrativo no Tribunal Superior Eleitoral, seguindo esse tipo de procedimento, o ministro Luís Felipe Salomão ordenou o confisco da renda de diversas pessoas, sites e canais conservadores, inclusive a Folha Política. A decisão recebeu elogios do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, ex-presidente do TSE. 

A decisão não discrimina os conteúdos e atinge a totalidade da renda dos sites, com o objetivo de levar ao fechamento das empresas por impossibilidade de gerar renda. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a impedir o fechamento do jornal, doe qualquer valor através do Pix, utilizando o QR Code que está visível na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

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