sexta-feira, 15 de abril de 2022

Bolsonaro aponta desespero de ‘donos do poder’, critica STF e retruca medidas para ‘derrubar o presidente’


O presidente Jair Bolsonaro discursou durante um café da manhã com líderes evangélicos, quando falou sobre as dificuldades enfrentadas pelo seu governo, em especial pela ação da velha imprensa, com seus ataques constantes. Em trecho do discurso, divulgado pelo deputado federal Major Vitor Hugo, Bolsonaro lista exemplos de ataques, como os que vêm sofrendo as Forças Armadas. O presidente disse “a gente apanha todo dia de uma imprensa que tem muita má-fé e ignorante sobre muitos assuntos. Mas… faz parte. Como no passado, apanhei muito por ter gasto alguns milhões com leite condensado. E o leite condensado era para a presidência da República. Mas isso é todo dia, toda hora, porque tem método, tem objetivo. E a gente incomoda”.

O presidente lembrou que sua eleição despertou um sentimento de mudança na população e também algum desespero dos donos do poder. Bolsonaro apontou uma série de problemas graves enfrentados por seu governo, como um desastre ambiental, a pandemia, uma crise hidrológica e geada. O presidente explicou como seu governo vem trabalhando para garantir o suprimento de trigo e pode ainda colocar o país na posição de exportador do grão, enquanto o mundo encara a possibilidade de falta do produto, com a consequente inflação. 

Bolsonaro lembrou também que, durante a pandemia, o Supremo delegou a estados e municípios os poderes de gestão, e estes aplicaram políticas desastrosas que muito prejudicaram a economia. O presidente disse: “a economia sofreu muito com isso aí. Muito mesmo. Acredito até que muitas medidas foram tomadas com o objetivo de, pela economia, derrubar o presidente”. Bolsonaro apontou que, apesar disso, o país criou empregos e deu meios de sobrevivência aos informais. 

O presidente sugeriu que os erros dos governantes locais sirvam para aprendizado, comentando: “temos que tirar lições do que aconteceu com a pandemia”. O presidente exemplificou com o caso da cidade de Araraquara, que, segundo ele, “virou um vilarejo da Coreia do Norte. O Edinho do PT fez barbaridades”. O presidente também mencionou o fechamento de templos religiosos e igrejas, e disse: “tivemos uma pequena amostragem do que é uma ditadura. Aquilo que eu sou acusado de querer fazer”. 

A permanência de medidas restritivas arbitrárias impostas por governadores e prefeitos a pretexto de combater a pandemia é um dos sinais de que, no Brasil, os cidadãos não vivem em uma democracia. 

Para um grupo de pessoas e empresas, a tirania ganha contornos de implacável perseguição política e ideológica, e esse grupo “marcado” vem sendo perseguido com medidas arbitrárias, como prisões políticas, buscas e apreensões, censura, bloqueio de redes sociais e confiscos. 

A Folha Política, que já teve todos os seus equipamentos apreendidos a mando de Alexandre de Moraes, atualmente tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em decisão aplaudida pelo ministro Luís Roberto Barros . Segundo a velha imprensa, que participa ativamente dos inquéritos, a intenção é impedir o funcionamento da empresa, privando-a de sua fonte de renda. 

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