quinta-feira, 14 de abril de 2022

Bolsonaro ‘detona’ declarações de Lula e alerta sobre volta do PT: ‘Se eles pegarem, não volta mais’


O presidente Jair Bolsonaro conversou com cidadãos ao retornar ao palácio da Alvorada, quando falou sobre as questões nacionais e respondeu sobre recentes declarações do ex-presidente Lula. A uma cidadã que questionou por que pessoas que tiveram acesso à educação votam em Lula, Bolsonaro explicou: “Tem gente que acha que pode ser cíclico, vão ficar um tempo e volta”. O presidente alertou: “Não vai ser cíclico, não. Se eles pegarem, não volta mais”.

Um brasileiro que vive no Paraguai afirmou que os paraguaios querem um presidente como Bolsonaro, ao que o presidente respondeu: “Não é como o povo quer. Eu vou no meu limite. Não é como alguns acham que ‘tem que ser assim’.”

O presidente lembrou seu discurso, em que explicou que o Brasil será uma potência alimentar e energética. Bolsonaro disse: “Hoje, tinha 10 embaixadores lá, prestigiando o evento… por quê? porque têm confiança no Brasil. O Brasil, em poucos anos, vai garantir segurança alimentar para todo o mundo, e também segurança energética. Já começa a sair do papel, o Nordeste terá, em energia eólica, o equivalente a 50 Itaipus. É investimento, é confiança no Brasil. E o mundo está com uma crise enorme de energia. A inflação está aí, por causa disso”. Bolsonaro acrescentou: “Energia limpa, nós já somos recordistas. Mais de 70% é energia limpa no Brasil. A gente vai aumentar e muito, e vamos exportar o ‘hidrogênio verde’”. 

O presidente afirmou que, em poucos anos, o país deve começar a exportar trigo, graças a um planejamento que se iniciou no começo de seu governo, com a participação da Embrapa. O presidente apontou: “hoje importamos 40% do trigo. Vai começar a faltar, devido à guerra da Ucrânia. Vai vir inflação, no mundo todo. Mas o Brasil, em 3 ou 4 anos, vai estar começando a exportar trigo - com cultivos no oeste da Bahia, Roraima, cerrado, região Sul”. O presidente explicou: “Tem espaço. É que no passado, era só conversa. Você tinha ministros incompetentes. Políticos. Acomodava para acalmar partidos. Agora é diferente”. 

Bolsonaro disse que, com os governos passados e suas práticas de loteamento de ministérios e estatais, “O destino do Brasil era o pior possível”. O presidente apontou que a educação foi abandonada e os jovens não têm estudo. Ele afirmou: “Vou divulgar amanhã dados estarrecedores da Educação. Desenvolvemos um aplicativo que mostra o grau de instrução que ela tem no momento. Dá a real, se ela está adequada nessa série”. O presidente apontou ainda problemas com as universidades. Ele disse: “vem aquela história do jovem se enganar. Não basta o diploma, tem que saber fazer. Tem que ter iniciativa, capacidade de se antecipar a problemas”. 

O presidente disse que, se não tivesse se antecipado em questões como a produção de trigo e o fornecimento de fertilizantes, a economia do Brasil teria sucumbido na questão da pandemia. O presidente também enfatizou a lei da liberdade econômica e os esforços para desburocratizar a atividade econômica. Ele mencionou as forças contrárias a todas as tentativas de impulsionar a economia, com o exemplo da redução do imposto sobre produtos industrializados. Bolsonaro disse: “diminuí uns 25% do IPI - veículos, motos e linha branca - teve gente que reclamou, porque o produto deles, fabricado aqui, perdeu um pouco de competitividade. O cara vê o lado dele. Farinha pouca…”

Bolsonaro lembrou que, na prova do PISA, aplicada a estudantes de todo o mundo, o Brasil estava em último lugar. Ele disse: “outro dia perguntei quem descobriu o Brasil. A pessoa tinha uns 15 anos de idade. Não respondeu”. O presidente perguntou: “vocês sabiam que a Amazônia era cobiçada antes do descobrimento do Brasil? No tratado de Tordesilhas, a Amazônia ficava toda para a Espanha. Devemos essa grandiosidade às entradas, bandeiras, espírito aventureiro, garimpeiros… Hoje, você fala com a garotada… não precisa saber quais são os afluentes do Amazonas. Mas um mínimo! Conhecer um pouquinho de História…” 

O presidente apontou: “Batem tanto na gente, e a Europa praticamente já mudou a legislação ambiental, depois da guerra da Ucrânia. Segurança alimentar”. O presidente explicou que, no momento da necessidade, as exigências ambientais foram rapidamente deixadas de lado: “Terras que 20% ficavam em repouso, já começam a não ficar mais”. O presidente também comparou: “Lá não tem mata ciliar. Aqui se exige, 20, 50 metros. E nós cumprimos. Os caras de fora querem que a gente refloreste - 2/3 da área estão como quando Cabral chegou aqui. Lá, não. Mas é uma guerra comercial”.

O presidente lamentou que, mesmo no Brasil, pessoas reproduzam as narrativas criadas para alimentar a guerra comercial. Ele exemplificou com a narrativa dos incêndios na Amazônia, apontando que seu governo vem tentando promover a regularização das terras, de forma a responsabilizar os proprietários em caso de incêndios, mas enfrenta oposição.

Respondendo a um comentário sobre a atuação da rede Globo, Bolsonaro disse: “Assistir à Globo é ser desinformado. Tem um ditado que diz: quem não lê jornal, não tem informação. Quem lê, está desinformado. Virou panfleto político. Não tem notícia boa no jornal. Você não vê notícia boa. Por exemplo, semana passada. Quase aprovaram a urgência do projeto de ‘fake news’. Poxa, preocupados com ‘possíveis mentiras’? Me acusaram de ter sido eleito com fake news. Seria fake news se eu falasse que o PT é um partido honesto, preocupado com a família, contra o aborto…”

O presidente também comentou declarações recentes do ex-presidente Lula, dizendo: “quando falta o remedinho, toma algo a mais, ele fala - aborto, recolher armas, reatar relações com Cuba, valorizar o MST…”. A uma cidadã que questionou por que pessoas que tiveram acesso à educação votam em Lula, Bolsonaro explicou: “Tem gente que acha que pode ser cíclico, vão ficar um tempo e volta”. O presidente alertou: “Não vai ser cíclico, não. Se eles pegarem, não volta mais”. 

Bolsonaro falou sobre os riscos de uma volta do PT ao poder. Ele apontou que, se Lula indicar mais dois ministros para o Supremo, a Corte legislará sobre questões como aborto, drogas e crimes, sobrepondo-se ao parlamento. Bolsonaro disse: “Vê o Lula falando - “a polícia prende um menor só porque roubou um celular”. A gente vê um montão de vídeo em que o cara rouba e atira, m*** a pessoa. Tem uma deputada que apresentou um projeto que, até um valor tal, não é furto nem roubo. Isso acontece em um estado americano. Então, o cara entra lá, faz as contas… Te estimula a não ser honesto. Você vai ser otário por ser honesto. E aí, o que acontece? Você começa a relaxar para tudo, e o caminho é a sociedade partir para a miséria”. 

O presidente prosseguiu: “é igual à historinha de dividir renda. Quando o Lula fala que é inadmissível um cara da classe média ter 2 televisores em casa. Ele quer se meter no consumo? E classe média é quem ganha em torno de 2500 reais. Não ostenta nada, não. Ele falou com um relógio de 80 mil. Esse é um exemplo”. 

Bolsonaro disse: “é uma ilusão que os caras vendem. Um mundo igual… não tem patrão…” O presidente relembrou: “fui perguntado pela turma lá da Globo, em 2018, sobre salário de mulher. Mas o Bonner ganhava o dobro da Renata. Por que ela não questionou na Justiça? Se bem que o salário deles foi reduzido, bastante. Tô com pena do Bonner, deve ganhar 500. Podia fazer uma vaquinha, né?”. 

O presidente apontou: “Pela primeira vez, a Globo teve prejuízo ano passado”. Questionado sobre a renovação da concessão da emissora, Bolsonaro disse: “se preencherem os requisitos da lei, aí não tem como, né? Não vou fazer como a Globo faz, perseguir os outros”. O presidente disse: “o que a imprensa tem que vender é a verdade. Você que vai decidir se aquela notícia é boa ou não. Mas eles vendem e já condenam”. 

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