quarta-feira, 27 de abril de 2022

Bolsonaro e dezenas de parlamentares convocam luta pela liberdade e contra tirania, defendem Daniel e citam ‘Grito da Independência’


No decorrer de evento no Palácio do Planalto em defesa da liberdade de expressão, o presidente Jair Bolsonaro fez graves advertências no que diz respeito à escalada autoritária empreendida por alguns dos membros do STF e do TSE. Após discursos de inúmeros parlamentares em defesa da liberdade e da independência e da harmonia entre os poderes, o chefe de Estado salientou a necessidade de imediata reação contra aqueles que descumprem a Constituição Federal e se utilizam de arbitrariedades para intimidar e calar críticos.

Bolsonaro encetou mencionando caso recente ocorrido na Bolívia e o comparando à situação do Brasil: “Eu quero começar pelo final. O que vou falar aqui é de extrema importância. Devemos aprender pelo erro dos outros. Há pouco tempo, o presidente da Bolívia foi destituído. Evo Morales. Ele foi se refugiar na Argentina. Assumiu a senhora Jeanine Áñez. Uma senhora meiga, educada. Evo Morales ficou na divisa. Ficou fustigando o governo do seu país, até que a sua turma voltou para comandar a Bolívia. A senhora Jeanine foi para casa, ela perdeu a eleição. Alguém sabe onde ela está hoje em dia? Está presa. Já tentou o sui* mais de uma vez. Alguém sabe a acusação? Atos antidemocráticos”.

Dessa forma, ele avaliou: “Entenderam? É o que se faz no Brasil. Cria-se um inquérito de atos antidemocráticos e faz o que bem entender com o futuro de cada um. Duvido que eu não seja a pessoa mais atacada, mais caluniada, há anos. Se eu me sentir ofendido, vou à Justiça requerer danos morais, jamais a prisão”. 

Nesta toada, o chefe de Estado ressaltou como os cidadãos brasileiros adquiriram consciência a respeito da importância de lutar pela liberdade: “Há uma passagem bíblica: ‘Por falta de conhecimento, meu povo pereceu’. O povo tinha que conhecer, sentir os efeitos, até para valorizar quando viesse a ser feito um grito de independência. Nesse caminho, uma pessoa sofreu bastante. Um cabo da Polícia Militar. Sofreu por vários meses. Coloque-se no lugar dele. Casado, dois filhos pequenos. Passar praticamente oito meses longe da família. A gente vê absurdos acontecendo no Brasil. ‘Quaisquer’ é ‘quaisquer’. Respondi a quase 20 processos de cassação dentro da Câmara. Todos por falar. Nos ‘finalmentes’, foram arquivados. PT, PC do B, PSOL, os que mais falam em democracia e liberdade”

O presidente disse: “(...) Vou entrar em campo usando meu Exército, meus 23 ministros. O cerceamento da liberdade de expressão, das mídias sociais, não atinge apenas a mim. Carlos Bolsonaro foi meu marqueteiro. Várias vezes chegou a mim ameaça de prisão. Prender o filho do presidente por fake news? Ou prender qualquer um…Perseguem a mim, desmonetizam…cassam covardemente um deputado estadual do Paraná. Uma acusação estapafúrdia, talvez para dar um recado para mim. Tenho falado com meus 23 ministros. Não podemos esperar 2023, olhar para trás e falar: ‘O que não fizemos para o país chegar nessa situação?’. Não podemos esperar que outros façam por nós, nos omitir, nos calar, nos esconder, nos acomodar”.

Bolsonaro lembrou: “Lá atrás, Salomão pediu sabedoria. Eu sempre pedi isso e mais. Força para resistir e coragem para decidir. Acham que é fácil decidir a graça para o Daniel? Não faltou gente para cima de mim, dizendo que vai ter problemas… Ações que tramitam no Supremo são graves para todo o Brasil. Se aprovarem o Marco Temporal, o que sobra para mim é chegar ao presidente da STF e entregar as chaves. Não vai ter mais economia, vai ser uma balbúrdia no campo. Os poderes existem para serem respeitados. Não para um mostrar que é mais forte que o outro”.

O presidente afirmou: “Temos poucas pessoas na Praça dos 3 poderes que mandam muito, mas nenhuma delas pode tudo. Jamais serei uma Jeanine. Acredito em Deus e acredito em vocês. Um homem ou uma mulher sem liberdade não tem vida”.

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