sexta-feira, 29 de abril de 2022

Bolsonaro rebate Leonardo DiCaprio: ‘nosso povo irá decidir se quer ser governado por corruptos que servem a interesses estrangeiros’


O presidente Jair Bolsonaro respondeu a um tweet do ator Leonardo DiCaprio, que divulgou uma campanha para que os jovens tirem seus títulos de eleitor, com um link para um site com uma campanha e um “movimento” em grupos de whatsapp. Na divulgação da campanha, atores com posições de extrema-esquerda como DiCaprio e Mark Ruffalo postam links para o site. O perfil também reproduz tweets da cantora Anitta, do youtuber Whindersson, da União Brasileira de Estudantes Secundaristas, do Sleeping Giants e de outros opositores ao presidente Jair Bolsonaro. 

Em seu tweet, Leonardo DiCaprio disse: “O Brasil é o lar da Amazônia e de outros ecossistemas que são críticos para a mudança climática. O que acontece lá importa para todos nós, e o voto dos jovens é essencial para promover a mudança para um planeta saudável”. O ator recomenda o site da campanha, e não o site oficial do Tribunal Superior Eleitoral. 

Bolsonaro respondeu: “Obrigado pelo apoio, Leo. É muito importante que todos os brasileiros participem da próxima eleição. Nosso povo irá decidir se quer preservar nossa soberania na Amazônia ou ser governado por corruptos que servem aos interesses estrangeiros. Boa atuação no filme O Regresso!”.

O presidente também reproduziu uma postagem do ator, de 2019, que usava uma fotografia de 2003 para afirmar que a Amazônia estava queimando. Bolsonaro disse: “A propósito, a foto que você postou para falar das queimadas na Amazônia em 2019 era de 2003. Aqui no Brasil, tem gente querendo prender brasileiros que cometem esse tipo de erro. Mas eu sou contra essa idéia tirânica, então eu te perdoo. Grande abraço do Brasil!”.

Afirmações feitas por atores como Leonardo DiCaprio sobre supostos riscos à Amazônia não estão sujeitas a qualquer “checagem”, assim como as afirmações feitas por quaisquer apoiadores da extrema-esquerda, que têm “passe livre” para divulgar qualquer opinião e mesmo para inventar seus fatos. Já conservadores e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro sofrem aberta perseguição, simplesmente por serem identificados, pela velha imprensa, como “bolsonaristas” - um rótulo onde qualquer pessoa pode ser incluída, bastando não repetir as narrativas impostas pela velha imprensa. 

Durante um evento hoje, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, reconheceu que a velha imprensa divulga “fake news”. O ministro disse: “Hoje, saiu uma notícia dizendo: ‘Supremo quer arquivar inquérito das fake news’. Isso é uma fake news”. Até o momento, não há notícia de que qualquer veículo da velha imprensa tenha sido incluído nos inquéritos do ministro, nem que tenham sofrido busca e apreensão ou que as empresas tenham tido sua renda confiscada. Por outro lado, defensores de valores conservadores e jornalistas que se contrapõem ao disseminado pela velha imprensa são alvos de tais inquéritos, ainda que não se demonstre a publicação de quaisquer notícias inverídicas.

No contexto atual do Brasil, muitas pessoas estão sendo tratadas como sub-cidadãos, pelo simples motivo de terem manifestado apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Por expressarem suas opiniões, são alvo de CPIs, de inquéritos secretos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, ou são vítimas de medidas arbitrárias como prisões políticas, apreensão de bens, e exposição indevida de dados, entre outras. 

No chamado ‘inquérito do fim do mundo’, e nos inquéritos dele decorrentes, já houve: prisões políticas sem que houvesse sequer indiciamento das pessoas presas; imposição de uso de tornozeleira eletrônica e ‘prisão domiciliar’ em endereço diferente de onde as pessoas moravam; quebra de sigilo de parlamentares, inclusive de um senador; quebra de sigilos de pessoas e empresas, inclusive de veículos de imprensa; censura de veículos de imprensa e de parlamentares; bloqueio de redes sociais de jornalistas, veículos de imprensa e parlamentares; buscas e apreensões em empresas, residências - inclusive de um general da reserva -, residências de familiares, e gabinetes de parlamentares; bloqueio de contas bancárias, inclusive de jornalistas, parlamentares, e pessoas que sequer são investigadas; proibição de contato entre pessoas, que muitas vezes, nem se conhecem; proibição a parlamentares de concederem entrevistas; intervenções no comando de partido político; entre outras. 

A totalidade da renda da Folha Política, assim como de outros canais e sites conservadores, está sendo confiscada a mando do ex-corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, com o apoio e aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Há mais de 9 meses, todos os rendimentos do jornal estão sendo retidos sem justificativa jurídica. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode nos ajudar a continuar nosso trabalho, doe qualquer valor através do Pix, usando o QR Code que está visível na tela, ou com o código ajude@folhapolitica.org

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