quarta-feira, 27 de abril de 2022

Bolsonaro retruca Barroso e defende Forças Armadas: ‘Quem estiver fora das 4 linhas, é nossa obrigação trazer para dentro’


Por ocasião de evento no Palácio do Planalto em defesa da liberdade de expressão, o presidente Jair Bolsonaro frisou que o decreto de graça que beneficiou o deputado federal Daniel Silveira será cumprido, retrucou o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, e defendeu as Forças Armadas

O presidente lembrou a necessidade de respeitar a independência e a harmonia entre os Poderes. Bolsonaro disse: “Eu não posso fazer nada sem vocês, e vocês também patinam sem o Executivo. Os poderes são independentes, mas nós dois somos irmãos. Temos um primo do outro lado da rua, que tem que ser respeitado, também. Mas todo mundo que quer ser respeitado tem que respeitar em primeiro lugar, e nós não abrimos mão disso”.

Bolsonaro foi intensamente aplaudido ao dizer: “O que eu tenho falado é o seguinte: o decreto é constitucional e será cumprido”. O presidente falou do caso do deputado Daniel Silveira, lembrando que não houve respeito ao devido processo legal. Bolsonaro disse: “É liberdade de expressão, e quem porventura se ver ofendido, entre na Justiça. Esse é o caminho certo das coisas. E pelo que eu sei, a punição jamais será a prisão. Se coloque no lugar dele: 9 anos de cadeia, perda de mandato, inelegibilidade, multa. Que país é esse?” 

O presidente acrescentou: “temos que defender a nossa liberdade. É a base, é um pilar de tudo. Tenho certeza absoluta: tudo se renova nesse País. (...) E assim vamos aperfeiçoando a nossa democracia. Nunca retroceder, ainda mais por vontade de uma, duas ou três pessoas”. 

O presidente disse: “Eu gostaria de me dirigir ao senhor Barroso, do STF. Barroso mente quando diz que é sigiloso. (...) Eles convidaram as Forças Armadas para participar dos processos. Será que esqueceram que o chefe supremo das Forças Armadas se chama Jair Bolsonaro? Acho que esqueceram disso”.

Bolsonaro falou sobre a participação das Forças Armadas no processo eleitoral, a convite do ministro Barroso: “O que há de melhor nas Forças Armadas? A unidade de guerra cibernética. Não iremos para lá para ser moldura, para bater palmas”. O presidente lembrou vários episódios relacionados ao ministro Luís Roberto Barroso: “Barroso falando que fui me encontrar com hacker russo para influenciar nas eleições. Que irresponsabilidade é essa?” O presidente lembrou ainda o encontro do ministro com lideranças partidárias, e questionou: “E você não pode falar nada sobre eles? Estão comandando o Brasil? Não são todos, mas alguns lá estão mandando e desmandando. E não podemos criticá-los? Ulysses Guimarães disse que a Constituição podia ser mudada, criticada, mas, descumprida, jamais”.

O presidente foi muito aplaudido ao dizer: “Tenho falado com meus ministros. Nós temos jogado dentro das quatro linhas. E, agora, quem estiver jogando fora das quatro linhas, é nossa obrigação trazê-los para dentro das quatro linhas”. 

Bolsonaro prosseguiu: “Poucos podem muito, mas nenhum deles pode tudo. Não podemos abrir mão daquilo que há de mais sagrado para a nossa vida: a nossa liberdade. Se deixássemos continuar algumas poucas pessoas agindo dessa maneira…Estou me lixando para o que essa imprensa vai falar. Nunca falei em regular, diferentemente de outra pessoa que é tão bem tratada por essa imprensa”. 

O presidente concluiu: “A gente espera que, nos próximos dias, o TSE dê uma resposta às sugestões das Forças Armadas. Eles nos convidaram, nós aceitamos e estamos colaborando com o que há de melhor que existe entre nós. As sugestões foram técnicas, não se fala de voto impresso. Não precisamos de voto impresso para garantir as eleições, mas há maneiras e sugestões ali”.

No contexto atual do Brasil, muitas pessoas estão sendo tratadas como sub-cidadãos, pelo simples motivo de terem manifestado apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Por expressarem suas opiniões, são alvo de CPIs, de inquéritos secretos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, ou são vítimas de medidas arbitrárias como prisões políticas, apreensão de bens, e exposição indevida de dados, entre outras. 

A totalidade da renda da Folha Política, assim como de outros canais e sites conservadores, está sendo confiscada a mando do ex-corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, com o apoio e aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Há mais de 9 meses, todos os rendimentos do jornal estão sendo retidos sem justificativa jurídica. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode nos ajudar a continuar nosso trabalho, doe qualquer valor através do Pix, usando o QR Code que está visível na tela, ou com o código ajude@folhapolitica.org. Se preferir transferência ou depósito, a conta da empresa Raposo Fernandes está disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo. 

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