quarta-feira, 13 de abril de 2022

Deputada Bia Kicis rebate Lira, alerta para descalabros do STF e do TSE, detona Lula e retruca Barroso


Da tribuna da Câmara, a deputada federal Bia Kicis respondeu a falas do presidente da Casa, Arthur Lira, que afirmou que o Judiciário legislará no lugar do Legislativo caso os deputados não aprovem o projeto de Lei da Censura. A deputada apontou que o País vive um sério momento de ataque às liberdades dos cidadãos. Bia Kicis alertou sobre a sujeição do Legislativo a membros do Judiciário. Ela disse: “Sei que o Presidente da Casa está preocupado porque teme que, se o Congresso não fizer algo, o Judiciário irá fazer. Mas isso não pode nos mover a aprovar, ainda mais em sistema de urgência, um projeto que trará a censura, um projeto que irá fazer um mal muito maior: calar o debate”.

Bia Kicis explicou que o projeto não visa combater a desinformação, e apenas representa os interesses da velha imprensa. Ela deu um exemplo de fake news da velha imprensa: “Nós vimos que a Folha de S.Paulo publicou a morte da Rainha da Inglaterra. Isso não é fake news? Pois, esse projeto não se dirige à grande mídia. As mentiras continuarão ocorrendo, só que, no caso da grande mídia, se pede desculpa, se faz uma retratação e está tudo certo”.

A deputada comparou com o tratamento dado a conservadores: “nas redes sociais, uma informação muitas vezes equivocada, sem qualquer intenção de causar desinformação, é suficiente para que uma pessoa seja calada, censurada, bloqueada e perseguida, especialmente quando se trata de uma voz conservadora. Nós estamos observando, mesmo sem esse projeto, o que está acontecendo neste País em termos de perseguição a conservadores e de censura. O Lula diz que é a alma mais honesta do País, do planeta. Isso não é considerado fake news? Ele é bloqueado por isso? Não, não é a isso que se assiste”.

A deputada mencionou a participação de ministros do Supremo Tribunal Federal em um evento político no exterior e afirmou: “como é que um Ministro do TSE e do Supremo pode fazer política de oposição contra o Presidente e ainda bater no peito e dizer: "Nós somos o bem. Nós somos a democracia"?! Onde estamos? A nossa democracia está sob risco, uma ameaça gigantesca, Presidente! Como é que o Parlamento pode não se incomodar com isso? Nós fomos eleitos, não importa por qual partido: da posição, da base, do centro. Presidente, V.Exa., eu, cada um dos Parlamentares, Deputados, Senadores, temos aqui o voto do povo. O voto é o instrumento da democracia. Um Ministro que não recebeu um voto bate no peito e diz: "Somos a democracia, e temos que combater o mal". Esse Ministro está totalmente impedido de participar de qualquer julgamento, seja no Supremo, no TSE, que diga respeito a este Governo, ao Presidente da República, a qualquer Parlamentar que seja da base de apoio!”

Bia Kicis explicou: “É a democracia que está sob ataque, sim, mas não pelo Presidente da República, que não representa mal algum. Ela está sob ataque, quando um Ministro da Suprema Corte, que precisa ser imparcial, faz política, política partidária, afronta e ataca o Presidente da República”. 

A deputada concluiu: “É muito grave a situação, Sr. Presidente! Eu peço que esta Casa se mobilize contra essa lei, que não é lei das fake news; é uma lei da censura. Essa lei ainda faz outro mal muito grande. Ela estabelece o monopólio da informação aos grandes veículos, a esse consórcio que planta desinformação à vontade sem nenhum temor. E eu apoio a liberdade de imprensa — sempre apoiei — e não quero que se aplique censura, que se estenda censura a nenhum meio de comunicação, mas também não quero que as plataformas sejam objeto de censura e que as vozes conservadoras deste País sejam caladas”. 

A censura que vem se intensificando no Brasil atinge unicamente conservadores e já causou o fechamento de alguns veículos de imprensa. Mas a perseguição não se limita à censura e inclui muitas outras medidas, inclusive prisões políticas, devassas, buscas e apreensões, ass*** de reputações, entre outras. 

Grupos monopolísticos e cartéis que se associam com o intuito de barrar informações contrárias ou inconvenientes atuam em conluio com a finalidade de aniquilar qualquer mídia independente, eliminando o contraditório e a possibilidade de um debate público amplo, honesto, abrangendo todos os feixes e singularidades dos mais diversos espectros políticos. Controlando as informações, o cartel midiático brasileiro tenta excluir do debate e, em última instância, da vida pública, os conservadores e os veículos que dão voz a essas pessoas. 

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