terça-feira, 19 de abril de 2022

Deputado Luiz Lima alerta para Rede Globo e aponta excessos do STF: ‘se for um ator político, que sejam eleitos de 4 em 4 anos’


Da tribuna da Câmara, o deputado Luiz Lima apontou os riscos à democracia em decisões de alguns ministros das cortes superiores, como o acordo anunciado pelo TSE para restringir as comunicações dos brasileiros no aplicativo Whatsapp. O deputado lembrou que, antes da internet e de aplicativos como o Whatsapp, a rede Globo tinha capacidade de impor sua vontade sobre os cidadãos. 

O deputado lembrou: “O STF não é um ator político. Se for um ator político, que sejam eleitos de 4 em 4 anos, e não indicados apenas por uma pessoa. Amanhã, no julgamento do deputado Daniel Silveira, podemos ter, pela frente, uma censura, que esta Casa permitiu!”. 

Luiz Lima notou que os dois pré-candidatos que estão à frente nas pesquisas de intenção de votos foram deputados federais, apontando que a Câmara é a Casa que realmente representa a população. 

O deputado alertou: “Esta Casa não pode permitir que o Supremo Tribunal Federal seja superior àqueles eleitos pelo povo. É um absurdo o que Alexandre de Moraes está fazendo, é um absurdo o que o Barroso está fazendo, e que outros ministros coniventes com essa aberração da liberdade. Por mais absurda que seja a opinião do deputado, ela deve ser preservada. Não tenhamos uma rede Globo no Supremo. Não podemos permitir que mídia alguma direcione este País. Por isso, liberdade para o whatsapp, liberdade para o eleitor brasileiro”. 

O julgamento do deputado Daniel Silveira está marcado para amanhã e diversas previsões, baseadas nas supostas opiniões de ministros anônimos, vêm sendo divulgadas pela velha imprensa, que aposta na condenação do deputado ou na formação de maioria para condená-lo, muito embora a Constituição preveja a imunidade parlamentar e a Lei de Segurança Nacional, utilizada na denúncia, tenha sido revogada.

O assédio ao deputado é parte de um assédio a um grupo de pessoas, tratadas como sub-humanos e cidadãos com menos direitos, por manifestarem suas opiniões livremente e por apoiarem o presidente Jair Bolsonaro. Medidas arbitrárias são tomadas contra essas pessoas, que têm seus direitos e garantias fundamentais desrespeitados. 

Além de ter tido a sede invadida e todos os seus equipamentos apreendidos, no âmbito de um inquérito do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que foi posteriormente arquivado por falta de indícios de crime, a Folha Política, atualmente, tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, com o apoio e o louvor dos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Há mais de 9 meses, toda a renda do nosso trabalho vem sendo retida, sem qualquer previsão legal.

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