sexta-feira, 8 de abril de 2022

Randolfe Rodrigues ri após denúncia da senadora Rose de Freitas e Esperidião Amin relembra fraude não esclarecida no Senado


A senadora Rose de Freitas denunciou, no plenário do Senado, que sua assinatura digital foi falsificada em um requerimento de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar acusações feitas ao Ministério da Educação. A senadora afirmou que foi surpreendida com a alegação de que sua assinatura estaria no requerimento e relatou que não é o primeiro caso. Rose de Freitas disse: “Não conheço profundamente os envolvimentos dessa situação lamentável, mas conheço também a equipe do Ministério da Educação. Não assinei a CPI e, no entanto, o meu nome constava no rol de assinaturas da CPI”.

A senadora explicou que consultou sua assessoria e disse: “Não obtive resposta satisfatória, porque contra isso não há resposta; isso é uma fraude. Quero pedir a V. Exa. porque a resposta não me atendeu... É um problema técnico, de ordem técnica? Não existe isso! Outros Parlamentares passaram por essa situação. Mas isso é uma fraude! Quem fez isso tem que ser expulso desta Casa, está se apropriando do meu crédito político-pessoal, da minha responsabilidade e da minha autonomia; ela é intransferível”. 

A senadora Rose de Freitas pediu ao presidente Rodrigo Pacheco que determine uma apuração dos fatos, ao que o presidente respondeu que determinaria imediatamente a apuração. O senador Carlos Portinho, então, pediu a palavra pela ordem e questionou: 

“eu juro que eu estava lá atrás e vim aqui, porque eu não entendi realmente isso e até quis saber: uma CPI, que é, segundo dizem, para apurar se alguém intermediou alguma coisa no ministério, e intermediaram a assinatura de uma Senadora na própria CPI?! É isso?! É qualquer preço? Qualquer preço? Ora!”.

O senador Randolfe Rodrigues, então, questionou ao presidente se algum requerimento formal de CPI foi apresentado, e teve uma crise de riso ao questionar reiteradamente se havia algum pedido “sob a mesa”. O senador Esperidião Amin, então, sugeriu uma CPI para apurar a falsificação da assinatura da senadora. 

Quando alguns senadores riam da sugestão de CPI, o senador Esperidião Amin lembrou que garantias de que “será investigado” não têm um histórico de esclarecimento na Casa. O senador relembrou que, na eleição para a presidência do Senado em 2019, houve mais votos do que senadores, e a apuração interna do Senado não levou a nenhum resultado. Esperidião Amin disse: “ O voto nº 82 da eleição de 2019 também não foi apurado ainda. Na eleição para Presidente do Senado tivemos 82 votos – cédulas – e ninguém sabe o que é que aconteceu”. 

A senadora Rose de Freitas retomou a palavra para rebater a pergunta do senador Randolfe e esclarecer que não havia qualquer motivo para risos. Ela disse: “Foi feita uma pergunta à Mesa por um Senador que eu respeito muito. Eu também não entendi o espírito da pergunta, mas quer ficar no meu espírito da minha indignação: não importa se tem ou não tem, importa que tramitou pela Casa uma lista na qual, se há sete, cinco, oito, nove ou dez, também não importa. Importa é que lá estava o nome de alguém que não assinou. Não vou relativizar a importância de estar registrado ali ou não, mas não vou relativizar também a importância da minha autoria constitucional de assinar, participar, apoiar e conduzir processos, nesta Casa, que dizem respeito ao nosso mandato público. Não achei graça. Pelo contrário, continuo indignada”.

O senador Randolfe Rodrigues, ao ter a palavra, ironizou a quantidade de pedidos de CPI circulando pela Casa. Ele questionou quantas CPIs podem funcionar simultaneamente e disse: “de uma hora para outra, Presidente, começou a danar pedido de assinatura de CPI para tudo quanto é tipo, não é? Eu não sei por que razão. Que pressa danada por CPIs. Eu não sei por que danado agora, de um lado há um pedido de CPI para um lado, um outro pedido de CPI. Parece-me uma espécie de burla das Comissões Parlamentares de Inquérito que está acontecendo neste momento aqui nesta Casa. Mas tudo bem. Enfim, faz parte do jogo parlamentar”.

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