sábado, 28 de maio de 2022

Bolsonaro confronta Fachin, presidente do TSE e ministro do STF, ao apontar ‘descondenação’ de Lula e aponta interesse em censura das redes sociais


Em pronunciamento ao vivo, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre o projeto de lei das ‘fake news’, conhecido como ‘lei da censura’, que tramita no Congresso mas teve seu pedido de urgência rejeitado. O presidente questionou: “Por que ministros do STF quiseram aprovar o projeto das fake news? A gente fica desconfiado, né? Fica preocupado”.

O presidente lembrou que o ministro Edson Fachin foi militante da esquerda e defensor do MST, e foi o autor do voto que levou à anulação das ações contra o ex-presidente Lula na Lava Jato. Bolsonaro disse: “Ele deu o sinal verde, e a turma dele aprovou a descondenação do Lula. Não foi absolvição. A descondenação”. O presidente apontou que uma decisão dessa natureza representa um tremendo desgaste para o ministro, e questionou por que o ministro aceitaria um tal desgaste. 

Bolsonaro perguntou: “botou o Lula pra fora só para vê-lo livre?”. O presidente explicou: “Segundo o Supremo, ele é elegível. Ele vai disputar as eleições. Então, a gente entende que ninguém vai botar o cara pra fora, com condenações grandes, só pra ficar passeando por aí. (...) Colocou para fora, no meu entendimento, é para ser presidente da República”.

O presidente prosseguiu: “quem é, atualmente, o presidente do TSE? É o senhor Edson Fachin. A conclusão fica para vocês, para vocês entenderem qual é o terreno em que estamos pisando. Qual é o interesse em regulamentar as mídias tradicionais bem como as mídias sociais”.

Bolsonaro explicou um dos principais interesses no projeto de lei, dizendo: “Esse projeto, entre outras coisas, ele busca o fortalecimento econômico da imprensa tradicional, além de garantir o monopólio da informação”. O presidente explicou que, além de dar recursos financeiros à velha imprensa, o projeto torna a velha imprensa a detentora da verdade única.  

O presidente apontou que, entre os deputados que votaram a favor da urgência do projeto, houve alguns que teriam se equivocado, mas “a grande maioria teve, realmente, um interesse de atender um pedido de ministros do STF que têm interesse na matéria”. O presidente rebateu os argumentos de que poderia haver um “balizamento” da liberdade de expressão. Bolsonaro disse: “a liberdade de expressão não tem que ter balizamento, não tem que ter fronteira”.

O presidente disse: “deixa rolar, falem à vontade. É o preço da democracia e ponto final”. Bolsonaro alertou sobre as consequências de um projeto que censura as pessoas. Ele disse: “A regulação da imprensa e das redes sociais nos levará a uma prisão fora de uma cela. Você não vai poder falar nada. Você vai ser um vegetal”.  Ele lembrou que um deputado federal foi condenado à prisão, e disse: “imagine você”. E resumiu: “O objetivo é te calar. O grande objetivo é tirar tua voz por ocasião das eleições”. 

O presidente lembrou ainda que o TSE fez parceria com grupos ligados à extrema-esquerda para definirem o que é “verdadeiro”, e também que, “há poucos dias, o Fachin se reuniu com o grupo dos advogados do PT”, para discutir como censurar parlamentares. Bolsonaro disse: “Olha para onde está caminhando o nosso Brasil”. 

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