quarta-feira, 25 de maio de 2022

Deputado Otoni se indigna após reunião de Fachin, do STF, com advogados de Lula e desabafa sobre Moraes


Da tribuna da Câmara, o deputado Otoni de Paula manifestou seu espanto com a reunião em que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Edson Fachin, recebeu os advogados do ex-presidente Lula para ouvir sugestões sobre o pleito. Otoni de Paula leu trechos de uma matéria e disse: “Eu vou traduzir. Os advogados de Lula se reuniram com o Presidente do TSE para ver uma forma de, uma vez por todas, calar a voz até mesmo daqueles bolsonaristas, como eu, que possuem imunidade parlamentar. Fachin concordou com os advogados de Lula e disse que vai conversar com as plataformas sociais. Para quê? Para promover a censura do contraditório, para tentar calar as vozes dissonantes dos interesses da cúpula criminosa do Supremo Tribunal Federal. É uma vergonha isso! É uma vergonha isso!”.

O deputado comparou o tratamento concedido ao advogado de Lula com aquele concedido a pessoas de direita. Otoni de Paula relatou: “Meu advogado está agora no Supremo Tribunal Federal para ter acesso ao inquérito das fake news, em que eu fui arrolado por atos antidemocráticos. Sabe o que ele me disse agora aqui ao telefone? Que a Chefe de Gabinete do Ministro Alexandre de Moraes disse que não pode liberar para o meu advogado o inquérito, porque o inquérito está na gaveta dele. O meu celular foi confiscado há 9 meses. Minha rede social está fora do ar há 9 meses. Eu procurei o Ministro da Justiça Anderson Torres e disse a ele: "Ministro, meu celular está na Polícia Federal há 9 meses". Dois dias depois, o Ministro me encontrou e disse: "Não, Deputado, seu celular nunca esteve lá. Seu celular está na gaveta do Alexandre de Moraes"”.

O deputado questionou: “Eu pergunto a vocês onde nós vamos parar. Não é uma guerra contra o Alexandre de Moraes. É uma guerra a favor da democracia. Hoje é contra Bolsonaro. Amanhã é contra o próximo Presidente da República. E, se nós nos calarmos, quem vai falar? Ninguém vai me calar, porque eu não tenho rabo preso.”

O assédio ao deputado é parte de um assédio a um grupo de pessoas, tratadas como sub-humanos e cidadãos com menos direitos, por manifestarem suas opiniões livremente e por apoiarem o presidente Jair Bolsonaro. Medidas arbitrárias são tomadas contra essas pessoas, que têm seus direitos e garantias fundamentais desrespeitados. 

Além de ter tido a sede invadida e todos os seus equipamentos apreendidos, no âmbito de um inquérito do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que foi posteriormente arquivado por falta de indícios de crime, a Folha Política, atualmente, tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, com o apoio e o louvor dos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Há mais de 10 meses, todos os rendimentos do jornal estão sendo retidos sem justificativa jurídica. 

Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode nos ajudar a manter o jornal em funcionamento, doe qualquer valor através do Pix, utilizando o QR Code que está visível no vídeo, ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize Pix, a conta da empresa Raposo Fernandes está disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo. 

Há 10 anos, a Folha Política vem mostrando os fatos da política brasileira, fazendo a cobertura dos três poderes, e dando voz a pessoas que o cartel midiático quer calar. Pix: ajude@folhapolitica.org


Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...