segunda-feira, 13 de junho de 2022

Bia Kicis aponta insegurança jurídica, perseguição política do STF e reage: 'É isso que ninguém pode aguentar mais'


Em sua live semanal, a deputada federal Bia Kicis comentou a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal que derrubou decisão do ministro Kássio Nunes Marques e voltou a cassar o deputado estadual Fernando Francischini. Bia Kicis apontou que o deputado foi cassado com a aplicação retroativa de um entendimento do que seja “fake news”, e disse: “só maluco não está preocupado com essas eleições. É lógico que estamos todos muito preocupados com essas eleições, evidentemente”. 

A deputada lembrou que a ministra Cármen Lúcia afirmou que a liminar do ministro Kássio Nunes Marques ameaçaria a estabilidade das instituições. Bia Kicis apontou que, em outras situações idênticas, a ministra não havia manifestado a mesma preocupação. Ela lembrou que o ministro Toffoli também deu uma liminar que impediu uma cassação e disse: “o ministro Dias Toffoli, sozinho, em uma liminar, suspendeu essa decisão, e esse deputado está aí, livre para concorrer, e ninguém, Carmen Lúcia, nenhum ministro do Supremo, disse que a decisão do Toffoli atenta contra a estabilidade das instituições, contra o TSE, nem nada. Então, são dois pesos e duas medidas”. 

Bia Kicis disse: “É isso que o brasileiro não aguenta mais. É isso que eu não aguento mais. É isso que ninguém pode aguentar mais. Essa insegurança jurídica. Dois pesos e duas medidas. Então, se você é amiguinho do rei, se de alguma forma consegue proteção, está tudo certo. E são os mesmos ministros da mesma Corte que decidem de forma completamente diferente”. A um internauta que disse que trata-se de perseguição política, a deputada respondeu: “exatamente”. 

A deputada apontou que a perseguição é tamanha que mesmo parlamentares têm medo de falar. Ela disse: “por isso muita gente prefere ficar quietinha, prefere não tecer nenhum comentário, prefere não se expor. Porque hoje, uma deputada conversar com seus eleitores, hoje está se tornando uma atitude de alto risco. E a Câmara dos Deputados e o Senado são reféns do STF. A verdade é essa. É muito duro, é muito triste ter que falar essas coisas. É muito triste, mas a gente tem que falar a verdade”. 

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e pessoas que apenas têm um discurso diferente do imposto pelo cartel midiático vêm sendo perseguidos, em especial pelo Judiciário. Além dos inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, também o ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, criou seu próprio inquérito administrativo, e ordenou o confisco da renda de sites e canais conservadores, como Bárbara, do canal Te Atualizei, e a Folha Política. Toda a receita gerada pelo nosso jornal desde 1º de julho de 2021 está bloqueada por ordem do TSE, com aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Há mais de 11 meses, toda a renda do nosso trabalho vem sendo retida, sem qualquer previsão legal. 

Sem a possibilidade de receber a renda de seu trabalho, o jornal corre o risco de fechar. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar, use o QR Code que está visível na tela para doar qualquer quantia, ou use o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

Há 10 anos, a Folha Política faz a cobertura da política brasileira, mostrando atos, pronunciamentos e eventos dos três poderes, quebrando a espiral do silêncio imposta pelo cartel de mídia que quer o monopólio da informação. Pix: ajude@folhapolitica.org


Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...