domingo, 19 de junho de 2022

Bolsonaro alerta para planos perniciosos de Lula, revela conversa com secretário de Biden e explica como desmobilizou MST


Em pronunciamento proferido durante Ato de Unção Apostólica em Manaus, o presidente Jair Bolsonaro advertiu para declarações de Lula e para planos perniciosos da esquerda brasileira no âmbito da liberdade de expressão, da liberdade de religião, do respeito ao direito à propriedade, no que tange ao financiamento de ditaduras e à gestão do dinheiro público.

O chefe de Estado encetou: “Aqui, a gente vê um lado falando ‘vou botar os padres e pastores no seu devido lugar’, ‘vou controlar a mídia, tradicional e social’, ‘vou valorizar o MST’. Vão levar de volta o terror para o campo. Uma coisa gravíssima, há três dias: ‘Vou demarcar todas as reservas indígenas que faltam ser demarcadas’. Alguém concorda? O que é isso? ‘Vou valorizar o MST, vou voltar a realizar empréstimos para países ditatoriais pelo mundo todo'. Segundo essa pessoa, isso é investimento, é exportar tecnologia. Só que a Venezuela não pagou grande parte do empréstimo, fez um metrô em Caracas e nós não temos metrô em Belo Horizonte”.

Nesta toada, o mandatário rebateu Lula: “‘Vou desarmar a população’. Lá atrás, alguém falou: ‘Venda as suas capas e compre espadas’. O cidadão de bem, tudo que pude fazer via decreto meu ou portaria de ministro, eu fiz. Coincidentemente ou não, o número de assass* por armas de fo** tem diminuído no Brasil. Quando a gente fala em MST, tem uma média de cinco invasões de terra por ano. Há poucos anos, era mais de uma por dia. O que fiz com o MST? Coloquei a polícia atrás deles? Pratiquei atos de violência? Não. Por que eles faziam isso? Eles faziam isso porque eram reféns da política. Como eles não tinham a propriedade da terra, passava um ônibus na frente, falava para entrar e invadir uma fazenda. Se não entrasse, era despejado de seu lote. Passamos a titular terras pelo Brasil. Já está na casa de 360 mil títulos. Mais títulos que Temer, Lula, Dilma e FHC juntos”.

Ademais, Bolsonaro revelou conversa com um secretário de Joe Biden, presidente dos EUA, além de explicar a importância internacional do Brasil para o fornecimento de alimentos: “Nós demos dignidade e liberdade para o integrante do MST decidir. Liberdade. (...). Há poucas semanas, conversei com a presidente da OMC. Ela saiu de lá e declarou que, sem o Brasil, o mundo passa fome. O que eu fiz há poucos dias? Fui aos Estados Unidos. Biden me convidou, convidou como convida todo mundo. Olhei aquilo e falei: ‘Não vou’. É um jogo político. Depois dos EUA, o Brasil é um dos países mais importantes das Américas. Ele mandou um ex-senador para conversar comigo. Foi uma conversa franca, não tem rodeios. Sei da estatura econômica e bélica dos EUA. E sei a minha. Falei: ‘Fui o último chefe de Estado do mundo a reconhecer a eleição de Joe Biden. Não nego minha amizade com o ex-presidente Donald Trump’. Não posso ir a uma reunião da Cúpula das Américas e ser tratado como outro. Fechou o compromisso de uma reunião bilateral comigo”.

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