quinta-feira, 9 de junho de 2022

Bolsonaro ironiza Lula e questiona investigações sobre Adélio: ‘Tem tanta coisa ali, que não é difícil elucidar’


Em conversa com cidadãos nos jardins do palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro comentou as pesquisas eleitorais que mostram uma suposta vantagem do ex-presidente Lula e falou sobre as investigações envolvendo Adélio, o homem que o atacou em Juiz de Fora. 

Bolsonaro apontou que há pesquisas que mostram Lula com 40% das intenções de voto e disse: “Então, o Lula tem que ser carregado no colo quando vai na rua. Ele não consegue tomar uma cachaça na esquina que vai ser vaiado”.

O presidente lembrou a corrupção dos governos petistas, apontando que teve consequências até sobre o preço dos combustíveis. Bolsonaro disse: “O pessoal fala dos preços dos combustíveis. Não vou negar que está caro. Mas podia estar mais barato se nós estivéssemos refinando diesel e gasolina aqui. Eu falo o tempo todo: o endividamento da Petrobras foi de apenas 900 bilhões de reais. Em 14 anos de PT. Dá para fazer 60 vezes a transposição do rio São Francisco. Só na Petrobras. A roubalheira ultrapassou um trilhão de reais. Então, não falta dinheiro para eles”.

O presidente ironizou a nova moradia de Lula, questionando: “Ele está morando em uma casa de 700 metros, 5 suítes. Será que só tem uma televisão na casa dele? Ou tem mais de uma televisão? Bolsonaro lembrou a festa do casamento de Lula e disse: “Socialismo para você, capitalismo para mim. Algum pobre foi ao casamento dele? O aluguel da casa dele… ele paga 20 mil. Mas não é o pai dos pobres?

Bolsonaro apontou que a economia está sofrendo as consequências das políticas adotadas por governadores e prefeitos com o aval do Supremo Tribunal Federal. O presidente disse: “Se não fosse pelo que foi feito em 2019, 2020 teria afundado o Brasil com o ‘fique em casa que a economia a gente vê depois’. Foi um golpe na economia, foi um golpe na educação. 

Deram poderes para governadores terem poderes maiores do que em um estado de sítio. No estado de sítio, eu peço para o Congresso, eles autorizam, e qualquer arbitrariedade que fizerem contigo, eu respondo. Nessa, agora, não. Prefeito podia fazer o que bem entendesse. Prenderam mulher em praça pública, surfista, algemaram quem estava vendendo algo na lojinha dele… Agora, o povo não pode esquecer disso, pessoal. Vocês têm noção, até 2018, para onde o Brasil estava indo?”

O presidente lamentou ainda as consequências das medidas dos governadores e prefeitos para a educação. Bolsonaro disse: “90% não está alfabetizado ainda. Você pega as últimas séries do ensino fundamental - 7ª, 8ª e 9ª - noventa por cento não sabem as quatro operações da matemática”. O presidente lembrou que esteve recentemente no Piauí, visitando uma fazenda onde o maquinário é operado por 5G. Ele questionou: “como uma pessoa dessas, que se forma numa educação Paulo Freire, vai operar uma máquina dessas? (...) não tem como. Lamentavelmente, vai ficar subempregado ou viver de programas sociais. Agora, a esquerda ajudou muito para isso. Quem tem na educação, por 8 anos, Fernando Haddad, quer esperar o quê?”.

Questionado sobre Adélio, Bolsonaro relatou que há uma série de indícios que poderiam ser investigados. O presidente lembrou que havia um registro da identidade dele na Câmara, para servir de álibi caso ele conseguisse fugir, que três advogados surgiram muito rapidamente para defendê-lo, que um dos advogados declarou que suas despesas eram pagas pela imprensa, que pessoas que estiveram na mesma pensão que ele morreram. O presidente disse: “Na pensão em que ele ficou, já teve duas mortes lá. Igual o Celso Daniel, que foram nove pessoas. A dona da pensão morreu. Falaram que foi de câncer”. O presidente prosseguiu: “eu não vou falar o nome: quem morreu em 98? Seria o presidente da República. Não vou falar quem era. O presidente da Bancoop morreu também… O Celso Daniel, Toninho do PT… Pode ser acidente? Pode ser”.

Bolsonaro disse: “ele andava por lá pela Câmara, mas eu não sei por onde ele andava. Eu acho que ele foi lá, não foi da cabeça dele, e quem trabalhou para ele dar a fac*** tinha certeza de que ele ia ser linch*** ali. Tinha umas 40 mil pessoas na praça, lá em Juiz de Fora. O normal era ele ser linch***. E, se ele escapasse, tinha o álibi. Tem tanta coisa ali, que não é difícil elucidar um crime desse aí”.

A uma senhora que lembrou que há um vídeo em que se ouve alguém dizendo algo como “calma, Adélio”, Bolsonaro disse: “Era parecido, não vou dizer que era isso. Ouvi bastante vezes, com perito, parece que foi isso, mas não tem a certeza: “calma, Adélio””. O presidente acrescentou: “Agora, tem um vídeo, uma hora antes, talvez - eu estava perto de um carro, e tinha um filho meu aqui. Ele foi em direção ao meu filho, meu filho entrou no carro. Talvez ele fosse dar uma fac*** no meu filho. Para tentar desestruturar emocionalmente. Como ele foi no clube de tiro em Santa Catarina. Num dia em que meu filho ia atirar lá, e resolveu não ir”.

O presidente lembrou ainda que Adélio, mesmo desempregado, viajava pelo Brasil, tinha telefone celular e cartões de crédito. Bolsonaro afirmou: “Alguém bancava”. O presidente questionou se as dificuldades da investigação seriam as mesmas se o alvo do ataque tivesse sido Haddad. Ele disse: “Os caras tinham descoberto, né?”

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e pessoas que apenas têm um discurso diferente do imposto pelo cartel midiático vêm sendo perseguidos, em especial pelo Judiciário. Além dos inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, também o ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, criou seu próprio inquérito administrativo, e ordenou o confisco da renda de sites e canais conservadores, como Bárbara, do canal Te Atualizei, e a Folha Política. Toda a receita gerada pelo nosso jornal desde 1º de julho de 2021 está bloqueada por ordem do TSE, com aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Há mais de 11 meses, toda a renda do nosso trabalho vem sendo retida, sem qualquer previsão legal. 

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