terça-feira, 14 de junho de 2022

Paulo Guedes faz graves alertas sobre os próximos anos da economia mundial: ‘o mar é turbulento e vai piorar’


Em pronunciamento no 5º Fórum de Investimentos Brasil 2022, Paulo Guedes, ministro da Economia do Governo Bolsonaro, fez sérias advertências a respeito do futuro da economia mundial, abordando a reconfiguração das cadeias de produção e valor, os impactos da pandemia e da guerra na Ucrânia, riscos geopolíticos envolvendo China e Rússia, assim como a acentuação dos efeitos inflacionários, da recessão e o aumento de juros.

Paulo Guedes encetou: “Eu vou fazer duas considerações: O que está acontecendo lá fora. É um mar turbulento e eu não acho que vai melhorar tão cedo. Eu acho que vai se agravar bastante a situação da economia mundial. A primeira razão, o pano de fundo, é como a radiação cósmica de fundo. Tem um ruído cósmico de fundo. A gente sabe que está acontecendo o Big Bang por causa disso; 3,7 bilhões de indivíduos estão saindo da miséria na China, na Rússia, no Leste Europeu, no Sudeste Asiático, na Indonésia. Saindo da miséria lentamente através da globalização. E a pressão toda no Ocidente. Há 30 anos os salários do blue-collar não sobem”.

O ministro esmiuçou, ademais, por que, em seus termos, “o mar é turbulento e vai piorar”, de maneira que não há dúvida de que haverá uma recessão na Europa: “Como as tecnologias são conhecidas, automóveis, barragens hidrelétricas, estradas, manufaturados, televisões. Você transfere sua planta para a Ásia, começa a produzir lá, os salários começam a subir na Ásia e ficam sob pressão no Ocidente. Isso causa pressão política nos regimes democráticos (...). A pressão sobre o Ocidente é dramática. O Ocidente esqueceu as fontes de sua própria riqueza. O Ocidente esqueceu que ficou rico trabalhando, competindo, comercializando, estudando. Enquanto o Ocidente desfruta de sua riqueza, dando férias de 6 meses, aposentadoria generosa antes da hora, o outro lado do mundo trabalha, compete, não tem encargos trabalhistas”.

Ademais, o economista fez uma explanação a respeito do impacto dos últimos acontecimentos para as supply-chains em escala mundial: “Dois: A Pandemia deu um choque adverso de oferta. A economia sofreu uma ruptura nas cadeias de produção. É o pior dos choques. É mais inflação e menos crescimento ao mesmo tempo. Quando o Brasil e o mundo começam a tentar sair dessa circunstância adversa, vem a guerra na Ucrânia. Ucrânia: grãos. Rússia: energia. Dois choques colossais ao mesmo tempo colocando pressão no mundo. O mundo começa a pensar na reconfiguração das cadeias produtivas. A parte ruim da crise: a inflação vai subir muito lá fora, vai ter recessão, o sistema político vai continuar sob pressão. Vai ser bem diferente dos últimos 10, 15 anos lá fora. Prosperidade, muito investimento. É o contrário. Vai ter inflação, Federal Reserve subindo juros, bolsas caindo. Muita crise, muita dificuldade lá fora”.

Nesta toada, o ministro assestou como tal contexto, mesmo que negativo, pode ser alvissareiro para o Brasil: “Agora, existem dois grandes requisitos para os investimentos. Não adianta ter manufaturados em Taiwan se a China, amanhã, tomar Taiwan e bloquear o Pacífico Sul. Precisamos que esteja próximo. Near-shoring. Estar perto não adianta. Veja a Rússia, bem pertinho e não resolve o problema. Tem que estar perto, mas tem que ser amigo. Friend-shoring. Exigência logística e geopolítica. Estamos falando do Brasil. Quem está pertinho e é amigo tanto da Europa, quanto da América, da China, da Rússia? É quem dança com todo mundo desde que o Governo Bolsonaro entrou”. Dessa maneira, ele resumiu: “O Brasil é o lugar para estar agora. É onde tudo vai acontecer. Eles estão sincronizados, descendo, e nós estamos começando a decolar”.

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