quarta-feira, 27 de julho de 2022

Bolsonaro adverte para situação de Coreia do Norte, Cuba e Venezuela, expõe manipulações de Lula e ‘jogo sujo’ no BNDES e na Petrobras


Em conversa com cidadãos nos jardins do palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a importância do povo compreender a responsabilidade nas escolhas dos governantes. O presidente disse: “acho que consegui botar na cabeça de vocês que o poder não emana do povo. Consegui ou não ainda? Se emanasse do povo, o povo cubano seria livre. Será que é tão difícil entender as coisas?”. 

O presidente sugeriu aos presentes que conversem com os jovens e disse: “Tem que conversar com esses jovens. Tem que perguntar o seguinte: você vive sem celular? Ele vai pra escola sem mochila, mas não vai sem celular. Agora, pergunta se o jovem de Cuba, da Coreia do Norte, ou da Venezuela, agora, tem celular. E, se tiver, a qual conteúdo ele pode ter acesso”. Bolsonaro falou sobre a importância da informação e lembrou que o ex-presidente Lula vem propondo a censura da imprensa e das redes sociais. E disse: “é você que tem que fazer a cabeça dessa garotada, não sou eu”. 

Bolsonaro relembrou como as políticas dos governos petistas criaram dificuldades que até hoje impactam nos preços dos combustíveis. Ele disse: “A alta dos combustíveis é no mundo todo, não é exclusiva do Brasil, não. Nós não temos diesel no Brasil, e gasolina, porque teve um cara lá atrás que enterrou 90 bilhões de reais e não fez nenhuma refinaria. Então, você é obrigado a comprar diesel lá fora. O que eu fiz há 4 meses? Eu zerei o imposto federal do diesel. Fiz a minha parte. Estamos negociando agora, está bastante avançado, com a Rússia e outros países, o fornecimento de diesel para o Brasil. Combustível, não foi fácil lutar com um lobby poderoso como esse. E o pessoal me criticando sobre o aumento de combustível, né? Se fosse só no Brasil, tudo bem. Não tem problema nenhum. A culpa passa por mim. Mas os preços subiram assustadoramente. Então, nós somos auto-suficientes em petróleo, mas não para destilar. Duas refinarias no nordeste, uma no sudeste, começaram a ser feitas. Se enterrou 90 bilhões de reais e não fez nada. Somos obrigados a importar. E isso aí também ajuda, de forma indireta, no preço do combustível. A Petrobras - quando começou o Lula, 2003 até terminar Dilma, 2015, o endividamento foi de 900 bilhões de reais. E tem gente louca para arranjar mais uma dívida dessas. Para você ter uma ideia do que que se faz com essa grana: se faz 60 vezes uma transposição do rio São Francisco. Isso é o roubo só numa estatal. Do PT. Lula e Dilma. Só numa estatal”.

O presidente prosseguiu: “Se você for para o BNDES, o que foi embora daqui, para obras lá fora, foram 400 bilhões de reais. Dá para entender o que é isso? Entre obras lá fora, mal-feitos, emprestar dinheiro para coleguinha comprar avião com juros lá embaixo, abaixo da SELIC… E essa grana para fazer obra lá fora, parte dessa grana não era para fazer obras, era para corrupção. Ou alguém ouviu falar em TCU de Cuba? Ministério Público cubano, ou venezuelano? Essa grana é para financiar ditaduras na América do Sul. Por isso acabaram sem dinheiro para campanha”. 

O presidente disse ainda: “Todo mundo diz que tudo foi aparelhado, e para desaparelhar uma coisa, não é fácil. Eu não quero criticar instituição nenhuma. A gente assume o governo, nego pensa que é quartel. Não é quartel. Tem gente lá dentro que está trabalhando contra, e não são poucos, não. Por exemplo: por que a classe artística se voltou contra mim? Acabou a teta. Era até 10 milhões que o cara podia pegar na Lei Rouanet, e não prestava contas. Nós passamos para 500 mil - merreca, né? imagine 500 mil no bolso de vocês - , e com critério. Aí o pessoal tem que ficar revoltado, né? “olha, ele não é democrata”, “ele ataca instituições democráticas”, “ele prega a guerra e não a paz””.

Bolsonaro exemplificou os ataques que sofre com uma matéria da velha imprensa relatando o aumento do número de armas. O presidente disse: “Tá hoje, matéria na imprensa aí, não sei qual foi, capa: “aumentou muito a venda de armas”. Sim. Eu facilitei mesmo. Agora, não bota na mesma matéria que tem caído demais o número de mortes por arma de fogo no Brasil”.  O presidente defendeu as armas para defesa pessoal, dizendo: “se você pára o carro numa pista aí, hoje em dia o cara está preocupado se, ao chegar em você, você está armado ou não. Mora num lugar meio deserto: também: Será que o cara está armado? Tem que comprar arma de fogo! Os vagabundos têm! Por que você não pode ter?”. 

O presidente mencionou um episódio que é sempre relembrado pela velha imprensa, quando foi assaltado e os ladrões levaram sua moto e sua arma. Ele disse: “Eu fui motociclista. Parei um pouco agora por causa da idade chegando. [z15] Eu não consigo, nunca consegui me imaginar sem duas armas na minha moto no Rio de Janeiro. Duas. E uma vez fui pego, ainda. Fui surpreendido, o cara levou a minha moto e a minha arma. Dois dias depois, recuperei a moto e a arma. Coisa rara. Quase como ganhar na Mega Sena. A imprensa bate em mim porque o cara levou a minha arma. Recuperei a minha arma. Uma pistola Glock. Tá registrado em delegacia quando foi roubado e quando foi recuperado. Agora, a arma do tráfico não é essa que vocês compram por aí. Os caras usam armas diferentes das nossas. E arma, pessoal, não é defesa pessoal. É defesa da nação. Vê se alguém vai invadir os EUA. Pensa nisso. Qual é o maior exército do mundo? É o americano. Não é o fardado, é o do povo. Os CACs de lá”. 

Bolsonaro relatou: “Estamos na iminência de dobrar o número de CACs no Brasil. Estamos chegando a 700 mil CACs no Brasil. Os caras que são contra, os engravatados, vivem com seguranças armados. Se dessem exemplo, aí tudo bem”.

O presidente disse: “E o poder não emana do povo, aprendam isso. Se o povo escolher bem seus representantes, tudo bem. Caso contrário, vão pagar um preço caríssimo”. 

Bolsonaro discorreu: “Olha como o pessoal muda quando se elege, em especial o Executivo, né? Muda completamente. É muito mais fácil eu ser amigo do pessoal do outro lado da rua do que de vocês, pô. Dá para entender isso? Eu podia estar dormindo até agora, aí. Roncando… Aí tem tudo. Tem o andar de cima, que é a residência. O do meio é para serviços, e embaixo tem tudo: academia, massagem, sauna, televisão, jogos… Tudo que se possa imaginar. Quando eu assumi, eu desliguei o aquecedor da piscina, era 10 mil por mês. Aí começaram a me encher o saco, cartão corporativo, uma porrada de coisas o cartão corporativo. O meu particular, nunca usei. Eu posso sacar 25 mil por mês e tomar tubaína e leite condensado. Nunca saquei. Os outros, é para pagar um montão de despesas. Quando a segurança vai comigo, em média 100, o pessoal tem que pernoitar,... Eu procuro dar exemplo. Não peguei, podia estar ganhando mais 30 mil por mês, aposentadoria de deputado. Não peguei. No futuro, vou usar, que eu tenho que sobreviver, também - se estiver vivo até lá. É exemplo. Então, é cartão corporativo, aposentadoria… não é virtude, não, é obrigação. O mínimo de obrigação”. 

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