segunda-feira, 18 de julho de 2022

Bolsonaro comenta conversas com Putin e Zelenski, alerta jovens sobre Lula e Cuba e aborda possível viagem ao Paraguai


Em coletiva de imprensa concedida no Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro abordou possível viagem ao Paraguai, explicou as relações de seu governo com o de Mario Abdo Benítez, comentou a respeito de convenção para o lançamento de sua candidatura e discorreu a respeito de conversas com Putin, presidente da Rússia, e Zelenski, presidente da Ucrânia. O chefe de Estado apontou, ademais, as mudanças na Infraestrutura do país, assim como as transformações com vistas a incentivar e fomentar o desenvolvimento do Agronegócio.

No que tange a possível viagem ao Paraguai, Bolsonaro relatou: “Tudo pode mudar. Estão tentando me convencer, é uma avalanche de pessoas com argumentos, um bate e volta. [O que impede] é a quantidade de problemas para resolver aqui. O que guarda o porco é o olho do dono. Eu perturbo ministros aqui. A qualquer hora da madrugada. Eles sabem que eu ligo para eles, eles respondem na madrugada o que tem de responder. Eu coordeno. Estou propenso a não ir. Espero que não falem que eu recuei. O Paraguai é um dos poucos países na América do Sul que não é vermelho ainda. Eu tenho uma consideração muito grande pelo Marito. Já o visitei muitas vezes. Temos a Itaipu-Binacional, que é nossa. Vai ser concluída a ponte daqui a dois meses. Já tem ordem de serviço para outra ponte em Porto Murtinho, a questão da bioceânica. Estamos, com o Jorge Seif, que deixou de ser secretário para disputar o Senado por Santa Catarina, tratando de piscicultura no Lago de Itaipu. Isso pode aumentar em 40% a produção de pescado. O Paraguai é um país importantíssimo para nós”

No que concerne à convenção do lançamento de candidatura, o presidente relatou: “Pode ser no Maracanãzinho. Queriam fazer em São Paulo para dar uma força para o Tarcísio, um dos nomes mais importantes que nós temos, fora a presidência. Está acertado no Maracanãzinho. Um discurso meu mostrando o que fizemos, o que pretendemos fazer, fazer comparação com outros países. Vi uma matéria que há uma invasão muito grande de jovens de Cuba. Tem muitos jovens aqui, a maioria, apoiando o regime do PT. Esses jovens têm que entender, conhecer por que os jovens estão fugindo de Cuba, um regime apoiado e defendido por Lula. Lá, não tem internet. Imagine tirar o telefone por um dia de um jovem de 17, 18 anos”

Quanto à possível conversa com Zelenski e a respeito das relações de seu governo com o de Vladimir Putin, o mandatário aventou: “Receberei uma ligação do Zelenski, ele quer falar comigo. Estaremos eu, o ministro e o intérprete, mais ninguém. Não sei o que ele quer falar comigo, mas eu pretendo falar para ele o que eu acho. Vou dar minha opinião. Isso não pode vazar, é segredo de Estado, assim como minha conversa com Putin por três horas. Falei o que podia falar, a questão de fertilizantes. Agora, estamos bastante avançados na questão do fornecimento do diesel mais barato. As petroleiras do mundo todo resolveram reduzir a margem de lucro para ajudar seus respectivos países”.

Dessa forma, ele complementou: “É uma questão de Estado. Dois países que têm sua importância. Um país é bélico-nuclear. Não sei quantos submarinos nucleares há pelo mundo, talvez uma dúzia. O outro não é uma potência nuclear, é nos commodities. No momento, grande parte dos grãos estão estocados. O mundo tem necessidade disso. Eu fui lá discutir fertilizantes em fevereiro. Não é só o Brasil que compra fertilizantes, o mundo inteiro compra. Na Guerra das Malvinas, uma das mais recentes, acabou mudando de nome. Falklands. Eu vou responder de acordo com o que ele me perguntar”.

Nesta esteira, Bolsonaro frisou as significativas transformações fomentadas por seu governo no que tange ao Agronegócio: “Você não pode ter unanimidade em tudo. Você pode ver: Agro. Lá atrás, na transição, queria fundir Agricultura com Meio Ambiente. Parecia ser uma solução porque eram ministérios que brigavam, disputavam poder. Depois, fui vendo que o poder disputado era por indicações políticas. Em outros governos, os ministros deviam satisfação ao presidente de seu partido político, não ao Governo Federal ou à Nação Brasileira. Resolvemos manter separados com Salles e Tereza Cristina, duas pessoas excepcionais. Reduziu-se o percentual de multagem no campo em 80%. Não que não teria mais, mas teria com critérios. Na primeira vez, advertência. Se persistir no erro, multa. Potencializamos a titulação de terras. Lula e Dilma, em 14 anos, titularam menos pessoas que o nosso governo. Trouxemos esse pessoal para o nosso lado. Eram do MST. Demos dignidade a eles. Passaram a ser amigos do fazendeiro ao lado, a ter crédito para agricultura familiar. Passaram a ter posse de arma de fo**, podendo utilizar em todo o perímetro da propriedade. Inibiu o pessoal que roubava boi, fertilizantes agrícolas. Tornamos o pessoal do MST cidadãos, armamento, multagem…o Tarcísio, por exemplo. Tinha gargalos no Mato Grosso. Atrasava as viagens, em época de chuvas, em 10 dias. Os balseiros encareciam os produtos. Desculpem, mas fomos para cima deles. Construímos pontes. Uma balsa cobrava R$200,00 para um caminhão grande passar. A pé, 4 reais. Em muitos locais, acabamos com isso. Liguei para o Tarcísio, ele analisou a viabilidade, o custo-benefício. Interessava pelo fluxo de carros e produtos na região”.

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