segunda-feira, 4 de julho de 2022

Bolsonaro divulga desabafo contundente de ex-capitão do BOPE sobre STF e Globo - Rodrigo Pimentel


O presidente Jair Bolsonaro compartilhou, por suas redes sociais, trecho de uma entrevista concedida por Rodrigo Pimentel, ex-capitão do BOPE e um dos autores do filme “Tropa de Elite”, ao programa de Youtube “Café com a Polícia”. No trecho compartilhado pelo presidente, o policial critica duramente a decisão do Supremo Tribunal Federal que impediu a polícia de atuar em morros do Rio de Janeiro. 

Pimentel pontuou: “Eu lamento a decisão do STF (...) proibindo operações em favelas no Rio de Janeiro. O Comando Vermelho adorou isso. O CV aproveitou a decisão para expandir território. Na cabeça do Lewandowski, do Gilmar Mendes, estão protegendo os favelados, os moradores de favela. Uma ingenuidade deles. Porque eles estão em Brasília, nos gabinetes com ar condicionado. Eles nunca vieram à favela. Lewandowski nunca botou o pé numa favela, Gilmar Mendes, nem sabem o que é”. 

O policial explicou: “A decisão foi provocada pelo PSB, partido do Freixo. E essa decisão gerou o seguinte: a polícia deixa de atuar em favela, e o Comando Vermelho aproveita esse momento e vai expandindo o território, e vai subjugando cada vez mais cariocas à ditadura do tráfico. Então, é um processo muito rápido: você acorda de manhã, e a sua rua está fechada pelo Comando Vermelho. Eles colocam barricadas na sua rua, e a partir daquele dia, não tem mais limpeza urbana, o caminhão de lixo não passa mais. Teu carro, que está na garagem, não sai mais da garagem. Fica preso na garagem. No dia seguinte, eles botam uma boca de fumo, colocam um fuzil. Aí, você abre a sua porta, tem seis, sete bandidos com fuzis na porta da sua casa, e a tua rua passa a ser uma boca de fumo. E a polícia não pode ir lá”. 

Pimentel explicou a atuação do BOPE: “o BOPE, quase que semanalmente, realiza uma operação para liberar uma rua dessas. São operações dificílimas, a equipe do BOPE realiza o planejamento, a intervenção, eventualmente tem morte de bandido. E a equipe do BOPE vai lá, pega o entulho, coloca na caçamba de lixo, e devolve a rua para o morador”. 

Ele descreveu: “Eu já vi isso acontecer umas cinco ou seis vezes: o morador sai de lá chorando, emocionado, abraça o policial, “muito obrigado, você devolveu a minha rua. Eu estava aqui há 8 meses sem tirar o meu carro da garagem”.  

Nesta toada, o policial fez críticas contundentes à Rede Globo e ao mainstream jornalístico representado pela velha imprensa: “Infelizmente, a Globo nunca mostrou uma imagem dessas. Eu não sei dizer o que acontece no jornalismo, que o jornalismo tem esse viés esquerdopata, sabe? Mentiroso, autoritário, inclusive. Porque, se você perguntar para um morador de favela se ele quer uma barricada na sua rua, se ele quer 8 bandidos com fuzil… ele não quer, p****. Ele quer liberdade de ir e vir. E essa liberdade só pode acontecer depois de uma operação policial”. 

Outrossim, Pimentel explicou os motivos pelos quais crê que a Suprema Corte está equivocada ao proibir as operações policiais em favelas: “Então, o STF está totalmente equivocado. O Gilmar Mendes está louco. O Toffoli não sabe o que está fazendo. O Lewandowski nunca botou o pé numa favela. A Rosa Weber, idem. Então, esses juízes deveriam tirar a bunda da cadeira lá em Brasília, pegar um avião, botar o pé numa rua dessas e perguntar para o morador se eles querem ou não operação policial. O morador vai falar: ‘eu quero. Eu quero’ (...). Eu entendo a preocupação do STF, que eu não sou imbecil. Eu sei que a operação policial é um trauma para o morador, eu não sou um imbecil. Eu odiaria ser morador de favela, abrir minha janela e ter um helicóptero passando em cima da minha janela, com um policial atirando. Lógico, quem vai gostar disso? Mas o STF determinar que uma área gigantesca dentro de uma cidade, de um estado, seja uma área de exclusão, onde a polícia não pode entrar?”.

O policial questionou a absoluta ausência de atendimento à população nessa situação. Ele relatou que a polícia, ao receber, por exemplo, um chamado por violência doméstica, tem que verificar se aquele atendimento pode ser realizado. E não pode. Ele disse: “infelizmente, a gente não vai, porque a gente não pode entrar. Eu não consigo entrar numa comunidade dessas com uma radiopatrulha, tampouco com duas. Para eu entrar e socorrer essa mulher, eu tenho que entrar com uma equipe tática, com 8 ou 16 policiais. Mas tá proibido. Então a senhora vai ficar apanhando do marido, tá? Porque o Gilmar Mendes assim quer”.

Pimentel relatou um episódio que o magoou, em que uma repórter da Globo, conhecida sua, mostrava um caminhão roubado, dentro da favela, e acusava a polícia de se omitir, mesmo sabendo da proibição. Ele relatou: “uma mágoa que eu tenho, muito grande… eu estava em casa um dia pela manhã e uma jornalista da Globo, que é minha amiga pessoal, ela estava no Globocop e ela dizia assim: tem um caminhão dentro da favela, roubado. E a polícia não faz nada. Mandei um zap imediatamente para a menina. Falei “você esqueceu? Tá proibido a polícia ir em favela. A polícia não vai lá. O caminhão vai ser saqueado, aquela carga não vai ser recuperada. Aliás, a rede Globo aplaudiu a decisão”.

O policial ironizou a cobertura feita pela velha imprensa brasileira, que chama antropólogos e sociólogos para debaterem os casos. Ele disse: “mundo afora, especialistas em segurança pública são policiais, civis, militares, agentes da lei de forma geral. E no Brasil, eles ouvem antropólogo e sociólogo…”. Ele relatou que a repórter da rede Globo respondeu dizendo que as operações não estariam proibidas. E disse: “Tá proibida, não sabe ler, pô? Tem que saber ler. As operações policiais estão proibidas. Aliás, existem delegados do Rio de Janeiro hoje que foram multados pelo STF por terem realizado operações policiais”. 

Pimentel concluiu dizendo: “não sei se a PGR vai recorrer dessas decisões, que são absurdas. Mas o STF brasileiro acabou de criar uma área de exclusão dentro do RJ. Sorte que ninguém dá muita bola para o STF, o STF está em um nível de desmoralização extrema”. 

O direito à propriedade e o respeito à livre iniciativa têm sido relativizados no Brasil. Para uma “classe” de cidadãos, caracterizados pela velha imprensa como “bolsonaristas”, as garantias e direitos fundamentais estão suspensos. Em CPIs e em inquéritos conduzidos nas cortes superiores, cidadãos e empresas ficam sujeitos a quebras de sigilo, devassas, prisões políticas, buscas e apreensões, e confiscos. As investigações se originam de “relatórios”, “matérias” e “reportagens” produzidos pela velha imprensa, que são tomados como verdadeiros sem questionamento, assim como depoimentos de testemunhas suspeitas. 

Toda a renda da Folha Política, assim como de outras pessoas e empresas conservadoras, está sendo confiscada, a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em decisão monocrática em um inquérito administrativo. Segundo a velha imprensa, que participa ativamente dos inquéritos e CPIs, a intenção é impedir o funcionamento das empresas ao privá-las de suas fontes de renda. A decisão de Salomão foi elogiada pelos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Há mais de um ano, toda a renda do nosso trabalho é retida sem qualquer justificativa jurídica.

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