domingo, 3 de julho de 2022

Bolsonaro retruca ataques sobre a Amazônia e expõe interesses internacionais no Brasil


Durante entrevista ao Programa 4x4, transmitida por suas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro respondeu a uma pergunta da comentarista Ana Paula Henkel a respeito da Amazônia. A comunicadora mencionou uma declaração de Anitta, que declarou que a Amazônia “é uma grande terra de ninguém, uma grande bagunça, onde acontece de tudo e ninguém vê nada”.

O chefe de Estado encetou rebatendo declarações do ex-presidente e ex-presidiário Lula: “O Lula falou que, caso fosse eleito, seria desmatamento zero na Amazônia. Você pega os três primeiros anos do Lula e os meus três primeiros anos. No governo dele, se desmatou mais do que o dobro que no meu governo. Tem gente que acha que a Amazônia é um quintal, um campo de futebol. Ela equivale à Europa Ocidental. Algumas vezes os estados de São Paulo e Minas Gerais juntos. É uma enormidade aquela região”.

Outrossim, o presidente abordou os interesses internacionais quanto ao Brasil: “Lá fora, há uma campanha muito grande contra nós tendo em vista o comércio, as commodities. Aqui, nós produzimos no campo. O encontro com o Biden, só aceitou quando foi marcada uma bilateral comigo. Vi alguns chefes de Estado reclamando por que não estavam ali o Maduro, o ditador de Cuba. Na primeira bilateral com ele, tinha vinte pessoas presentes e ele começou falando justamente sobre a Amazônia. Ele disse: ‘Vamos ajudar o Brasil a preservar a Amazônia porque nós destruímos todas as nossas florestas’. Não vi isso publicado em jornal nenhum. Criticam tanto a nossa legislação ambiental. A Europa, agora, mudou a sua legislação ambiental. Eles tinham 20% das terras que tinham de ficar em repouso. Não estão ficando mais. A Ucrânia reduziu muito a exportação de alimentos, tendo em vista a guerra. Quando se faltam produtos, a inflação vai lá para cima”.

Ademais, o mandatário ressaltou: “Falar que está sendo destruída a Amazônia ou que não está sendo preservada…Tem seus problemas e ninguém nega. Tem garimpo ilegal. A reserva Ianomâmi é duas vezes o estado do Rio de Janeiro. É uma enormidade. Fazem pistas clandestinas, vão lá atrás do ouro custe o que custar. É uma região vasta, enorme, desconhecida, ainda. Quem reclama é quem nunca foi para lá. Temos de preservar, mas fazer com que a população daquela região, como em Manaus e tantas outras cidades, tenha uma vida digna”.

No contexto atual do Brasil, muitas pessoas estão sendo tratadas como sub-cidadãos, pelo simples motivo de terem manifestado apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Por expressarem suas opiniões, são alvo de CPIs, de inquéritos secretos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, ou são vítimas de medidas arbitrárias como prisões políticas, apreensão de bens, e exposição indevida de dados, entre outras. 

No chamado ‘inquérito do fim do mundo’, e nos inquéritos dele decorrentes, já houve: prisões políticas sem que houvesse sequer indiciamento das pessoas presas; imposição de uso de tornozeleira eletrônica e ‘prisão domiciliar’ em endereço diferente de onde as pessoas moravam; quebra de sigilo de parlamentares, inclusive de um senador; quebra de sigilos de pessoas e empresas, inclusive de veículos de imprensa; censura de veículos de imprensa e de parlamentares; bloqueio de redes sociais de jornalistas, veículos de imprensa e parlamentares; buscas e apreensões em empresas, residências - inclusive de um general da reserva -, residências de familiares, e gabinetes de parlamentares; proibição de contato entre pessoas, que muitas vezes, nem se conhecem; proibição a parlamentares de concederem entrevistas; intervenções no comando de partido político; entre outras. 

A totalidade da renda da Folha Política, assim como de outros canais e sites conservadores, está sendo confiscada a mando do ex-corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, com o apoio e aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Há mais de um ano, todos os rendimentos do jornal estão sendo retidos sem justificativa jurídica. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode nos ajudar a continuar nosso trabalho, doe qualquer valor através do Pix, usando o QR Code que está visível na tela, ou com o código ajude@folhapolitica.org

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