terça-feira, 26 de julho de 2022

Comando da CPI da Pandemia se revolta com arquivamento de investigações contra Bolsonaro e apela ao STF


Após a procuradoria-geral da República promover o arquivamento de diversas investigações pedidas pelo comando da CPI da Pandemia contra o presidente Jair Bolsonaro, os senadores que comandaram a chamada “CPI do Circo” apelaram ao Supremo Tribunal Federal. Segundo  a Agência Senado, “Eles apresentaram uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que solicitam que os ministros desconsiderem o pedido feito nesta segunda-feira (25) pela PGR e promovam ação contra o presidente para apurar denúncias feitas pela CPI no relatório final”.

Ao arquivar as investigações, a subprocuradora-geral Lindôra Araújo apontou o caráter político das acusações feitas pela CPI e mostrou que, do ponto de vista penal, não havia razões para prosseguir com as investigações. O senador Randolfe Rodrigues afirmou, à Agência Senado, que contestou o arquivamento e pediu uma ação penal contra a Procuradoria-Geral da República. 

Entre outras declarações, o senador Randolfe Rodrigues questionou: “Pergunto ao Sr. Augusto Aras: como se arquiva a dor de um filho que perdeu um pai porque Bolsonaro mandou usar cloro***? Como se arquiva a dor de uma mãe que perdeu um filho porque o governo não comprou vacina? Pergunto ainda: onde o Sr arquivou a sua consciência?”

O deputado estadual Márcio Gualberto rebateu: “Randolfe, onde você arquivou a verdade? Onde você arquivou a honestidade intelectual? Onde você arquivou a sensatez? Onde você arquivou a retidão? O Brasil irá arquivar teu mandato, você não será reeleito, pois a sua vida é uma farsa e a sua maneira de fazer política uma verdadeira trapaça”.

A internauta Rose perguntou: “Como se arquiva a dor de várias pessoas que perderam entes queridos pq o dinheiro que foi destinado para a saúde foi desviado, ou porque pagaram folha de pagamentos, ou porque compraram respiradores em loja de mac**** que nunca foram entregues? Rand, sobrenome hipocrisia” 

A jornalista Camila Abdo questionou: “E como se arquiva a dor de uma família que perdeu um filho pelo sistema de saúde precária causado por corrupção? E quem perdeu um familiar pela violência endêmica causada pela bandidolatria fortalecida nos governos petistas?”.

O senador Flávio Bolsonaro rebateu uma declaração de Randolfe que acusava a PGR de “blindar” Bolsonaro. Ele disse: “Blindagem você fez para proteger o Consórcio Nordeste, que desviou R$ 48 milhões em respiradores que nunca foram entregues ao povo nordestino. Seu trabalho foi um lixo, o mesmo destino do seu relatório, usado com fins eleitorais contra Bolsonaro. Não levou 1 vacina pra Alagoas”.

O advogado Nilson Nunes, que é Professor de Direito Constitucional e Tributário, perguntou: “Onde arquivaram a consciência quando DEScondenaram o capitão/comandante do maior esquema de corrupção da história e colocaram direto na corrida presidencial, através de manobra jurídica inexistente por quem deveria guardar e cuidar da Constituição Federal?”.

A internauta Elisa Brom fez um questionamento sobre a estratégia envolvendo a velha imprensa. Ela disse: “é sempre assim… Eles criam uma narrativa criminosa e a imprensa reverbera a Narrativa 24hs/dia,antes de qualquer investigação. Quando as autoridades competentes acabam com a patifaria plantada, eles passam a Desqualificá-las (PF,PGR…) Por que isso não é ataque às Instituições Democráticas?”.

A escritora Claudia Wild ironizou: “A CPI do circo que saiu do nada, que torrou milhões dos nossos impostos, chegou ao seu destino final: a coisa nenhuma. A fanfarronice dos seus protagonistas foi coroada por um pedido de arquivamento da PGR. A politicagem barata sai muito caro para o país e seu povo”.

O investidor Leandro Ruschel apontou: “Em resumo, a CPI da Covid foi um circo político conduzido por notórios picaretas, que utilizaram a morte de centenas de milhares de pessoas para promoção pessoal, além de ter desperdiçado recursos públicos”.

Anteriormente, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, havia ironizado a proatividade do senador Randolfe Rodrigues em levar suas queixas ao Supremo Tribunal Federal. O general disse: “Sugiro que o Senador Randolfe Rodrigues apresente, ao STF, queixa-crime contra imagens, que mostram um ate***ao presidente da República. Decerto, o Ministro Alexandre de Moraes concederá ao cineasta o mesmo prazo de 48 horas, que deu ao Presidente, para explicar "discursos de ódio”.

Enquanto se recusou a investigar indícios de corrupção com os recursos enviados pelo governo federal para os estados e municípios, a CPI não poupou esforços em humilhar pessoas e empresas que manifestaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro, além de quebrar sigilos sem qualquer fundamentação, vazar dados sigilosos para a velha imprensa e ameaçar pessoas de prisão. 

O procedimento é o mesmo observado em inquéritos conduzidos em cortes superiores: matérias da velha imprensa atribuem um “rótulo” ou “marca” a um grupo de pessoas, e isso é tido como suficiente para quebras de sigilos, interrogatórios, buscas e apreensões, prisões e confiscos. Após promover uma devassa nas pessoas e empresas, no que é conhecido como “fishing expedition”, os dados são vazados para a velha imprensa, que então promove um assassi* de reputações que dá causa a novas medidas abusivas. Conforme vários senadores já notaram, os procedimentos são, comumente, dirigidos aos veículos de imprensa independentes, em evidente tentativa de eliminar a concorrência, controlar a informação e manipular a população brasileira. 

Em um inquérito administrativo no Tribunal Superior Eleitoral, seguindo esse tipo de procedimento, o ministro Luís Felipe Salomão ordenou o confisco da renda de diversas pessoas, sites e canais conservadores, inclusive a Folha Política. A decisão recebeu elogios dos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, e vem sendo mantida pelo atual corregedor, Mauro Campbell Marques. 

A decisão não discrimina os conteúdos e atinge a totalidade da renda dos sites, com o objetivo de levar ao fechamento das empresas por impossibilidade de gerar renda. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a impedir o fechamento do jornal, doe qualquer valor através do Pix, utilizando o QR Code que está visível na tela ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

Há 10 anos, a Folha Política vem mostrando os fatos da política brasileira e dando voz a pessoas que o cartel midiático quer calar.


Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...