quinta-feira, 7 de julho de 2022

Senador petista perde o controle ao ouvir menção a Marcos Valério e alerta Girão: ‘é muito perigoso’


Durante sessão do plenário do Senado, o senador Paulo Rocha, líder do PT na Casa, se descontrolou ao ouvir menção ao depoimento do ex-operador Marcos Valério, que afirmou que há relações entre o Partido dos Trabalhadores e uma grande facção criminosa, além de associar o ex-presidente Lula ao caso Celso Daniel. O depoimento de Marcos Valério foi mencionado pelo senador Eduardo Girão, que falava sobre a abertura de uma CPI para investigar o crime organizado. 

O senador Paulo Rocha pediu a palavra e disse: “Trazer para cá, para o Senado Federal, esses conflitos, inclusive coisas do passado para cá, de 30 anos atrás, é muito perigoso, Senador Girão, principalmente a partir de uma informação incompleta e mentirosa da revista Veja. Por isso, eu lhe aconselho – é um conselho de quem está aqui há tantos anos –: se for dessa forma para tratar a política em véspera de eleição, dessa disputa, não é um caminho bom para as nossas relações e para a democracia interna que nós já construímos no Senado Federal”. O senador Paulo Rocha acusou o senador Girão de propagar mentiras e de usar “formas baixas de política”. 

O senador Eduardo Girão respondeu, apontando que apenas mencionou uma notícia, e defendeu que os fatos sejam apurados. Girão disse: “Eu tratei com o maior respeito uma matéria que saiu num grande veículo de comunicação nacional. E acredito que o Senado não pode jamais fazer o papel daquele macaquinho surdo, cego e mudo. Nós precisamos, sim. Inclusive, a Câmara dos Deputados está fazendo, numa Comissão, um debate sobre isso, trazendo, convidando o Sr. Marcos Valério. Por que a gente não poderia, sem espetáculo, apenas buscar – é o nosso papel – a verdade para a nação?”. O senador também corrigiu a afirmação de Paulo Rocha de que Lula teria sido inocentado, apontando que houve apenas uma anulação de atos processuais. 

O senador Plínio Valério fez uma observação: “Todo mundo agora é inocente, mas quem corrompeu está preso, porque corrompeu. Se corrompeu, corrompeu alguém. Esse alguém é um corrupto, que deveria estar preso. Então, sem entrar no mérito, entre o Paulo e o Girão, é só para dizer que chama a atenção, essa jabuticaba brasileira, onde os corruptores vão presos e os corruptos são libertados”.

Investigações seletivas estão comuns no País. No Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes conduz inquéritos sigilosos contra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Em um desses inquéritos, a sede da Folha Política foi invadida e todos os equipamentos do jornal foram apreendidos. Após a Polícia Federal atestar que não havia motivos para qualquer indiciamento, o inquérito foi arquivado a pedido do Ministério Público, mas o ministro abriu outro inquérito de ofício e compartilhou os dados do inquérito arquivado. Atualmente, a renda do jornal está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em atitude que foi elogiada pelos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Há mais de um ano, toda a renda de jornais, sites e canais conservadores está sendo retida, sem qualquer base legal. 

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