sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Bolsonaro, advogados, deputados e jornalistas reagem à ‘carta’ da USP e denunciam hipocrisia e manipulações


Os atos de leitura de cartas com uma suposta defesa da democracia, em especial o ato na USP, foram alvo de críticas e de comentários por parlamentares, juristas e cidadãos, que questionaram os proponentes e os defensores da carta, e apontaram o silêncio eloquente dessas pessoas face a reais violações de direitos que afrontam a democracia. 

O presidente Jair Bolsonaro argumentou: 

“- Acredito que a "carta pela democracia", que foi lida na micareta do PT, teve algumas de suas páginas rasgadas, principalmente nas partes em que deveriam repudiar o apoio, inclusive financeiro, a ditaduras como Cuba, Nicarágua e Venezuela, bem como o controle da mídia/internet.

- Do contrário, assinar uma carta pela democracia enquanto apoia regimes que a desprezam e atacam os seus pilares tem a mesma relevância que uma carta contra as drogas assinada pelo Zé Pequeno, ou um manifesto em defesa das mulheres assinado pelo Maníaco do Parque.

- O Brasil já tem sua carta pela democracia: a Constituição. Essa é a única carta que importa na garantia do estado democrático de direito, mas foi justamente ela que foi atacada pelos que agora promovem um texto paralelo que, para efeitos legais, vale menos que papel higiênico.

Das duas uma, ou a esquerda repentinamente se arrependeu de suas ameaças crônicas à nossa democracia, como os esquemas de corrupção, os ataques à propriedade privada e a promoção de atos violentos, ou trata-se de uma jogada eleitoral desesperada. O golpe tá aí, cai quem quer”.

O comentarista político Roberto Motta afirmou: 

“A "Carta pela Democracia" da USP é apenas um bilhete de amor ao sistema digital de votação, nada mais. Ela IGNORA a violação do sistema acusatório, inquéritos abertos de ofício por tribunais, proibição de advogados acessarem os autos, violação da imunidade parlamentar, prisão por cortes superiores de quem não tem foro especial e violação do princípio da reserva legal. Isso porque a carta foi escrita por JURISTAS. É um bilhete político-partidário, produzido para apoiar a narrativa que transforma um sistema digital de votação em sinônimo de democracia. O documento pode ser tudo - menos uma carta em defesa da democracia”.

Motta ironizou: “Pessoa choraminga o autoritarismo de um regime de 60 anos atrás que ela não viveu, aplaude o totalitarismo de Cuba e Venezuela, acha socialismo uma coisa fofa, grita Loola lá, depois assina cartinha democrática e pensa que ninguém está notando”

O deputado estadual Gilberto Silva criticou: “Carta em defesa da democracia. É uma piada, onde estava essa carta, quando a constituição foi rasgada várias vezes por quem deveria defendê-la? Cadê o povo que não está participando dessa carta ? Só alguns artistas que perderam a mamata”.

O escritor Bernardo P Küster foi enfático: “Cartinha pela Democracia que ignora completamente a terrível violência política e jurídica de ministros do STF/TSE vale o mesmo que aquilo que o gato enterra”.

O vereador Nikolas Ferreira condensou: “Resumindo a tal carta pela democracia: os bancos querem o fim do pix, os sindicatos a volta do imposto sindical, os artistas a volta da lei rouanet e os idiotas a volta do ladrão. A verdadeira Carta pela Democracia será assinada por VOCÊ no dia 7 de Setembro com a sua presença nas ruas, pela INDEPENDÊNCIA DO BRASIL”.

O presidente do MP Pró-Sociedade, Silvio Miranda Munhoz, assestou a hipocrisia dos apoiadores da carta: “Não é de hoje que o pessoal comuno/socialista/progressista se apropriou da palavra "democracia" como de tantas outras, logo eles que são fãs de uma ditadurazinha…”.

A professora Paula Marisa sintetizou: “Sem liberdade de expressão, não existe democracia”.

O jornalista Kim D. Paim provocou: “Agora que a Carta do Lula fracassou, qual é o próximo plano do PT? Fumar o cachimbo da paz com os artistas? Fazer uma tatuagem junto com a Anitta?”.

O empresário e comunicador Marcelo de Carvalho, dono da RedeTV!, divulgou um vídeo em que ironizou a “defesa da democracia” que não defende os princípios da democracia. No vídeo, ele diz: 

“Muito se falou hoje sobre a ‘carta da democracia’. Eu quero manifestar o meu apoio total à democracia, mas quero deixar bem claro qual é o tipo de democracia que eu estou falando. Até porque é binário: ou você é a favor da democracia, ou você é a favor do totalitarismo, da ditadura. 

Para mim, ser a favor da democracia é rejeitar os regimes assassinos, como Venezuela, ou Cuba, por exemplo. É repudiar os regimes dos ditadores, que tentam deixar os seus países na miséria para se perpetuar no poder e viverem, eles e seus amigos, como nababos. É rejeitar o roubo, a corrupção sistêmica, o suborno, a propina, o privilégio a grupos econômicos dos amigos. O crime. 

Ser a favor da democracia, para mim, é repudiar totalmente a censura e a opressão às liberdades de expressão. É ser contra o controle da mídia e o cerceamento a qualquer tipo de opinião, mesmo aquela opinião que é contra o sistemão.

É ser contra a minoria não ser respeitada, mas também é ser contra que ela, minoria, queira impor a sua vontade a todos os demais. Ser a favor da democracia, para mim, finalmente, é ser contra qualquer processo de escolha dos nossos representantes que não seja direto, claro e transparente. 

Se vocês também são a favor da democracia mas são contra tudo o que eu elenquei, pode mandar a carta para mim, eu assino na hora”.

Marcelo de Carvalho divulgou o Manifesto pelas Liberdades, capitaneado pelo grupo Advogados de Direita Brasil, que lembra que sem liberdade não há democracia, e denuncia a permanência de inquéritos ilegais e inconstitucionais que visam impor a ditadura do pensamento único. 

O escritor Eduardo Matos de Alencar avaliou: “Completamente irrelevante o evento em defesa da democracia. Nem dois ou três liberais com algum restolho de alcance no twitter conseguiram fazer a coisa repercutir por aqui. Imagina o que o povão acha desse convescote de gente fresca, afetada e em crise de meia idade”.

Fabricio Rebelo, em resposta a Eliane Cantanhêde, argumentou: “Num verdadeiro ‘Estado de Direito’ não existe inquérito sigiloso, muito menos instaurado de ofício e atropelando o órgão acusador. Não existe, também, crime de opinião e ninguém vai preso sem ter sequer um crime definido. Mas isso, claro, no ‘Estado de Direito’”.

O Deputado Federal Sanderson, policial federal, confrontou: “Não lembro de nenhuma carta acadêmica denunciando a roubalheira promovida por Lula e sua camarilha. Hipócritas indecentes”.

O deputado federal José Medeiros comparou: “O maior respeito que um cidadão pode demonstrar à democracia é não votar em quadrilha”. O deputado acrescentou: “Ver a CUT, PT, MST, UNE e demais xeleléus de ditaduras, assinando carta defendendo democracia é o mesmo que o comando vermelho assinar uma carta pedindo o fim da violência”.

A procuradora aposentada e deputada federal Bia Kicis foi contundente: “Falo como advogada, procuradora de Estado, parlamentar e 1ª mulher a presidir a CCJ da Câmara: a carta pela democracia da USP foi assinada por quem não defende a democracia e não respeita a Constituição. Do contrário, não apoiariam censura, inquérito ilegal e prisão de parlamentar por palavras”.

O presidente do PTB de São Paulo, Otávio Fakhoury, diagnosticou: “HISTERIA COLETIVA - Assinaram cartinha pela ‘democracia’, mas apoiam quem comprou votos no Congresso, quem praticamente escravizou médicos cubanos no Brasil, quem sustentou com $$ ditaduras em Cuba e Venezuela, quem comemorou a censura e banimento dos seus oponentes políticos! Lembrando a esses hipócritas histéricos: voto comprado não é democracia, trabalho escravo tbem não, muito menos a censura e ataque à liberdade de expressão. Vão ser cínicos e hipócritas assim lá no raio que os parta!”.

O advogado Dário Júnior questionou: “Por qual razão havia bandeiras de CUBA naquela manifestação “em defesa da democracia” brasileira? Que lições o regime cubano tem para dar ao povo brasileiro?”.

O investidor Leandro Ruschel apontou: “Novamente, a imprensa mentiu e enganou o público! Agora, ela mesma confessa. A carta lulista não foi uma "reação" às críticas de Bolsonaro ao sistema eleitoral, mas sim um movimento de oposição organizado há mais de ano. Quem poderia imaginar?”.

André Porciuncula, capitão da Polícia Militar da Bahia e Ex-Secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura - Lei Rouanet, desaprovou: “A tal da carta pela democracia, feita para defender o chefe de uma facção criminosa, que assaltou os cofres públicos para financiar um projeto de poder totalitário, é a prova cabal de que para essa gente democracia é um porrete retórico, sem qualquer conexão com a realidade”.

A advogada Flávia Ferronato sugeriu: “Acho que parlamentares de direita deviam pedir auditoria nas assinaturas da Carta. Onde estão as 900 mil pessoas??”. 

Ferronato acrescentou: “Sim, a democracia está em risco. Temos advogados sem acesso a inquéritos; Temos perfis derrubados; Temos crimes de opinião; Temos prisões políticas. E é contra a falta de liberdade que lutamos! Sem liberdade não há democracia!!”

O deputado estadual Anderson Moraes desabafou: “O fiasco do evento da "democracia" e "estado de direito" com apoio de drog**, maco**, cheir**, corruptos, etc, revela que o poder das narrativas da mídia está em frangalhos e que a esquerda não é mais hegemônica na batalha cultural! Vamos vencer os ditadores "democratas"!”.

Ao publicar um vídeo do presidente Jair Bolsonaro, Elisa Brom comentou: “Constituição Federal do Brasil. Art.1º - parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente,nos termos desta Constituição. Essa é a verdadeira Carta,o resto é só balela”.

O ex-ministro Ricardo Salles brincou: “evento em que foi lida a cartinha do Papai Noel juntou 50 tons de vermelho… De ex-guerrilheiros, MST e rouanetes até habilidosos pilotos de patinete elétrico, faria lulers e a mais tradicional elite esquerda caviar parisiense, mas via Skype é claro …”

O deputado Marco Feliciano disse: “A cartinha pela "democracia" tem importância pra eles, não pelo conteúdo, mas pelas pessoas que assinam. Pois pra eles, a elite tem mais importância e relevância que o povo. Desprezam o cidadão comum, o povo anônimo, veneram a elite e cultuam a fama. Nós amamos o Brasil!”

O engenheiro Alexandre Lacerda sugeriu: “Quer saber quem está contra o Brasil? Quem está ao lado da desordem democrática, das tiranias do STF e seu ativismo judicial? Quer saber quem deixou de ganhar benesses milionárias da ORCRIM petista? Quer saber quem é mancomunado com bandido? Veja quem assinou a cartinha da USP”

O deputado federal Paulo Eduardo Martins foi incisivo: “Lula declara apoio a Nicolas Maduro, louva Hugo Chaves e seu projeto socialista. A dupla gerou miséria e destruiu a democracia na Venezuela. O pessoal ‘do bem’ jura que esse mesmo Lula vai salvar a democracia no Brasil.  Ele assinou a carta”.

O senador Flávio Bolsonaro publicou uma foto de Lula e Dilma com notórios ditadores e alfinetou: “Carta de manifesto de ditadores contra a ditadura! ‘Por meio desta, manifesto ser contra a ditadura… dos outros!’ Não se meta na minha…”.

O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, satirizou: “Eleições 2022: esquerdistas assinarem a carta da ‘democracia’ é como Suzane Richthofen festejar o Dia dos Pais. Só não enxerga quem não quer! Resumindo a carta da ‘democracia’: os bancos querem o fim do PIX, os sindicatos a volta do imposto sindical, os artistas de volta a lei Rouanet e os idiotas querem de volta a corrupção!”.

O escritor Flávio Gordon ironizou a faixa estendida na faculdade de direito, dizendo: ““Estado de direito sempre”. Vão dizer isso aos réus em inquéritos ilegais, cujos advogados de defesa estão há mais de dois anos sem acesso aos autos”. 

O vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, declarou: “Quem assina a tal carta: sindicatos com saudade da contribuição obrigatória descontada em folha do trabalhador, esse cara de pau aí [Lula], seus asseclas, gente com vontade de acabar com o pix, artistas da lei Rouanet e outros úteis. Precisa desenhar?”.

Thiago Gagliasso comentou: “

- Apoia movimentos invasão de propriedade privada✅

- Quer regulamentar a mídia/internet e meios de comunicação✅

- Apoia ditaduras como Cuba e Venezuela✅

- Apoia partidos comunistas✅

Um arromb* desses assinar uma ‘carta pela democracia’ chega ser um deboche”. 

O engenheiro Daniel Pereira convocou: “Ontem a turma que assaltou o país assinou a carta pela volta da corrupção, dia 07 vamos ensinar nas ruas como se defende a nação”.

Filipe G. Martins, Assessor Especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, reprovou: “Devem achar que o povo é muito idiota para se apresentarem como democratas enquanto apóiam um candidato que anulou o Legislativo (Mensalão); promoveu o trabalho escravo (Mais Médicos); apoiou regimes ditatoriais; e corroeu todas as instituições com corrupção e aparelhamento”.

No contexto atual do Brasil, muitas pessoas estão sendo tratadas como sub-cidadãos, pelo simples motivo de terem manifestado apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Por expressarem suas opiniões, são alvo de CPIs, de inquéritos secretos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, ou são vítimas de medidas arbitrárias como prisões políticas, apreensão de bens, e exposição indevida de dados, entre outras. Direitos e garantias fundamentais foram suprimidos e as  pessoas são perseguidas sem direito ao devido processo legal.

No chamado ‘inquérito do fim do mundo’, e nos inquéritos dele decorrentes, já houve: prisões políticas sem que houvesse sequer indiciamento das pessoas presas; imposição de uso de tornozeleira eletrônica e ‘prisão domiciliar’ em endereço diferente de onde as pessoas moravam; quebra de sigilo de parlamentares, inclusive de um senador; quebra de sigilos de pessoas e empresas, inclusive de veículos de imprensa; censura de veículos de imprensa e de parlamentares; bloqueio de redes sociais de jornalistas, veículos de imprensa e parlamentares; buscas e apreensões em empresas, residências - inclusive de um general da reserva -, residências de familiares, e gabinetes de parlamentares; proibição de contato entre pessoas, que muitas vezes, nem se conhecem; proibição a parlamentares de concederem entrevistas; intervenções no comando de partido político; entre outras. 

A totalidade da renda da Folha Política, assim como de outros canais e sites conservadores, está sendo confiscada a mando do ex-corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, com o apoio e aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 13 meses, todos os rendimentos do jornal estão sendo retidos sem justificativa jurídica. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode nos ajudar a continuar nosso trabalho, doe qualquer valor através do Pix, usando o QR Code que está visível na tela, ou com o código ajude@folhapolitica.org

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