sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Bolsonaro chama de ‘inacreditável’ decisão de Moraes sobre comemoração da Independência: ‘ordem absurda não se cumpre’


O presidente Jair Bolsonaro foi informado pelo jornalista Rodrigo Constantino, durante sua participação no programa Pânico, de que o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, proibiu a veiculação de uma campanha de comemoração do bicentenário da Independência do Brasil, alegando que o uso das cores verde e amarelo teria um “viés político de campanha”. 

O presidente ouviu a notícia do jornalista Rodrigo Constantino, de outros participantes do programa da Jovem Pan e ficou incrédulo. Ele disse: “Olha, nós vamos comemorar com verde e amarelo nas ruas. Eu convoco a população, convido, a participar com verde e amarelo, cores da nossa bandeira”. O presidente acrescentou: “é inacreditável”.

Bolsonaro questionou a fonte da notícia, e ao ouvir trechos da decisão, disse: “bem, nós vamos desfilar de verde e amarelo, são as cores da nossa bandeira. 200 anos de independência, e vai marcar também uma eternidade de liberdade para nós. Então, as cores verde e amarela são do Brasil. Ordem absurda não se cumpre. Se for verdadeiro isso aí, ordem absurda não se cumpre e ponto final”. 

O presidente convidou a população para a comemoração em Copacabana, e disse: “o pessoal vai estar lá, de verde e amarelo, comemorando a nossa independência e a nossa liberdade”. 

Na decisão de Alexandre de Moraes, o ministro vetou a veiculação de uma campanha publicitária, alegando que as cores verde e amarelo “trazem consigo símbolo de uma ideologia politica”. O ministro alegou: “Há um viés político de campanha, conforme se extrai de vários trechos das peças publicitárias (...). Trata-se de slogans e dizeres com plena alusão a pretendentes de determinados cargos públicos, com especial ênfase às cores que trazem consigo símbolo de uma ideologia política, o que é vedado pela Lei eleitoral, em evidente prestígio à paridade de armas”. 

Nesta toada, o presidente do TSE afirmou: “Nesse cenário, não ficou comprovada a urgência que a campanha demanda, para fins de divulgação durante o período crítico da campanha, que se finaliza em novembro de 2022, momento a partir do qual plenamente possível a comemoração do Bicentenário da Independência”. O slogan da campanha seria “o futuro escrito em verde e amarelo”.

Recentemente, o TSE também proibiu a divulgação de uma campanha de vacinação contra a poliomielite, devido ao período de campanha eleitoral. Da mesma forma, foi proibida a veiculação de vídeos informando aos jovens sobre o alistamento militar. 

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