segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Bolsonaro denuncia arbitrariedades do STF diante de banqueiros, desmoraliza Lula, defende Daniel Silveira e é longamente aplaudido


Em evento na Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o presidente Jair Bolsonaro foi longamente aplaudido ao explicar por que não assinaria a chamada “carta dos banqueiros”, mostrando que a carta foi criada por pessoas que, em suas ações, não defendem democracia alguma. 

O presidente apontou diversos exemplos que mostram que muitos cidadãos brasileiros não vivem em uma democracia, e mostrou que as iniciativas que suprimiram direitos não vieram do poder Executivo, e sim dos aliados dos subscritores da cartinha. 

Bolsonaro lembrou o “inquérito das fake news”, apontando que não existe, no ordenamento jurídico, qualquer previsão desse “crime”. Ele disse: “O que é fake news? Não está tipificado! Como alguém pode ser julgado por fake news?”. O presidente pediu uma reflexão: “onde está a ditadura? Está no Executivo ou está em alguns outros poucos poderes?”. 

O presidente perguntou: “Fui eu que mandei prender deputado?”. Bolsonaro lembrou que o deputado Daniel Silveira permaneceu preso por vários meses, porque a Câmara dos Deputados autorizou a prisão, ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes. 

O presidente lembrou ainda que os subscritores da chamada “carta dos banqueiros” não se manifestaram de nenhuma forma quando os direitos dos brasileiros foram suprimidos a pretexto de combater a pandemia. Bolsonaro lembrou que pessoas foram perseguidas e algemadas em locais públicos, e perguntou: “O que os democratas da carta falaram lá atrás?”. O presidente lembrou ainda que comércios foram fechados e crianças foram proibidas de ir à escola. Bolsonaro disse: “quem quer ser democrata não tem que assinar cartinha, não. Democracia, tem que sentir o que a pessoa está fazendo”. 

O presidente disse: “Falar, todo mundo fala. Fazer cartinha, faz. Como estão os banqueiros se sentindo na Argentina no momento? No que resta da Venezuela?”. O presidente lembrou que os banqueiros têm conhecimento da situação e disse: “nós somos adultos, sabemos o que está acontecendo. Temos obrigação de saber a realidade. Ninguém precisa experimentar de novo algo que não deu certo lá atrás”. 

O deputado Daniel Silveira, mencionado pelo presidente,  é um dos mais emblemáticos alvos da aberta perseguição política promovida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra seus adversários políticos. Mesmo em pleno exercício do mandato parlamentar, o deputado foi preso por palavras proferidas em vídeo, e permaneceu preso por mais de 7 meses. O deputado teve suas redes sociais bloqueadas e foi proibido de conceder entrevistas e participar de eventos públicos. Quando foi libertado, teve que utilizar uma tornozeleira eletrônica e só podia circular em Niterói e em Brasília. Seu patrimônio foi confiscado em multas sem previsão legal, e até seu salário foi diretamente confiscado, além de verbas relativas ao exercício do mandato. O deputado recebeu a graça presidencial após ser condenado, por suas palavras, a uma pena maior que a de muitos autores de crimes gravíssimos contra a vida. Mesmo após a graça, o ministro Alexandre de Moraes segue aplicando multas e punições ao deputado, chegando mesmo a bloquear contas de sua esposa e advogada. 

O assédio ao deputado é parte de um assédio a um grupo de pessoas, tratadas como sub-humanos e cidadãos com menos direitos, por manifestarem suas opiniões livremente e por apoiarem o presidente Jair Bolsonaro. Medidas arbitrárias são tomadas contra essas pessoas, que têm seus direitos e garantias fundamentais desrespeitados. 

Além de ter tido a sede invadida e todos os seus equipamentos apreendidos, no âmbito de um inquérito do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que foi posteriormente arquivado por falta de indícios de crime, a Folha Política, atualmente, tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, com o apoio e o louvor dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 13 meses, todos os rendimentos do jornal estão sendo retidos sem justificativa jurídica. 

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