quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Bolsonaro escancara temor de políticos quanto às Forças Armadas, conluio de sindicatos e ‘revolução’ nos ministérios


O presidente Jair Bolsonaro discursou durante a cerimônia de abertura do Encontro Nacional do Agro, quando enfatizou a importância da escolha de ministros comprometidos com o desenvolvimento do Brasil e não através de compromissos políticos, como fizeram os governos petistas ao “lotear” ministérios. O presidente exemplificou com o caso dos ministros do Meio Ambiente, que eram vistos como contrários ao agronegócio. Bolsonaro disse: “Quando Salles assumiu como ministro do Meio Ambiente…o ministro era sempre visto como um inimigo nosso. O homem do campo não tem que temer chegar lá alguém do Ministério do Meio Ambiente, mas temia no passado. As multas reduziram drasticamente. Alguém tem saudade de Zequinha Sarney, Carlos Minc, Marina Silva? Esse pessoal quer voltar. Quem retorna com ‘essa’ pessoa no governo?”

O presidente explicou que os ministérios de todas as áreas eram loteados. Ele disse: “Até mesmo as nossas Forças Armadas. Escolhemos como ministros da Defesa oficiais generais de 4 estrelas. Tinha gente que não entendia nada, que nunca pegou em uma pistola (...). Essa maneira de tratar o Ministério da Defesa não começou agora, começou no final do milênio passado [governo FHC - Fernando Henrique Cardoso]. Eles sabem que as Forças Armadas são o último obstáculo para o Socialismo, por isso o ataque, por isso a criação da defesa em 1999. Não por uma necessidade militar, mas por uma imposição política para tirar os militares da mesa de negociação”.

O presidente disse: “De vez em quando, me atacam: ‘Tem muito militar no governo’. Se o povo quisesse ladrão, tinha votado na esquerda lá atrás. Tenho competência ou não tenho? Eu vou na Bíblia: Ele capacita os escolhidos. Uma coisa importante para nós é a verdade, é o João 8:32. Não podemos abrir mão da verdade. Quem não quer fidelidade, não case”

Bolsonaro questionou: “É difícil entender o que esses caras querem? Esses caras do outro lado ou são radicais, servidores públicos, ou sempre foram criados em sindicatos. O golpe democrático em sindicatos começou no Governo Temer, sobre a contribuição sindical. Vai ser voluntária. Em nosso governo, continuou. Os sindicatos perderam a sua força. Os sindicatos de cor vermelha. Nos sindicatos do lado de cá, os seus líderes também têm as mãos calejadas. Do lado de lá, não”.

Este vídeo mostra o presidente da República, eleito democraticamente pelo povo brasileiro, em evento com representantes do agronegócio. A renda deste vídeo e de todos os outros da Folha Política está sendo confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, com respaldo e apoio de Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. O ministro decidiu, de forma monocrática e em um inquérito administrativo, confiscar toda a renda da empresa, a pretexto de impedir a divulgação de discursos que não lhe agradam. Sem a renda, a empresa em breve não poderá mais manter sua estrutura em funcionamento, cumprir seus compromissos financeiros e pagar seus colaboradores.  Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a evitar que o jornal seja fechado, doe por meio do PIX cujo QR Code está visível na tela ou por meio do código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

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