quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Bolsonaro faz grave alerta ao citar prisões e condenações de cidadãos, censura e perseguições em Cuba e na Nicarágua


Em sua live semanal, o presidente Jair Bolsonaro falou da importância de fazer comparações para avaliar a própria situação, assim como a do país. O presidente disse que é necessário comparar “para ver se o governo está indo no caminho certo, ou não. Se tem que mudar, ou não”.

Bolsonaro apontou que “a esquerda tem crescido muito no mundo”, e chamou a atenção para as violações de direitos fundamentais que ocorrem em Cuba. O presidente disse:”Em julho de 2021, um ano atrás, Cuba teve manifestações. O povo foi pra rua pedindo liberdade. Vamos lembrar que Cuba é o paraíso da petralhada. Começaram agora a sair as penas para o pessoal que foi a essas manifestações”. O presidente deu alguns exemplos de penas absurdas a pessoas que exerceram seu direito universal à manifestação. 

Bolsonaro disse: “o cara que disputa as eleições não fala nada sobre isso. Com toda certeza apoia”. O presidente ironizou: “aí vai o picareta assinar o manifesto pela democracia”. Bolsonaro lembrou ainda que, “na Nicarágua, o ditador Ortega tem fechado igreja, tem fechado rádios católicas, e obviamente está censurando a mídia”. O presidente também mencionou que Lula fez campanha para o atual presidente da Colômbia, que já iniciou seu programa esquerdista. Bolsonaro apontou: “é isso que acontece nos países que resolvem ir para a esquerda”, lembrando que os ditadores “são integrantes do Foro de São Paulo”.

O presidente falou sobre a situação econômica da Argentina e lembrou: “em julho de 2019, o sr. Alberto Fernandez era candidato. Do outro lado tinha o Macri. O Fernández visitou o Lula na cadeia em Curitiba. Também, o Lula é ligado à Cristina Kirchner”. 

O presidente lembrou que há tempos alerta para o risco de ter que criar uma operação Acolhida para a Argentina, e disse: “peço a Deus que esteja errado aqui”. O presidente explicou que a operação Acolhida recebe venezuelanos que fogem da miséria. Bolsonaro disse: “a Venezuela é o país mais rico do mundo em petróleo. Devia ser um oásis, mas é um dos povos mais pobres do mundo. O povo venezuelano é mais pobre que o haitiano. Olha a que situação chegou a Venezuela”. Bolsonaro resumiu: “o socialismo não perdoa ninguém”. 

Bolsonaro pediu uma reflexão: “Alguns falam aqui no Brasil, “todo poder emana do povo”. Alguém acha que o povo venezuelano não quer democracia?”. Ele lembrou que o povo brasileiro tem que escolher o que acha melhor para o país, e pediu que o povo escolha como achar melhor, “mas faça comparações”. 

Assim como em Cuba, no Brasil cidadãos também estão sendo presos por exercerem seus direitos fundamentais à manifestação e à liberdade de expressão. Pessoas são presas sem direito ao devido processo legal, são alvo de inquéritos ilegais e têm seus bens apreendidos e confiscados, além de serem censurados. O ataque a cidadãos e empresas privadas, desrespeitando direitos e garantias fundamentais, tem se tornado cada vez mais comum, em CPIs e também nas altas cortes do País. Sem justificativa jurídica, o ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, decidiu confiscar a renda de sites e canais conservadores, para destruir empresas privadas das quais discorda. A decisão, que incluiu a Folha Política, confisca todos os rendimentos da empresa, e teve o apoio e aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 13 meses, toda a renda do nosso trabalho é retida sem qualquer justificativa jurídica. “Marcar” pessoas e fechar empresas por motivações políticas são atitudes que já foram observadas na História, mas nunca em democracias. 

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