terça-feira, 2 de agosto de 2022

Bolsonaro reage à ofensiva internacional envolvendo Amazônia: ‘O mundo todo está indo para a esquerda e querem o Brasil’


No decorrer de entrevista concedida a uma rádio gaúcha e transmitida por suas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro retrucou ataques de procedência internacional, respaldados pela velha imprensa brasileira, no que concerne ao papel do Brasil no contexto da proteção da Amazônia, na implementação de políticas ambientais efetivas e no desenvolvimento de políticas energéticas sustentáveis.

O chefe de Estado pontuou: “Pouca gente sabe, no Brasil, que as florestas na França estão ardendo. Também em Portugal, na Itália, na Califórnia. Só pega fogo no Brasil? Dois terços de nosso território estão como quando Cabral chegou aqui, em 1500. Emitimos menos de 3% dos gases do efeito estufa no mundo. O Brasil é um exemplo. Há contratos saindo da prancheta, vamos produzir, na costa do Nordeste, energia limpa. Eólicas off-shore, aquelas torres no mar. Vamos produzir, em energia, 50 vezes o equivalente à Itaipu Binacional. Via hidrólise, vamos buscar o hidrogênio verde. Vários países estão em contato conosco tratando desse assunto. Ou seja, somos solução e exemplo para o mundo”.

Nesta toada, o mandatário salientou o elemento “politiqueiro” de tais distorções: “Esses ataques têm a ver com a questão comercial em si. Tirar governos. O mundo todo está indo para a esquerda e querem, obviamente, que o Brasil vá para a esquerda, também. Um candidato [Lula] falou que, quando for presidente, será desmatamento zero. Fui ver os primeiros três anos desse cara, quando foi presidente, e comparei com o meu. O desmatamento foi mais que o dobro do meu governo. O Brasil é uma potência. A presidente da Organização Mundial do Comércio saiu da minha sala e falou lá fora: ‘O mundo, sem o Brasil, passa fome’. O mundo, não querendo que eu fosse conversar com o Putin e, aqui, sendo massacrado pela imprensa tradicional brasileira”.

Ademais, Bolsonaro ressaltou recentes resultados amealhados pelo Ministério das Relações Exteriores: “Fiz contato com o Putin e aportaram 27 navios com fertilizantes. Temos garantida a nossa produção. Estamos trabalhando, desde o ano passado, desde antes da guerra da Ucrânia, para podermos tirar potássio em reservas indígenas, também. Temos fertilizantes para nós e para outros países por 100 anos (...). Nas questões de soberania nacional, o Estado tem de entrar. Queremos fazer negócios com países outros que possam agregar valor aqui no Brasil, não exportar in natura, pois sabemos que um dia isso vai acabar”.

A Constituição Federal determina, em seu art. 5º, inciso LIV, que “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”. No entanto, o ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, mandou confiscar, em decisão monocrática em inquérito administrativo, a renda de canais e sites conservadores, como de Bárbara, do canal Te Atualizei, e da Folha Política. 

A decisão do ministro, que recebeu o respaldo e o apoio de Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, confisca toda a renda dos canais, sem qualquer distinção segundo o tipo de conteúdo, o tema, a época de publicação ou qualquer outro critério. Há mais de 13 meses, toda a renda do nosso trabalho é retida sem qualquer justificativa jurídica.

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