terça-feira, 23 de agosto de 2022

Luciano Hang, empresários, políticos e jornalistas se pronunciam após operação da PF a mando de Moraes, do STF


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mandou a polícia federal fazer buscas e apreensões nos endereços de oito empresários que participam de um grupo de Whatsapp. Além das buscas e apreensões, o ministro também ordenou o bloqueio de contas bancárias dos empresários, o bloqueio de redes sociais e a quebra dos sigilos dos empresários. 

O empresário Luciano Hang, um dos alvos da operação, disse: 

“Tem um ditado que diz: se você rasga um travesseiro de penas e começa a sacudir, as penas voam e você nunca mais consegue reuni-las novamente. Quando uma mentira é contada sobre você, mesmo depois de desmentida, nem sempre a verdade se restabelece para todos. Hoje, fui tratado novamente como um bandido! Estava trabalhando, às 6h da manhã, na minha empresa, quando a Polícia Federal chegou, claramente constrangidos. Uma matéria fora de contexto e irresponsável me colocou nessa situação. Por causa dela, uma narrativa e uma mentira foram criadas. Eu nunca falei sobre golpe, minha fala em determinado grupo de whatsapp foi a seguinte: “Mais 4 anos de Bolsonaro, mais 8 de Tarcísio e aí não terá mais espaço para esses vagabundos”, me referindo aos maus políticos deste país. Sempre defendi a democracia, a liberdade de expressão e opinião. Estou tranquilo, porque não tenho nada a temer e estou com a verdade ao meu lado. Agora, corro o risco de perder minhas redes mais uma vez. Um absurdo, baseado em uma informação distorcida e falsa. Em conversa com o Jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, autor da matéria que estão usando como base para essa operação, admite que eu nunca falei sobre golpe”.

O empresário Luciano Hang também divulgou um áudio de sua conversa com o “jornalista” Guilherme Amado, em que o jornalista admite que incluiu o nome de Hang na matéria sem que ele tivesse feito qualquer menção a golpe. 

O senador Flavio Bolsonaro disse: 

“É insano determinar busca e apreensão sobre empresários honestos, que geram milhares de empregos, alguns conhecidos de ministros do STF (que sabidamente jamais tramariam “golpe” nenhum) por dizerem que preferem qualquer coisa ao ex-presidiário, numa conversa privada de WhatsApp. Essa operação foi a favor ou contra a democracia?

Agora está sendo contra uma pessoa do seu lado, amanhã será contra você, seja empresário, empregado, parlamentar, jornalista…

Conheço empresários com medo de se posicionarem nessas eleições. Que isso os una, pelo bem do Brasil!”

O presidente do Mises Brasil, Helio Beltrão, alertou: “Tem gente que não quer ver que o regime de exceção chegou. Triste demais. Busca e apreensão por fazer parte de grupo de whatsapp. Nesta lista há gente que estava no grupo e não falou nada, mas estão sendo perseguidos apenas por serem bolsonaristas e fazerem parte do grupo. Vergonha deste país”.

O procurador Marcelo Rocha Monteiro disse: “Um regime em que a polícia é enviada para a casa de pessoas pelas opiniões políticas que elas emitem PUBLICAMENTE é um regime AUTORITÁRIO. Mas um  regime em que a polícia é enviada para a casa de pessoas pelas opiniões políticas que elas emitem em GRUPOS PRIVADOS (de Whatsapp, por exemplo) é um regime TOTALITÁRIO. Não queremos o primeiro, muito menos o segundo”. O procurador acrescentou: “Juridicamente absurdo. Politicamente inaceitável”.

A deputada federal Bia Kicis disse: “Se você não se indigna ao saber que a PF está fazendo busca e apreensão na casa de 8 grandes empresários brasileiros por ordem do Xandão em razão de mensagens trocadas em  grupo de WhatsApp, você não apoia a democracia”.

O jornalista Renato Barros explicou: “Luciano Hang e outros empresários são alvos de operação da PF a mando do Xande. Muitas vezes tem funcionado assim. A imprensa define o alvo e constrói a narrativa. Randolfe (rede) ou aliados acionam o STF anulando a PGR. O STF usa os inquéritos abertos pra pegar os denunciados”.

O advogado Marco Antonio Costa lamentou: “A realidade supera a ficção: Alexandre de Moraes não tem limites. Agora usa conversas de grupos de WhatsApp vazadas e persegue os seus integrantes. Qualquer pessoa que defenda esta postura não tem compromisso com a moral e com o Estado de Direito”.

O advogado Pierre Lourenço, diretor jurídico do Instituto Nacional de Advogados (INAD), lamentou: “Mais um absurdo praticado pelo min. Alexandre de Moraes, presidente do TSE, que ordenou busca e apreensão com base em matéria jornalística que divulgou conversa privada entre particulares. Vivemos num estado de exceção e policialesco, onde se tornou comum o abuso de autoridade”.

O escritor Flávio Gordon publicou um print de uma matéria da velha imprensa e comentou a manchete: ““Trocas de mensagens golpistas”. É esse o crime. Troca privada de mensagens. Com base nisso, pessoas sofreram busca e apreensão, tiveram contas bloqueadas e terão que prestar depoimento. Estamos na URSS”.

O  investidor Leandro Ruschel questionou: “O Procurador-geral Augusto Aras da PGR já se pronunciou sobre a declaração do Senador de extrema-esquerda Randolfo Rodrigues, afirmando que é o Procurador-geral de facto e opera nos inquéritos supremos peticionando diretamente ao ministro?”. O investidor questionou: “Ontem, o presidente afirmou que tudo estava "pacificado" com o Moraes. Hoje, empresários conservadores acordam com a PF nas suas casas e com contas bloqueadas. A pacificação significa a direita na cadeia e a esquerda no poder? É isso?”

A internauta Freu Rodrigues disse: “ATENÇÃO: Alexandre de Moraes determina que PF faça buscas na casa de Hang, do dono do Coco Bambu, entre outros milionários;  Ditadura do TOGAQUISTÃO”.

O escritor Bernardo P Küster relatou: “A mídia alimenta dia a dia o ativismo judicial de ministros do STF com versões distorcidas de fatos, que servem, por sua vez, como base para operações ilegais. NENHUM dos empresários alvos da operação da PF tem foro privilegiado. É mais um abuso de autoridade na conta de Moraes”.

O professor de Direito Geovane Moraes analisou: “O STF alterou hoje o posicionamento jurisprudencial em relação à utilização de prints de mensagens de WhatsApp como meio de prova. Até então eram inadmissíveis. Agora cabe ao magistrado, ainda no curso do Inquérito, decidir quais ele deseja ou não que sejam consideradas provas. Decisão do Exc. Sr. Ministro Alexandre de Moraes”.

Henrique Olliveira, cofundador do Movimento Brasil Conservador, perguntou: 

Vamos lá:

- busca e apreensão ✅

- bloqueio dos perfis nas redes sociais ✅

- bloqueio de contas e quebra de sigilo bancário ✅

- investigação no STF de cidadãos que não têm foro na corte ✅

Tudo isso por conversas privadas de WhatsApp.

Que nome se dá pra disso?

O vereador Carmelo Neto disse: “A Polícia Federal, que um dia já esteve na cola do Lula por ter operado o maior esquema de corrupção da história do Brasil, hoje amanheceu na porta de empresários íntegros e honestos. Vocês lembram do Bonner ontem dizendo que o presidente tinha “poderes” dentro da PF?”

O professor Carlos Barros apontou: “Uma mega operação da Polícia Federal por causa de mensagens em aplicativo. Isso não existe no direito brasileiro. Ninguém seria preso no país por mandar mensagem sugerindo tráfico de drogas, homicídio, ou qualquer crime. Não há incentivo ou indução a alguém absolutamente capaz”.

O ex-ministro Rogério Marinho disse: “Vivemos tempos estranhos!! A profecia alegórica de George Orwell em “1984” se materializa na repressão contra conversas em grupos de zap. O grande Irmão tudo sabe e tudo reprime. PF faz busca e apreensão na casa de Hang e outros empresários bolsonaristas”.

A internauta Rubia Melo disse: “Você pode achar que apoia o regime que você quiser, mas se você acha normal empresários serem surpreendidos em suas casas pela PF por causa de uma conversa de WhatsApp, você gosta mesmo é da ditadura. Tempos estranhos no Brasil!”

O deputado Sóstenes Cavalcante afirmou: “Nunca vi no Brasil pedido de busca e apreensão porque alguém SUPOSTAMENTE defende as ditaduras de Cuba, Venezuela e ou Nicarágua. Entenderam…??”

A jornalista Fernanda Salles lembrou: “Estou repetindo exaustivamente desde 2019, quando Toffoli abriu o inquérito das Fake News, que, no quesito liberdade, o Brasil está se transformando em uma nova Cuba! Esse era o nosso maior medo! Estamos vendo nosso pesadelo acontecer diante dos nossos olhos há 3 anos”.

Paulo Figueiredo Filho, jornalista e comentarista da Jovem Pan, advertiu: “Cuidado com o que vocês discutem em grupos de WhatsApp e mesas de bar. Vivemos em um estado policial do Xandão. Não há mais nenhum limite no que podem fazer. Que Deus tenha misericórdia do nosso povo”.

No contexto atual do Brasil, muitas pessoas estão sendo tratadas como sub-cidadãos, pelo simples motivo de terem manifestado apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Por expressarem suas opiniões, são alvo de CPIs, de inquéritos secretos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, ou são vítimas de medidas arbitrárias como prisões políticas, apreensão de bens, e exposição indevida de dados, entre outras. 

No chamado ‘inquérito do fim do mundo’, e nos inquéritos dele decorrentes, já houve: prisões políticas sem que houvesse sequer indiciamento das pessoas presas; imposição de uso de tornozeleira eletrônica e ‘prisão domiciliar’ em endereço diferente de onde as pessoas moravam; quebra de sigilo de parlamentares, inclusive de um senador; quebra de sigilos de pessoas e empresas, inclusive de veículos de imprensa; censura de veículos de imprensa e de parlamentares; bloqueio de redes sociais de jornalistas, veículos de imprensa e parlamentares; buscas e apreensões em empresas, residências - inclusive de um general da reserva -, residências de familiares, e gabinetes de parlamentares; proibição de contato entre pessoas, que muitas vezes, nem se conhecem; proibição a parlamentares de concederem entrevistas; intervenções no comando de partido político; entre outras. 

A totalidade da renda da Folha Política, assim como de outros canais e sites conservadores, está sendo confiscada a mando do ex-corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, com o apoio e aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 13 meses, todos os rendimentos do jornal estão sendo retidos sem justificativa jurídica. Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode nos ajudar a continuar nosso trabalho, doe qualquer valor através do Pix, usando o QR Code que está visível na tela, ou com o código ajude@folhapolitica.org

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