quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Multidão surpreendente aclama Bolsonaro nesta noite, em Curitiba, após pronunciamento para o Agro e 'motociata'


Em um discurso a representantes do agronegócio no Paraná, o presidente Jair Bolsonaro pediu aos presentes que reflitam, voltando no tempo e pensando para onde estava indo nosso país, com os 14 anos de governos petistas. Bolsonaro disse: “algo aconteceu em 2018. Não sou herói e não sou mito. Creio eu que sou instrumento de Deus”. 

O presidente lembrou que não era um parlamentar de destaque, e ninguém poderia esperar sua eleição à Presidência. Bolsonaro disse: “todos nós temos um ponto final e vamos nos apresentar para o Criador, e seremos julgados por nossos atos e por nossas omissões. Estamos sendo provados aqui na terra. Quem nunca teve um momento de insucesso? Duvido. Todos nós passamos por momentos difíceis”. 

O presidente lembrou sua decisão de viajar pelo Brasil, a partir de 2015, e como sua campanha cresceu a partir de então. Ele disse: “eu não sei o que me levou a andar pelo Brasil a partir de 2015. Não sei. Confesso. Uma força sobrenatural. Mas algo me conduzia, rodando pelo Brasil. Aos poucos, pessoas foram se somando. Apareceu, no meio do caminho, o impeachment. Graças a Deus. Mais dois anos de PT e o Brasil já estaria vermelho hoje em dia”. 

Bolsonaro lembrou: “Apareceu uma fac**. Quando eles vêem que não podem nos derrotar no voto ou de outra forma, vai pra eliminação do próximo. A história nos mostra, desde Celso Daniel. Também, se não fosse uma fatalidade, tenho certeza de que Luís Eduardo Magalhães teria sido eleito presidente em 2002. Não esqueçam disso. Ele infartou, ou foi outra coisa que aconteceu?”. 

O presidente relembrou: “Não podemos esquecer que, por ocasião do impeachment, um coronel da força de segurança deixou a Força. Naquele tempo, vocês lembram da panela de pressão em Boston que matou muita gente. Algo iria acontecer em Brasília para justificar o estado de defesa. Temos heróis anônimos por aí”. O presidente afirmou: “aos poucos, a história vem aparecendo, como ela foi de verdade”. 

Ao sair do local, o presidente foi aclamado por uma multidão que lotou as ruas, e saiu do local em desfile em carro aberto. 

O direito à propriedade e o respeito à livre iniciativa têm sido relativizados no Brasil. Para uma “classe” de cidadãos, caracterizados pela velha imprensa como “bolsonaristas”, as garantias e direitos fundamentais estão suspensos. Em CPIs e em inquéritos conduzidos nas cortes superiores, cidadãos e empresas ficam sujeitos a quebras de sigilo, devassas, prisões políticas, buscas e apreensões, e confiscos. As investigações se originam de “relatórios”, “matérias” e “reportagens” produzidos pela concorrência, que são tomados como verdadeiros sem questionamento, assim como depoimentos de testemunhas suspeitas. 

Toda a renda da Folha Política, assim como de outras pessoas e empresas conservadoras, está sendo confiscada, a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em decisão monocrática em um inquérito administrativo. Segundo a velha imprensa, que participa ativamente dos inquéritos e CPIs, a intenção é impedir o funcionamento das empresas ao privá-las de suas fontes de renda. A decisão de Salomão foi elogiada pelos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 13 meses, toda a renda do nosso trabalho é retida sem qualquer justificativa jurídica.

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