quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Senador Eduardo Girão pede civilidade no Senado e lembra ‘CPI do Circo’: ‘festival de barbaridade, de falta de democracia, de desrespeito às mulheres’


Durante sessão de comissão temporária do Senado, o senador Eduardo Girão, ao defender a civilidade entre os senadores, relembrou o triste espetáculo promovido pela CPI da Pandemia, que também ficou conhecida como “CPI do Circo”, ao humilhar cidadãos para promoção política de alguns senadores. 

O senador Girão publicou um vídeo de sua fala e explicou: 

Hoje participei de uma sessão conturbada  na  Comissão Temporária Externa do senado para averiguar a calamidade na travessia de Ferry Boat (portos federais) no Estado do Maranhão, onde serei  membro suplente. Durante meu discurso, salientei a importância de fazermos dessa e das demais comissões um trabalho digno, transparente e sempre de acordo com o que a sociedade brasileira espera de nós senadores: servir desinteressadamente na busca pela Verdade. Citei um exemplo de como NÃO proceder: a CPI da P@andem1a que no ano passado saiu da sua função principal que era investigar o mau uso do dinheiro público nas ações de saúde emergencial em Estados, Municípios e União mas desviou sua função e serviu  para um palanque político vergonhoso antecipando o calendário político desse ano.... Isso sem falar no desrespeito ao contraditório e especialistas, inclusive mulheres,  que tinham opiniões divergentes daqueles que comandavam a comissão e foram praticamente  agredid@s por Senadores do G7 que comandavam a comissão. Não apareceu nenhuma parlamentar ou feminista para defender...Por que será? Por outro lado, tive a honra de participar de outra comissão, a da tragédia de Petrópolis, que fez exatamente aquilo que se espera dos membros da Casa Revisora da República e trouxe soluções e auxílio para os cariocas. Continuarei trabalhando para que a justiça e a Verdade triunfem no Brasil. Paz & Bem!

A chamada “CPI do Circo” dedicou-se a atacar o presidente Jair Bolsonaro e seu governo, deixando de lado denúncias graves de corrupção nos estados, como no caso emblemático do Consórcio Nordeste. Enquanto se recusou a investigar indícios de corrupção com os recursos enviados pelo governo federal para os estados e municípios, a CPI não poupou esforços em humilhar pessoas e empresas que manifestaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro, além de quebrar sigilos sem qualquer fundamentação, vazar dados sigilosos para a imprensa e ameaçar pessoas de prisão. 

O procedimento é o mesmo observado em inquéritos conduzidos em cortes superiores: matérias da velha imprensa atribuem um “rótulo” ou “marca” a um grupo de pessoas, e isso é tido como suficiente para quebras de sigilos, interrogatórios, buscas e apreensões, prisões e confiscos. Após promover uma devassa nas pessoas e empresas, no que é conhecido como “fishing expedition”, os dados são vazados para a velha imprensa, que então promove um assassi* de reputações que dá causa a novas medidas abusivas. Conforme vários senadores já notaram, os procedimentos são, comumente, dirigidos aos veículos de imprensa independentes, em evidente tentativa de eliminar a concorrência, controlar a informação e manipular a população brasileira. 

Em um inquérito administrativo no Tribunal Superior Eleitoral, seguindo esse tipo de procedimento, o ministro Luís Felipe Salomão ordenou o confisco da renda de diversas pessoas, sites e canais conservadores, inclusive a Folha Política. A decisão recebeu elogios dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin.

A decisão não discrimina os conteúdos e atinge a totalidade da renda dos sites, com o objetivo de levar ao fechamento das empresas por impossibilidade de gerar renda. Há mais de 13 meses, todos os nossos rendimentos são retidos sem qualquer base legal. 

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