terça-feira, 30 de agosto de 2022

Senador se levanta e conclama o Congresso a reagir a Moraes: ‘Deuses no Olimpo? Ditadura do Judiciário? Constituição violen* constantemente!’


Durante audiência pública no Senado sobre os inquéritos políticos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal, o senador Guaracy Silveira lembrou a importância da liberdade de expressão, não apenas na Constituição brasileira, mas em qualquer forma de direito. O senador apontou: “todos que assumem um cargo público, principalmente político, têm que jurar cumprir essa Constituição, que é sagrada. Mas nós temos visto essa Constituição sendo violent* constantemente. Isso nos agride. Isso nos machuca. Meus companheiros, meus amigos, não estamos bem, não; de modo que a tirania está sendo instalada no Brasil quando direitos dos mais sagrados nos são tirados”.

O senador apontou o claro aspecto de perseguição política presente nos inquéritos de Moraes, questionando qual é o crime que se diz investigar. Silveira perguntou: “Afinal, o que é fake news? É uma piada que eu lhe mando? Ou quando grandes redes de televisões publicam notícias falsas, aí não é fake news? Aí é notícia?”. O senador exemplificou com notícias falsas que são  comumente divulgadas pela velha imprensa e disse: “Vejam, dão fake news quando eu falo... Quando eu vejo essas notícias falsas infelizmente publicadas pelas grandes redes de comunicação, isso não é fake news? É, de maior alcance do que eu pegar aqui o meu celular e mandar uma mensagem para alguém. Isso é fake news que prejudica o Brasil, a nossa imagem no exterior.

O senador alertou: “Meus companheiros, meus amigos, nós temos o dever de falar a verdade. Quando mentimos, nós estamos destruindo o futuro. E eu tenho medo. Quando o Judiciário, que jurou como nós juramos... Mas nós temos mandatos, a cada quatro anos ou oito anos o povo diz "não" para nós ou "sim". Continuamos ou deixamos nossas castas de Vereador, Deputado Estadual, Federal, Governo, Presidente, Senador. Nós temos mandato, somos escolhidos. Nós estamos pondo deuses no olimpo, no Supremo. Tudo bem, se a Constituição fosse totalmente respeitada, que ficassem cem anos lá, mas não está sendo”. 

O senador Guaracy Silveira declarou: “Vamos viver uma ditadura do Judiciário? Não, meus irmãos, não. Nós temos que ter responsabilidade. Nós juramos, todos nós juramos cumprir esta Constituição. Nosso apelo, não de um Senador apenas, mas de um brasileiro que pensa no futuro: que nós construamos um Brasil em que a liberdade de expressão seja sagrada, que o direito de comunicar seja sagrado, em que o direito de opinião seja sagrado”. Ele fez um apelo: “Então, Senador, precisamos garantir – eu estou com 71 anos – democracia, liberdade e que a Constituição seja cumprida para a geração do porvir, para que o Estado de direito seja preservado”.

O senador afirmou: “Nós temos que procurar construir um Brasil melhor. É isso que nós esperamos. Se querem censurar os nossos celulares, vão violar o art. 220, mas vão censurar também o art. 1º da Constituição, que são as garantias dos direitos individuais, que diz: "construir uma sociedade livre"; parágrafo primeiro, o senhor sabe melhor do que eu, construir uma sociedade livre! Nós juramos isso, por isso nós vivemos, por isso nós lutamos e por isso nós morremos. Construir uma sociedade livre é tudo de que o Brasil precisa, é tudo de que o Brasil precisa”. 

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e pessoas que apenas têm um discurso diferente do imposto pelo cartel midiático vêm sendo perseguidos, em especial pelo Judiciário. Além dos inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, também o ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Felipe Salomão, criou seu próprio inquérito administrativo, e ordenou o confisco da renda de sites e canais conservadores, como Bárbara, do canal Te Atualizei, e a Folha Política. Toda a receita gerada pelo nosso jornal desde 1º de julho de 2021 está bloqueada por ordem do TSE, com aplauso dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 13 meses, toda a renda do nosso trabalho vem sendo retida, sem qualquer previsão legal. 

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