segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Bolsonaro fala sobre recepção do rei Charles e adianta como será seu discurso na ONU


Em entrevista ao SBT, concedida durante sua viagem ao Reino Unido para os funerais da rainha Elizabeth II, o presidente Jair Bolsonaro respondeu a algumas perguntas sobre as relações internacionais do Brasil e adiantou os temas que abordará em seu discurso na cerimônia de abertura da Assembleia-Geral da ONU. 

Sobre seu encontro com o rei Charles, Bolsonaro disse: “a gente está seguindo o protocolo, obviamente. É um momento de consternação, de luto, e somos solidários aos britânicos neste momento, também”. O presidente mencionou que houve “um evento logo mais, um pouco mais demorado, com todos os chefes de Estado”, e que “estamos representando o Brasil nesse momento de dor para nossos irmãos”.

Questionado se trataria de algum assunto específico com o rei Charles, Bolsonaro explicou que o momento é de luto. O presidente disse: “Só se ele puxar o assunto. Eu queria, mas não vou, num momento como esse, buscar tomar a atenção dele. Todas as vezes que me encontrei com ele, o tratamento foi sempre cordial, conversamos sobre a questão do meio ambiente, ele tem uma preocupação muito grande para com isso. Conversa bastante franca, nos entendemos muito bem. Creio que ele goste de mim assim como eu gosto dele”. 

Sobre seu discurso na Assembleia da ONU, Bolsonaro disse que será “semelhante a 2019, onde fomos bastante objetivos, colocando na mesa a posição do Brasil. Hoje o Brasil é uma referência para o mundo na questão ambiental. Ninguém tem uma legislação igual à nossa. Ninguém tem ⅔ do território preservado, que se encontra da mesma forma que estava quando Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil e antes. Pretendo falar alguma coisa, também, sobre energia limpa, no caso hidrogênio verde, em especial o nosso Nordeste, uma potência”.

O presidente prosseguiu: “O Brasil, além de alimentar mais de um bilhão de pessoas ao redor do mundo, abrimos uma porta enorme para as eólicas ditas offshore - em especial no Nordeste. Temos um potencial para 50 Itaipu binacional, onde não só vamos reindustrializar o Nordeste, com energia mais em conta, como podemos ser exportadores de hidrogênio verde. O Brasil é isso. Um país enorme que, no meu entender, não foi muito bem administrado no passado”.

O presidente também falou sobre as conversas com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, que garantiram o fornecimento de fertilizantes para o agronegócio brasileiro. Bolsonaro disse: “em fevereiro, tive três horas de conversa com ele. Vários assuntos foram tratados. De imediato, se fez presente o compromisso dele de não deixar que o canal de fornecimento de fertilizantes fosse cortado. Somos dependentes de fertilizantes, apesar de sermos auto-suficientes. Por problemas internos, não exploramos ainda”. O presidente explicou que os dois governos também estão em tratativas para o fornecimento de diesel da Rússia para o Brasil. Bolsonaro explicou: “Somos dependentes porque em 2014, 2015, começou-se a fazer três refinarias no Brasil. O dinheiro foi desviado e nenhuma foi concluída”. O presidente explicou também que o governo busca alternativas para fazer refinarias no Brasil, preferencialmente pela iniciativa privada, e afirmou que, no caso de uma reeleição, essa questão será encaminhada. 

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