sábado, 3 de setembro de 2022

Bolsonaro faz dura crítica a ‘vagabundos’ que vilipendiam a liberdade dos cidadãos e multidão grita ‘Lula, ladrão, seu lugar é na prisão’


O presidente Jair Bolsonaro discursou durante uma reunião de mulheres no Rio Grande do Sul, quando relembrou sua trajetória e sua decisão de concorrer à presidência, assim como as dificuldades de administrar um país com a brutal oposição de um sistema de poder. 

O presidente lembrou que, com o pretexto da pandemia, os brasileiros experimentaram a vida em uma ditadura. Bolsonaro disse: “Vocês experimentaram um pouco sobre ditadura aqui no Brasil por ocasião da pandemia, viram governadores e prefeitos fechando igrejas. Igreja não se fecha nem em época de guerra. O Brasil, à luz da nossa Constituição, pode viver algum momento de exceção. Que momento seria esse? Uma decretação de um estado de sítio. Mesmo assim: eu mandaria um decreto ao Congresso, eles votariam. Algumas liberdades seriam suprimidas, mas com apoio do Congresso. Se alguma barbaridade fosse feita, eu responderia. Prefeitos e governadores que fecharam igrejas não responderam nada”.

O presidente afirmou que as consequências econômicas da política do ‘fique em casa’ adotada por governadores e prefeitos com o aval do Supremo estão, aos poucos, sendo superadas, mesmo com a oposição de boa parte dos políticos e da velha imprensa. Bolsonaro explicou que conseguiu baixar o preço dos combustíveis. Quando o presidente mencionou que os senadores petistas votaram contra o teto de ICMS para os combustíveis, a plateia gritou: “a nossa bandeira jamais será vermelha”. 

Bolsonaro rebateu ataques à sua gestão, dizendo: “Toda vez que a gente toca fogo num ninho de rato lá em Brasília, o mundo cai na minha cabeça. Tenho agido, como sempre, com bastante zelo. Não sou político que fala. A gente faz. E fazem uma covardia em cima da outra. O que querem? A volta da cleptocracia no Brasil? A volta da roubalheira?”. 

O presidente apontou que uma senadora, que diz representar as mulheres, pediu e obteve a retirada de um vídeo da primeira-dama do ar. Bolsonaro disse: “uma mulher tirou a propaganda dela na TV. Essa mesma mulher, quando foram duas mulheres depor na CPI, elas foram esculachadas por pessoas sem caráter como Renan Calheiros, Omar Aziz e Randolfe Rodrigues. O que essa senadora fez? Nada. Deixou 2 mulheres serem maltratadas”. O presidente ironizou o discurso de ‘mulher vota em mulher’, dizendo: “defender as mulheres na prática, nada”. 

Bolsonaro disse que, embora a economia esteja melhorando, há outro risco para o país, representado por aqueles que querem a cleptocracia de volta. O presidente disse: “mais importante que a própria vida é a nossa liberdade. Vimos há pouco empresários tendo a sua vida devassada, recebendo a visita da Polícia Federal porque estavam privadamente discutindo um assunto”. O presidente apontou: “não é porque tem um vagabundo ouvindo que vai querer tirar a nossa liberdade.  Mais vagabundo é quem dá a canetada após o que ouviu esse vagabundo”. A plateia respondeu aos gritos de “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”. 

O presidente resumiu: “aqui no Brasil tem um cara que deu, a vida toda, pão com mortadela a seus eleitores. E agora, diz que vai dar picanha”. 

A permanência de medidas restritivas arbitrárias impostas por governadores e prefeitos a pretexto de combater a pandemia é um dos sinais de que, no Brasil, os cidadãos não vivem em uma democracia. 

Para um grupo de pessoas e empresas, a tirania ganha contornos de implacável perseguição política e ideológica, e esse grupo “marcado” vem sendo perseguido com medidas arbitrárias, como prisões políticas, buscas e apreensões, censura, bloqueio de redes sociais e confiscos. 

A Folha Política, que já teve todos os seus equipamentos apreendidos a mando de Alexandre de Moraes, atualmente tem toda a sua renda confiscada a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em decisão aplaudida pelos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Segundo a velha imprensa, que participa ativamente dos inquéritos, a intenção é impedir o funcionamento da empresa, privando-a de sua fonte de renda. Há 14 meses, todos os rendimentos de jornais, sites e canais conservadores são retidos sem qualquer base legal. 

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