quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Multidão impressionante vaia o STF durante pronunciamento de Bolsonaro em Copacabana: ‘Esperem para vocês verem se todos não vão jogar dentro das 4 linhas da Constituição’


O presidente Jair Bolsonaro discursou à inacreditável multidão que lotou a praia, o calçadão, a avenida e até o mar de Copacabana, no Rio de Janeiro. O presidente lembrou que o Brasil, mesmo riquíssimo em recursos naturais, nunca atingiu seu potencial. Bolsonaro disse: “faltava acordarmos da letargia, da mentira, das palavras bonitas mas de muita enganação”. O presidente acrescentou: “não sou muito bem educado, falo palavrões, mas não sou ladrão”, e foi aclamado aos gritos de “mito”. 

O presidente falou de feitos de seu governo, em especial no enfrentamento das consequências das políticas impostas por governadores e prefeitos, e apontou que o Brasil vem sendo mostrado como exemplo pelas políticas econômicas que adotou. Bolsonaro disse: “não adianta a esquerda nos atacar. Não estamos do lado da Venezuela, tampouco do lado da Nicarágua, que prende padres, expulsa freiras, e fecha rádios católicas. O  nosso governo respeita a sua carta da democracia, que é a Constituição. O outro lado, que assina cartinhas, não respeita a nossa Constituição”. 

O presidente apontou que sempre defendeu uma imprensa livre, para que o público possa decidir se a imprensa está transmitindo notícias verdadeiras ou não. Bolsonaro disse que seu governo nunca foi favorável a qualquer controle das mídias sociais, e acrescentou: “as mídias sociais vieram para libertar a nossa população”. O presidente acrescentou: “Esperem a reeleição para vocês verem se todos não vão jogar dentro das 4 linhas da Constituição”. A população vaiou longamente o Supremo Tribunal Federal quando ele foi mencionado, e Bolsonaro disse: “o conhecimento liberta, nos faz ganhar alturas, o conhecimento garante a nossa liberdade”. 

O presidente lembrou que, em Brasília, foi acompanhado pelos empresários cujas casas foram invadidas pela polícia federal, e disse: “estamos ao lado dessas pessoas, que tiveram sua  privacidade violada”, e disse que não quer que o mesmo ocorra a mais ninguém. Bolsonaro disse: “queremos que vocês, cada vez mais, tenham liberdade”. 

Bolsonaro disse: “Eu irei para onde vocês apontarem. Teremos um governo muito melhor numa nossa reeleição, com a graça de Deus”. 

A Constituição Brasileira, em seu primeiro artigo, afirma que os fundamentos da República são: a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, e o pluralismo político. No entanto, para um grupo de pessoas, no qual o empresário Luciano Hang foi incluído, esses fundamentos parecem ser relativizados. 

O empresário foi investigado em nos inquéritos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, tendo tido seus sigilos quebrados e até mesmo sofrido busca e apreensão, com base unicamente em uma reportagem que jamais apresentou qualquer comprovação de suas alegações. O empresário processou a repórter e o jornal, e, quando o caso foi analisado por um juiz de direito, reconheceu-se que a reportagem não atendeu ao menor dever de cuidado em averiguar os fatos. 

A Folha Política também foi alvo de inquéritos do ministro Alexandre de Moraes, sofreu busca e apreensão de todos os seus equipamentos, e teve seus sigilos quebrados. Assim como no caso de Hang, os inquéritos se baseiam em “relatórios” e “reportagens” que são tomados como verdadeiros, embora produzidos pela concorrência e sem qualquer compromisso com fatos. 

Com base no mesmo tipo de informação produzida por fontes suspeitas, o ex-corregedor do TSE, Luís Felipe Salomão, mandou confiscar toda a renda da empresa, assim como de outros sites e canais conservadores, com o apoio e elogios dos ministros do STF Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 14 meses, toda a renda do nosso trabalho vem sendo retida, sem qualquer previsão legal.

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