domingo, 18 de setembro de 2022

Paulo Guedes derruba falácias e ataques a Bolsonaro ao apontar resultados extraordinários e comparação com o mundo: ‘crescendo mais rápido e inflação revista para baixo’


O ministro da Economia, Paulo Guedes, em entrevista ao programa A Voz do Brasil, falou sobre a recuperação econômica pós-pandemia, a geração de empregos no mercado formal e informal e o posicionamento do Brasil no cenário econômico mundial. Guedes foi enfático ao fazer uma explanação a respeito de como os governos petistas macularam a economia brasileira: “É importante dizer aos brasileiros o seguinte: Há dias muito melhores à frente. Nós estamos investindo muito mais. Aquilo de que falamos: com privatizações, concessões, licitações, estamos construindo não apenas as rodovias, que é o meio principal de transporte no Brasil. Estamos fazendo, também, ferrovias, hidrovias. Estamos ampliando toda a rede de investimentos em todos os setores através do setor privado. Antigamente, era só o governo que investia. E o governo foi quebrado por administrações anteriores. Quebraram o governo! Empresas estatais quebradas, fundos de pensão quebrados, bancos públicos, com recursos que receberam para emprestar para grandes campeões nacionais, grandes empresas, em vez de cuidar do pequeno e médio”.

Nesta toada, ele explicou como sua visão se distingue da implementada por Lula e Dilma: “Quem gera 75% dos empregos do país são os pequenos bares, restaurantes, lojinhas. É onde o povo vive. Mercados, feiras, etc. O Brasil estava canalizando todos esses recursos para grandes potências empresariais. É o que dizia sempre: são 200 milhões de brasileirinhos atendidos por 6 grandes bancos, 6 grandes empreiteiras, 6 grandes transportadoras. Está errado, isso. Estamos aumentando investimentos para trazer toda uma nova classe média empresarial, pequenos comércios, feiras. Temos 14 milhões de novos pequenos empreendedores. Gente que quer crescer. Começa vendendo uma coisa aqui, uma lojinha ali, vai crescendo. Isso que gera emprego”.

O ministro afirmou que, em 2022, o Brasil terá o menor desemprego dos últimos 15 anos, enfatizando que os empregos foram criados em todos os setores e em todas as regiões. O ministro disse ainda que outra marca histórica foi atingida em 2022: pela primeira vez, o Brasil conta com 100 milhões de pessoas empregadas. “Todos os setores, em todas as regiões, criaram empregos”

Segundo o ministro, o governo havia antecipado que os resultados apontados no início de 2022 estavam abaixo das expectativas e que o crescimento ocorreria. “Nós tínhamos avisado que a política econômica brasileira [seria de] reação - primeiro a pandemia, mantendo reformas estruturais, preservando empregos, salvando vidas, vacinando a população - que isso teria efeito. Nós caímos muito menos do que as outras economias”

O ministro apontou: “Diziam que o Brasil cairia 10%. Na verdade, todos os países avançados acabaram caindo mais do que o Brasil. A Inglaterra caiu 9,7%; a Itália caiu 8,7%; a França, 7,6%, a Alemanha, 5,6%; o Japão, 4,5% e o Brasil caiu 3,9%”.

Paulo Guedes afirmou que estimativas econômicas mais otimistas apontam para uma inflação total de 6,5% ao ano em 2022. “O Brasil está crescendo mais rápido e a inflação está sendo revista para baixo. Já se fala em 6,5%. Pela primeira vez, teremos inflação mais baixa que Estados Unidos, Inglaterra e todos esses países [desenvolvidos]. Então, brasileiros, orgulhem-se”, disse.

O ministro lembrou que o governo federal interveio durante a crise da pandemia. Guedes disse: "A primeira linha de defesa foi exatamente proteger os mais vulneráveis. Antecipamos o pagamento de aposentadorias e bônus para os idosos, ao mesmo tempo que criamos o auxílio emergencial para 68 milhões de brasileiros."

Sobre as perspectivas de inflação e as visões que classificou como "pessimistas" diante do cenário de recuperação de 2022, Paulo Guedes explicou que o reflexo natural da injeção de altos volumes de dinheiro sem o devido aumento da produção no país gera inevitavelmente alta inflacionária, algo que foi notado em todo o mundo em decorrência da pandemia e das medidas econômicas tomadas por causa da emergência sanitária.

De acordo com Guedes, outro pilar decisivo na política econômica do governo foi a simplificação e a desburocratização de marcos regulatórios, que eram tidos como empecilho para o desempenho de atividades comerciais e a criação de novos empreendimentos. Segundo o ministro, os investimentos em telecomunicações, transporte de cabotagem, no setor elétrico, saneamento básico e demais setores são fruto direto da simplificação das leis vigentes, que tornaram o investimento mais simples  “Tudo isso tem efeito. Está tudo vindo pelo caminho. Por isso que a inflação [do Brasil] já começou a descer enquanto está subindo em todos os outros lugares do mundo.”

O direito à propriedade e o respeito à livre iniciativa têm sido relativizados no Brasil. Para uma “classe” de cidadãos, caracterizados pela velha imprensa como “bolsonaristas”, as garantias e direitos fundamentais estão suspensos. Em CPIs e em inquéritos conduzidos nas cortes superiores, cidadãos e empresas ficam sujeitos a quebras de sigilo, devassas, prisões políticas, buscas e apreensões, e confiscos. As investigações se originam de “relatórios”, “matérias” e “reportagens” produzidos pela concorrência, que são tomados como verdadeiros sem questionamento, assim como depoimentos de testemunhas suspeitas. 

Toda a renda da Folha Política, assim como de outras pessoas e empresas conservadoras, está sendo confiscada, a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em decisão monocrática em um inquérito administrativo. Segundo a velha imprensa, que participa ativamente dos inquéritos e CPIs, a intenção é impedir o funcionamento das empresas ao privá-las de suas fontes de renda. A decisão de Salomão foi elogiada pelos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Há mais de 9 meses, toda a renda do nosso trabalho é retida sem qualquer justificativa jurídica.

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