quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Bancada do agro ‘fecha’ com Bolsonaro e aponta: ‘Nós temos um só lado, que é o lado da liberdade’


A bancada do agronegócio no Congresso manifestou apoio ao presidente Jair Bolsonaro na disputa pela reeleição. Em um pronunciamento com o presidente, vários parlamentares explicaram que o setor decidiu apoiar, de forma maciça, o governo atual em sua busca pela reeleição. 

A ex-ministra da agricultura Teresa Cristina, eleita senadora, afirmou: “não temos nenhuma dúvida de que o presidente foi o que mais deu apoio ao agronegócio brasileiro”. Ela declarou que “pequenos, médios e grandes produtores estão fechados com a candidatura à reeleição do presidente Bolsonaro”. 

O deputado Sérgio Souza enfatizou ainda as ameaças à liberdade e a falta de segurança jurídica. Ele disse: “é muito claro o resultado do que aconteceu e acontece no Brasil nos últimos anos. O agro não parou nem na pandemia. O agro é o grande pilar de sustentação desse país e tem responsabilidade com o desenvolvimento, com a geração de empregos, com a geração de renda, com a segurança jurídica, principalmente o direito à propriedade e às liberdades de ir e vir neste país. E nós não poderíamos tomar outra decisão. A bancada do agro no Congresso Nacional tomou um lado, o caminho para a direita, o caminho da retidão, com fé em Deus, os caminhos da liberdade, da redução do custo de produção e da produção de alimentos de qualidade que cheguem à mesa do cidadão brasileiro, vendendo para mais de 200 países. Nós temos um só lado, que é o lado da liberdade, o lado do presidente Jair Bolsonaro”. 

Após os pronunciamentos de vários parlamentares e do ministro do Meio Ambiente, o presidente Jair Bolsonaro se pronunciou e apontou que, com a nova composição do Congresso que se desenhou nesta eleição, “o terreno está arado, a terra está pronta para semear e colher”. O presidente lembrou que o Brasil tem muitos recursos naturais e que sua exploração depende da iniciativa privada, que precisa ter liberdade para produzir. Ele disse: “quem gera renda, quem dá emprego é a iniciativa privada, são os empreendedores”.

O direito à propriedade e o respeito à livre iniciativa têm sido relativizados no Brasil. Para uma “classe” de cidadãos, caracterizados pela velha imprensa como “bolsonaristas”, as garantias e direitos fundamentais estão suspensos. Em CPIs e em inquéritos conduzidos nas cortes superiores, cidadãos e empresas ficam sujeitos a quebras de sigilo, devassas, prisões políticas, buscas e apreensões, e confiscos. As investigações se originam de “relatórios”, “matérias” e “reportagens” produzidos pela concorrência, que são tomados como verdadeiros sem questionamento, assim como depoimentos de testemunhas suspeitas. 

Toda a renda da Folha Política, assim como de outras pessoas e empresas conservadoras, está sendo confiscada, a mando do ministro Luís Felipe Salomão, ex-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, em decisão monocrática em um inquérito administrativo. Segundo a velha imprensa, que participa ativamente dos inquéritos e CPIs, a intenção é impedir o funcionamento das empresas ao privá-las de suas fontes de renda. A decisão de Salomão foi elogiada pelos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin. Há mais de 15 meses, toda a renda do nosso trabalho é retida sem qualquer justificativa jurídica.

Se você apoia o trabalho da Folha Política e pode ajudar a impedir que o jornal seja fechado, doe qualquer valor pelo Pix. Você pode usar o QR Code que está visível na tela, ou o código ajude@folhapolitica.org. Caso não utilize PIX, há a opção de transferência bancária para a conta da empresa Raposo Fernandes disponível na descrição deste vídeo e no comentário fixado no topo.

Há 10 anos, a Folha Política vem mostrando para você os fatos da política brasileira, fazendo a cobertura dos três poderes, e dando voz a pessoas que o cartel midiático quer calar. Pix: ajude@folhapolitica.org


Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...