segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Bolsonaro comenta declarações de Lula no debate: ‘Se o Lula não mentisse, não seria ele’


Em entrevista à rádio Tupi, do Rio de Janeiro, o presidente Jair Bolsonaro respondeu a perguntas dos repórteres e falou sobre suas propostas para um segundo mandato, explicando que pretende continuar o trabalho que vem realizando, com redução de impostos e desburocratização. O presidente falou sobre as obras realizadas e por realizar no estado do Rio de Janeiro, apontando como obras concluídas se refletem em benefícios para todos. 

O presidente foi informado sobre pesquisa do instituto Veritá, que o coloca à frente do ex-presidente Lula, e foi questionado se acredita em pesquisas. Bolsonaro respondeu: “Eu não acredito em pesquisa. Esse instituto é o que mais tem acertado. O Datafolha é uma vergonha. O Datafolha, em 2018, dizia que, se fosse para o segundo turno, eu perderia para qualquer um. E o IPEC, também. Essas pesquisas do Datafolha ajudam o outro lado a ter mais votos”.

Bolsonaro também foi questionado sobre declarações do ex-presidente Lula durante o debate de ontem à noite, quando o ex-presidente repetiu a narrativa que vem sendo divulgada amplamente e de forma coordenada por sua equipe, de que o Auxílio Brasil vai acabar.  Bolsonaro respondeu: “Se o Lula não mentisse, não seria ele. Ano passado, resolvemos criar o Auxílio Brasil, de 400 reais. E foi criado. Para isso, precisávamos buscar recursos no orçamento. E esse dinheiro nós buscamos parcelando precatórios. O PT foi contra, não queria”. O presidente explicou que a equipe do ministério da Economia, do ministro Paulo Guedes, já está trabalhando para manter o auxílio com o valor de 600 reais e disse: “Então, está garantido até o fim do próximo ano”.

Questionado sobre a atuação do Tribunal Superior Eleitoral nas eleições, Bolsonaro apontou: “olha só, o que eu vejo lá no TSE? As medidas que o PT entra contra mim, quase todas são aceitas. A recíproca não é verdadeira. O que eu critico na postura do Alexandre de Moraes? Ele não aceita sugestões, não minhas, mas da Comissão de Transparência Eleitoral”. O presidente acrescentou: “as FFAA foram convidadas a participar daquela tal de Comissão da Transparência Eleitoral”. 

Respondendo a uma pergunta sobre qual seria sua maior realização e sua maior frustração, Bolsonaro relembrou que o mundo todo foi afetado por uma pandemia, e que houve consequências. Ele disse: “tivemos um problema enorme, o mundo todo teve um problema enorme. A pandemia. Mas nós fizemos a nossa parte. Quando muitos governadores obrigaram as pessoas a ficar em casa, condenaram as pessoas a morrerem de fome. E nós criamos o Auxílio Emergencial. Criamos dois programas, o Pronampe e o Bem, que evitaram que milhões de pessoas ficassem desempregadas. Esse é o trabalho que nos orgulha. E também, o meu governo comprou mais de 500 milhões de doses de vacina, na época certa, e conseguimos aplicar a vacina em todas as pessoas que foram voluntárias. Todo mundo achava que a economia ia dar uma ré de 10% e perdemos só 4%. O mundo todo foi pior do que isso. Então, nós cuidamos da economia e salvamos milhões de vidas”. 

Questionado sobre a política de preços de combustíveis, Bolsonaro lembrou: “a tal da PPI foi criada no governo Temer para estancar a hemorragia da roubalheira da Petrobras. Entre 2003 e 2016, quando o PT esteve à frente do Brasil, o endividamento da Petrobras chegou na casa dos 900 bilhões de reais. Uma parte disso foi na interferência nos preços feita pelos presidentes Lula e Dilma. Então, essa política de preços veio para isso”.

O presidente explicou que, em seu governo, corrigiu-se a interpretação que era dada à paridade internacional. Ele disse: “questão da interpretação: não precisava, imediatamente após subir o preço do petróleo lá fora, subir aqui dentro. Tem um prazo de carência.  Aumentavam o preço imediatamente. E, com o novo presidente da Petrobras, não houve uma nova interpretação. Houve uma interpretação precisa dessa paridade de preços internacionais. Tanto é que, quando esse último presidente assumiu, há aproximadamente 3 meses, caiu um pouquinho o preço. É bastante no final da linha. Mas é importante lembrar que a queda de preço alta no Brasil todo se deu graças à política de impostos. Os impostos eram um absurdo. No Rio de Janeiro, o imposto estadual chegava na casa dos 2,30 por litro. Tanto é que o governador não entrou na Justiça. Eu parabenizo o Cláudio Castro por isso. Ele sabe que é importante arrecadar, mas também sabe que é importante o consumidor não pagar tanto por algo que é essencial para ele. Agora, deixar bem claro: Não é apenas a gasolina que baixou de preço. A conta de energia elétrica também baixou de preço. Botamos um teto no imposto estadual também para isso”. 

Ao fazer suas observações finais na entrevista, Bolsonaro pediu aos cidadãos que façam comparações. Ele pediu que comparem o Auxílio Brasil ao Bolsa Família, que comparem os preços dos combustíveis em seu governo e nos governos petistas, e que observem que seu governo trabalhou pelo povo. Ele pediu ainda: “Compare o Brasil com a Venezuela, com a Argentina, com Europa. Na Europa, já há desabastecimento e há também inflação”. O presidente disse: “Estamos no caminho certo, além de respeitarmos a família brasileira. O outro lado diz que a família é atrasada, defende ideologia de gênero, liberação das drogas. O Lula não tem qualquer respeito pelas religiões. Nós defendemos a liberdade. O Lula fala em censurar a imprensa o tempo todo. Nós temos um presidente que acredita em Deus, honra seus militares, deve lealdade ao seu povo, e que está aí trabalhando”. 

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