quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Deputada Adriana Ventura refuta pré-plano de governo do PT: ‘premissas que só geram miséria, feitas à base de mentiras’


Da tribuna da Câmara, a deputada federal Adriana Ventura analisou o pré-plano de governo apresentado pelo Partido dos Trabalhadores e listou os problemas que vê com as propostas petistas e as incompatibilidades dessas propostas com as de seu partido. A deputada apontou que, embora todos queiram restaurar as condições de vida dos brasileiros de antes da pandemia, é impossível concordar com as soluções propostas. 

Ventura disse: “Sabemos que esta pandemia aumentou a pobreza, fez com que muitas e muitas pessoas voltassem para a extrema pobreza. Sabemos o que esta pandemia fez para nossa população. Muitas pessoas perderam emprego, o nível de vida baixou e tudo o mais, mas aqui discordamos do método e da solução. Nós do NOVO acreditamos que a maneira de resolver este problema é por meio de reformas estruturantes, é por meio da simplificação de tributos, é por meio da revisão e redução dos gastos públicos. Isto quer dizer repactuação, reforma administrativa, desburocratização; Xô, cabide de emprego!, Xô, cargo em tudo que é estatal! Corte de todos os privilégios!”. A deputada apontou que a proposta do PT é exatamente o contrário. Ela disse: “Não dá para dizer que defende os mais pobres do País se não abre mão dos próprios privilégios”. 

A deputada tratou de pontos específicos do pré-plano petista, falando sobre as propostas para responsabilidade fiscal, para privatizações, para a tributação, para o suposto combate à desigualdade, e para a educação. Ao questionar a proposta de “reduzir desigualdades”, a deputada explicou: “Em 1820, a renda per capita mundial era de 1.130 dólares. Hoje, por conta desse chamado "estado neoliberal", que nem existe — há um problema sério aqui de entendimento do que significa neoliberalismo — fala-se em 15.600 dólares em 2015. Então, 95% da população foi tirada da pobreza por conta dessa riqueza gerada. Assusta-me um pouco ver que quando se retira 85% da pobreza por causa da riqueza, isso é afrontado pelo PT. É crime gerar riqueza, é crime que as pessoas tenham sua renda. O legal é dividir pobreza, dividir miséria”.

Adriana Ventura apontou ainda a imensa distância entre o discurso e a prática do PT ao tratar da educação. Ela disse: “Vimos bem qual foi a postura do PT na condução das escolas durante a pandemia: dane-se aprendizagem, danem-se as crianças, danem-se os adolescentes, dane-se tudo, o que importa aqui é defender esse corporativismo nocivo da educação, que não está preocupado se a criança aprende ou não, não está preocupado se ela vai ter oportunidade igual na base, porque o importante é manter todo mundo na ignorância, alheio ao que acontece, vivendo de esmola, vivendo de coisinha que o Estado provedor oferece, ineficiente, inchado, movido a toma-lá-dá-cá, movido a corrupção. Isso eu acho inadmissível”.

Ela concluiu: “Por essas e por outras — não vou me alongar mais — não dá para votar no Lula, não dá para votar no PT, não dá para querer e achar que alguma democracia vai se sustentar com base em premissas que comprovadamente já não funcionaram, que comprovadamente já não se sustentam, que só geram miséria, que são feitas à base de mentira”.

No contexto atual do Brasil, muitas pessoas estão sendo tratadas como sub-cidadãos, pelo simples motivo de terem manifestado apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Por expressarem suas opiniões, são alvo de CPIs, de inquéritos secretos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, ou são vítimas de medidas arbitrárias como prisões políticas, apreensão de bens, e exposição indevida de dados, entre outras. 

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