domingo, 9 de outubro de 2022

Deputado Marcel Van Hattem faz apelo contra a censura: ‘não entendo por que Moraes está submetendo o Brasil a esta vergonha internacional’


Da tribuna da Câmara, o deputado federal Marcel van Hattem chamou a atenção para a repercussão internacional da perseguição política que vem ocorrendo no Brasil. O deputado apontou: “eu trago aqui uma matéria do The New York Times que, para mim, foi reveladora da situação grave por que nós passamos no Brasil em relação às nossas liberdades individuais, aos direitos fundamentais e, em mais particular, em relação à liberdade de expressão, de opinião, de imprensa e à censura que hoje nós vivemos no Brasil por parte de decisões do Supremo Tribunal Federal — mais especificamente, não unicamente, mas de uma forma mais grosseira, inclusive, e mais retumbante por parte do Ministro Alexandre de Moraes”.

O deputado lamentou: “eu não entendo por que o Ministro Alexandre de Moraes hoje está submetendo o Brasil a esta vergonha internacional. O Ministro Alexandre de Moraes está cumprindo um papel de ditador no nosso País, que não lhe cabe. Ele é um juiz, é um Ministro da Suprema Corte, não um ditador”.

Marcel van Hattem explicou que a matéria pergunta se o Supremo Tribunal Federal ultrapassou os limites da democracia, e disse: “E eu respondo — aliás, a própria matéria responde: sim, está. Aliás, não é para defender a democracia, não; é para supostamente defender o que o Ministro Alexandre de Moraes e outros acham que é democracia. E, pior, está prejudicando a nossa democracia”.

O deputado ironizou a recusa do ministro Alexandre de Moraes de responder ao New York Times, dizendo: “precisou uma spokeswoman, como diz aqui, precisou uma assessora de imprensa, uma porta-voz, para dizer ao The New York Times que o Ministro Alexandre de Moraes não ia dar nenhuma declaração, mas, para outras declarações, ele tem tempo”. 

Van Hattem disse: “É uma vergonha, Ministro Alexandre de Moraes, Suprema Corte brasileira, é uma vergonha saber que temos empresários, como o Luciano Hang, até hoje censurados — censurados —, e a matéria demonstra e fala para o mundo todo saber que não tiveram sequer direito a um julgamento. Aliás, é um inquérito sob segredo de Justiça. Isso não é normal num país democrático! Não importa se é contra a Esquerda ou contra a Direita. Aliás, contra a Esquerda não fazem isso”.

O deputado fez um apelo aos ministros do Supremo para que parem a censura e afirmou: “Eu só quero paz neste País, eu só quero uma eleição limpa e democrática, eu só quero que nós possamos viver dias melhores e que não convivamos nunca mais no Brasil com censura e agressão a direitos. Finalizo deixando a minha homenagem ao Deputado Otoni, que está aqui reeleito, firme e forte, apesar de toda a perseguição que lhe foi infligida durante todo esse período”.

A censura que vem se intensificando no Brasil atinge unicamente conservadores e já causou o fechamento de alguns veículos de imprensa. Mas a perseguição não se limita à censura e inclui muitas outras medidas, inclusive prisões políticas, devassas, buscas e apreensões, ass*** de reputações, entre outras. 

Grupos monopolísticos e cartéis que se associam com o intuito de barrar informações contrárias ou inconvenientes atuam em conluio com a finalidade de aniquilar qualquer mídia independente, eliminando o contraditório e a possibilidade de um debate público amplo, honesto, abrangendo todos os feixes e singularidades dos mais diversos espectros políticos. Controlando as informações, o cartel midiático brasileiro tenta excluir do debate e, em última instância, da vida pública, os conservadores e os veículos que dão voz a essas pessoas. 

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Anteriormente, a Folha Política teve sua sede invadida e TODOS os seus equipamentos apreendidos, a mando do ministro Alexandre de Moraes. Mesmo assim, a equipe continuou trabalhando como sempre, de domingo a domingo, dia ou noite, para trazer informação sobre os três poderes e romper a espiral do silêncio imposta pela velha imprensa, levando informação de qualidade para todos os cidadãos e defendendo os valores, as pessoas e os fatos excluídos pelo mainstream, como o conservadorismo as propostas de cidadãos e políticos de direita.

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